‘2ª onda’ de Bolsonaro seria mortal ao Brasil

Vírus do fascismo sempre circularam na sociedade, mas a democracia se mostrava suficiente como imunizante para contê-lo em níveis praticamente inofensivos

0
286

Por Fernando Brito – Tijolaço / JAV

Jair Bolsonaro comparou, diante seus fanáticos seguidores, para propagandear sua reeleição, que “2018 foi a primeira dose; a segunda é em 2022.

Mas Jair Bolsonaro não é vacina, é vírus: um ser replicante, que provoca inflamação de ódios, impede a oxigenação do país e acelera a morte dos brasileiros pela perda de sua humanidade e da capacidade de convívio em patamares civilizados.

Vírus do fascismo sempre circularam na sociedade, mas a democracia se mostrava suficiente como imunizante para contê-lo em níveis praticamente inofensivos.

Vivia nas periferias do estado, nas ações policiais que, como antigamente os bordéis eram, um “mal necessário” e nas franjas dos que se achavam com “direito a tudo”, como se fossem deuses mesquinhos, ungidos pelo poder do dinheiro.

Nunca, porém, de um projeto de poder selvagem do país – que já tinha perdido sua época mesmo antes do fim do regime autoritário nascido em 1964. Já no fim dos anos 70 a própria ditadura já havia puxado o freio da “distensão lenta, gradual, porém segura” – que tivesse a pretensão de se tornar majoritariamente apoiado.

Jair Bolsonaro, todos sabem, só se tornou possível porque a conjunção entre o golpismo político e a constituição de um “partido da Lava Jato” rebaixaram a imunidade democrática que continha a propagação do vírus fascista no organismo nacional.

Nos últimos seis anos, a duras penas, viemos recobrando nossa capacidade de resistir a esta contaminação generalizada, tanto entre as pessoas quanto nas instituições.

É preciso, porém, muito cuidado, porque o vírus ainda está forte e usa de todos os meios para reinfectar os corações e mentes que dominou por algum tempo.

É preciso usar máscaras antiprovocação e higienizar o cérebro do “já ganhamos” que leva a travar agora disputas que são legítimas, mas não a prioridade do momento.

Só nos livraremos desta praga com a vacina do voto, se possível já na primeira dose e, se não, na dose de reforço do 2° turno. 

Fora do poder o vírus vai parar de circular e, com o tempo, voltará a ser apenas uma cepa isolada.

Mas é só deixar a ânsia tomar conta da gente que a infecção oportunista, que se aproveita de quem acha que ela não oferece mais perigo, voltar e com efeito mortal.