Queiroga sinaliza que está quase jogando a toalha: “sozinho eu não consigo”

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Do 247

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quarta-feira que tem se esforçado para conscientizar a população sobre a importância de medidas não farmacológicas de proteção à infecção do coronavírus, como o uso de máscaras e o distanciamento físico, mas admitiu que não consegue cumprir a tarefa “sozinho”.

“Eu sou médico, eu estou aqui para tentar ajudar o povo do Brasil nessa situação, eu não tenho condições sozinho de fazer isso” afirmou.

As declarações de Queiroga ocorrem dias após a participação de seu antecessor no cargo, o ex-ministro Eduardo Pazuello, em manifestação com o presidente Jair Bolsonaro, ambos sem máscara, em que havia concentração de pessoas no domingo.

Sem armas contra a nova onda

Do Tijolaço – Fernando Brito/ JAV

Os sinais de um novo salto nas infecções pelo Covid 19 no Brasil estão dados, mas a providência que, diante disso, o governo brasileiro toma é a de ir, novamente, ao Supremo Tribunal Federal pedir que possa revogar as já mínimas medidas restritivas decretadas por governadores e prefeitos para evitar a propagação do vírus.

E a propagação está mais veloz, mesmo com a presença da chamada “variante indiana” sendo, até aqui, apenas ameaça potencial. 

O número de casos, desde 5 de maio, está crescendo, alerta o Estadão. E, com ele, vem o aumento das internações e da lotação das Unidades de Terapia Intensiva: “sete Estados têm taxas de ocupação iguais ou superiores a 90%: Piauí (91%), Ceará (94%), Rio Grande do Norte (96%), Pernambuco (97%), Sergipe (93%), Paraná (95%) e Santa Catarina (95%).

Aliás, as ações de bloqueio sanitária tomadas diante da ameaça representada pelo cepa do vírus vinha da Índia, corretas, só servem para mostrar como de deixou de adotar os mesmos cuidados quando surgiram os sinais de picos de contágio no passado.

O bloqueio sanitário – isolamento dos casos, inquérito epidemiológico sobre os que tiveram contato com casos identificados, quarentenas e reforço na vacinação – não é uma técnica nova e o Brasil tem décadas de experiência para realizá-lo.

Mas não fará – como jamais fez, exceto em extensão e prazo insuficientes – a essência deste bloqueio, que é a restrição à circulação de pessoas.

Alexandre Naime Barbosa, chefe do setor de infectologia da Unesp de Botucatu (SP) e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, diz que “entre os dias 15 e 21 de junho deveremos atingir a marca de meio milhão de mortos e será o resultado do que vemos agora.”

Alguém, a esta altura, pode dizer que se trata de alarmismo Não, mas é alarme, que soa, faz tempo, a ouvidos que não o querem ouvir.

Mello Franco: Pazuello ‘pisoteou o regulamento do Exército’ e ‘incentivou politização da tropa’

Fonte: Jornal O Globo

O jornalista Bernardo Mello Franco observa que, ao participar de um ato de apoio ao governo ao lado de Jair Bolsonaro, o general e ex-ministro Eduardo Pazuello “pisoteou o Regulamento Disciplinar do Exército”. “O texto proíbe militares da ativa de se manifestar, sem que estejam autorizados, sobre assuntos de ‘natureza político-partidária’. Ao ignorar a regra, o general rompeu a hierarquia e deu um novo incentivo à politização da tropa”, ressalta Mello Franco em sua coluna no jornal O Globo. 

“A provocação foi combinada com Bolsonaro, que viveu um dia de Mussolini com seus fanáticos de motocicleta. No passado, o capitão estimulou a anarquia militar para transitar dos quartéis ao Congresso. Agora investe na cooptação das Forças Armadas para fortalecer seu projeto autoritário”, afirma.

“Pressionado pela CPI e pelas pesquisas de opinião, Bolsonaro aposta no golpismo para intimidar adversários e contestar uma possível derrota nas urnas. Pazuello já cumpriu a primeira missão quando virou ministro e sabotou o combate à pandemia. Agora sobe no palanque do chefe para ajudá-lo a semear a baderna em 2022”, avalia.

Agrotóxico mais usado do Brasil está associado a 503 mortes infantis por ano, revela estudo

Do portal BBC

O glifosato é o agrotóxico mais popular do Brasil. Ele representa 62% do total de herbicidas usados no país e, em 2016, as vendas desse produto químico em milhares de toneladas foi superior à soma dos sete outros pesticidas mais comercializados em território nacional.  A reportagem é do portal BBC.

Associado à produção de soja transgênica, o herbicida contribuiu para que o Brasil se tornasse o maior produtor do grão no mundo, superando os Estados Unidos.

Com isso, o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados produtores cresceu muito acima da economia do país como um todo nas últimas décadas. E a renda gerada pela atividade agrícola movimentou outros setores econômicos nas regiões produtoras.

Segundo a reportagem, um estudo realizado por pesquisadores das universidades de Princeton, FGV (Fundação Getulio Vargas) e Insper revela que essa geração de riqueza tem um alto custo: segundo o levantamento, a disseminação do glifosato nas lavouras de soja levou a uma alta de 5% na mortalidade infantil em municípios do Sul e Centro-Oeste que recebem água de regiões sojicultoras. Isso representa um total de 503 mortes infantis a mais por ano associadas ao uso do glifosato na agricultura de soja.

Aras pede para Alexandre de Moraes deixar inquérito contra Salles; ministro do STF nega

Do Blog do Octávio Guedes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou um pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para que ele, Moraes, deixasse a relatoria do inquérito sobre exportação ilegal de madeira que tem como um dos alvos o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Aras argumentou que o caso deveria ser entregue à ministra Cármen Lúcia, relatora de um outro caso que envolve Salles – a notícia-crime apresentada pelo ex-superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, contra o ministro do Meio Ambiente, por supostamente atrapalhar a apuração da maior apreensão de madeira do Brasil. A investigação resultou na operação Akuanduba, deflagrada no último dia 19, e que investiga a exportação ilegal de madeira para Estados Unidos e Europa com envolvimento de agentes públicos do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A operação foi autorizada por Moraes a pedido da Polícia Federal (PF). Segundo decisão do ministro, as investigações da PF apontam para a existência de um “esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais”, que teria o envolvimento do ministro Ricardo Salles e de gestores do MMA e do Ibama.