(Charge pode isso 213)

Pode isso 213

Gregório Duvivier no jornal Folha de S.Paulo

O ator e escritor Gregório Duvivier escreve em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo publicada na quinta-feira 10, sobre a decisão da Seleção em participar da Copa América no Brasil. 

“Nesta semana, a Seleção Brasileira teve a chance de lavar essa camisa suja de sangue, suor e vergonha. Se tivessem escolhido não jogar em homenagem aos 500 mil mortos, e dos tantos que estão por vir, teriam lavado a camisa do gol contra, do pisão na coxa, do sete a um, das passeatas pedindo intervenção militar, da podridão do Marin, da bandidagem do Del Nero, da imundície de Caboclo, dos milhões sonegados pelo seu maior craque”, diz Duvivier.  “Preferem continuar sonegando. Talvez argumentem: é só futebol. Não é só futebol. Nunca foi”. 

Drauzio adverte sobre abolir uso de máscaras: “só tem uma justificativa, se for para disseminar ainda mais o vírus”

Do 247

 O médico Drauzio Varella criticou a intenção anunciada na quinta-feira 10, por Jair Bolsonaro de editar um decreto para desobrigar quem estiver vacinado ou já tiver sido infectado a usar máscara de proteção contra o coronavírus. “Ela [a medida] só tem uma justificativa se for para disseminar ainda mais o vírus pelo país inteiro. Não consigo ver outra justificativa… É absurdo, parece uma loucura”, disse o oncologista em entrevista à Globo News.

A pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcolmo destacou que a pretensão de Bolsonaro desconsidera o alto risco de reinfecção e também a eficácia das vacinas, que não garantem 100% de proteção contra a doença.

“Ao ar livre seria admissível. Em ambiente fechado, mesmo vacinado, nós que já tivemos a doença devemos estar de máscara o tempo todo, até porque a gente tem algo chamado reinfecção”, afirmou.

Presidente reponde a passageiro: “‘fora Bolsonaro’ tinha que ir de jegue e não de avião”

Da Revista Fórum

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) desta vez estava de máscaras, mas não deixou de causar aglomerações, nesta sexta-feira 11, no aeroporto de Vitória (ES).

Ele resolveu entrar em um voo antes da decolagem para cumprimentar a tripulação e os passageiros. Entre vaias e aplausos, alguém gritou “fora Bolsonaro” e ele, prontamente, respondeu: “Quem está falando ‘fora Bolsonaro’ deveria estar é de jegue viajando, né? ‘Fora Bolsonaro’ tem que estar viajando de jegue, não de avião, é ou não é? Para ser solidário ao candidato deles”, prossegue, sem citar a quem se referia.

“Interdição de Bolsonaro é questão de salvação nacional”, diz Tereza Cruvinel

Do 247

 A jornalista Tereza Cruvinel, em participação no programa Bom dia 247 da quinta-feira 10, condenou os ataques de Jair Bolsonaro contra a população brasileira, sabotando o acesso do povo à vacina e deixando cada vez mais explícito que não irá aceitar o resultado das urnas em 2022. “Bolsonaro é um leviano, um reles e sua interdição é questão de salvação nacional”, disse Cruvinel. “Estamos com milhares de pessoas que ainda não tomaram a segunda dose e ele vem contribuir para que as pessoas não se vacinem. Bolsonaro trabalha para o vírus e para a morte”, acrescentou a jornalista ao destacar a fala recente de Bolsonaro  defendendo que “a vacina é experimental”. 

Ela ainda destacou que Bolsonaro “mentiu novamente ao dizer que houve fraude nas eleições de 2018, com essa lorota do voto impresso, que custará 2 bilhões aos cofres públicos, no mesmo país que não faz o Censo por falta de dinheiro, corta verbas de pesquisa, corta o Auxílio Emergencial”. “Nós não merecemos ter um presidente que mente o tempo todo”, ressaltou.

Cloroquina é “mentira orquestrada pelo governo federal”, diz cientista à CPI

Do Metrópoles

A cientista e pesquisadora Natália Pasternak criticou, nesta sexta-feira 11, a defesa da cloroquina para tratamento da Covid-19. A microbiologista afirmou que a defesa do uso do medicamento “não é negacionismo, é uma mentira orquestrada pelo governo federal e pelo Ministério da Saúde”. “E essa mentira mata, porque leva pessoas a comportamentos irracionais”, prosseguiu a pesquisadora convidada para audiência pública na CPI da Covid.

No colegiado, a fundadora do Instituto Questão de Ciência (IQC) defendeu que usuários do medicamento e médicos pró-tratamento precoce se baseiam em “evidências anedóticas”. “É um seis ou é um nove, não é desrespeitar a opinião alheia. A ciência funciona buscando fatos, ou é um seis ou é um nove, não dá para ser os dois”, disse.

Natália afirma que a cloroquina “nunca teve plausibilidade biológica para funcionar”.

G7 faz reunião ampliada e barra Bolsonaro

Da coluna de Jamil Chade

As principais economias do mundo desenvolvido realizam nesta sexta-feira 11, cúpula que tem como pautas meio ambiente, resposta à pandemia e a recuperação do crescimento. A relação com a China e com a Rússia também será tema no evento, de acordo com a coluna de Jamil Chade. O G7 (formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canadá, Reino Unido, Itália e França) estendeu o convite para Austrália, Índia e Coreia do Sul, mas não ao Brasil de Jair Bolsonaro.

No G7, a ausência da China, segunda maior potência mundial e que ameaça interesses norte-americanos, aconteceu por uma questão geopolítica, mas a situação do Brasil é interpretada no meio diplomático como perda de prestígio internacional e resistência por parte dos países ricos em aceitar a presença de Bolsonaro nas negociações.

A falta de convite ao Brasil na cúpula desta sexta, sediada pelo governo britânico, demonstrou os prejuízos do negacionismo de Bolsonaro na pandemia e de uma política externa de alinhamento automático ao governo Donald Trump (atualmente os EUA são presididos por Joe Biden). O governo brasileiro esvaziou o Mercosul, afastou-se de projetos na África e passou a minimizar a cúpula dos Brics.

Há dois anos, na França, o presidente Emmanuel Macron fez convites a parceiros e a emergentes durante a cúpula do G7. O Brasil ficou de fora. O governo francês optou por chamar África do Sul, Chile, Egito, Índia, Ruanda e Senegal.

A primeira real participação do Brasil nos eventos das economias desenvolvidas ocorreu em 2003, no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O então presidente francês, Jacques Chirac, convidou o país e outros emergentes para a cúpula em Evian e que, naquele momento, era conhecida como G8.

Ainda no governo petista, o Brasil fez parte dos eventos de 2005, na Escócia. Em 2006, a chanceler da Alemanha Angela Merkel convidou o Brasil para a cúpula organizada por ela, algo que se repetiu no ano seguinte no Japão e em 2008 na Itália.