(Imagem pode isso 203)

Pode Isso 203

Do Estadão

Um “pixuleco” de Jair Bolsonaro fantasiado de ceifador e segurando uma caixa de cloroquina foi erguido na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional. 

O balão, de 13 metros, faz parte de uma manifestação do movimento Acredito, que defende o impeachment do presidente.

Segundo o Estadão, o grupo entregará aos senadores da CPI da Covid um dossiê sobre a omissão do governo federal no combate à pandemia da Covid-19.

Bolsonaro prega voto em Lula para os descontentes com ele

De O Antagonista

Rejeitado pela maioria dos brasileiros, Jair Bolsonaro respondeu com uma irritação a uma apoiadora que, na manhã desta terça-feira 25, nos portões do Palácio da Alvorada, pediu um golpe militar. Bolsonaro respondeu que não há apoio para o golpe e emendou: “Para quem não está contente comigo, tem Lula em 2022.”  

“Presidente, o senhor é chefe da nação, o senhor é chefe das Forças Armadas. Por que deixa o povo sofrer assim, seus ministros sofrer, o senhor sofrer?”, indagou a mulher, segundo revelou o portal O Antagonista. 

Visivelmente irritado, Bolsonaro disse que não há apoio popular para um golpe e citou Lula: “Tem algum posicionamento seu a favor do 31 de março de 1964? Vieram todos para cima da gente naquela época. Eu não vou discutir esse assunto aqui. Para quem não está contente comigo, tem Lula em 2022.”

“Eles têm um pênis na porta da Fiocruz”, “fazem cocô em crucifixo” – esta é a Capitã Cloroquina

Do Brasil 247 

Depoente nesta terça-feira 25, na CPI da Covid, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, gravou um áudio criticando a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ao afirmar que a instituição tem um “pênis” em sua porta e é pautada somente por questões relativas a minorias. O áudio começou a circular entre gestores da área de saúde no início de maio do ano passado e teria sido gravado em 2019, sendo um exemplo do que pensa a dirigente. 

“Eles têm um pênis na porta da Fiocruz. Todos os tapetes das portas são a figura do Che Guevara, as salas são figurinhas do Lula Livre, Marielle Vive. É um órgão que tem um poder imenso, porque durante anos eles controlaram, através do movimento sanitarista, que foi todo construído pela esquerda, a saúde do País”, disse. 

“Eles dão as regras, mandam no Ministério da Saúde. O Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) é a mesma coisa, o presidente do Conep é nomeado pelo Conselho Nacional de Saúde, que é uma representação popular. A gente paga pra cinco mil pessoas virem a Brasília para tirar a roupa, andar nu, fazer cocô em crucifixo”, complementou.

Bolsonaro proíbe Defesa e Exército de se manifestarem sobre ato com Pazuello

Do blog do jornalista Fausto Macêdo

Jair Bolsonaro proibiu nesta segunda-feira 24, que o Ministério da Defesa e o Comando do Exército se manifestem sobre a participação do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, contrariando as regras sanitárias, no ato político de apoio a Bolsonaro. 

Segundo o blog do jornalista Fausto Macêdo, Bolsonaro telefonou diretamente para o ministro Braga Netto, da Defesa, proibindo a divulgação de qualquer nota ou manifestação pública a respeito do caso.

“Isso causou constrangimento e muito debate entre os membros do Alto Comando do Exército, que decidiu tomar medidas contra Pauzello, um general da ativa, mas apenas no âmbito interno, sem nenhuma explicação à opinião pública”, diz o jornalista. 

Mais cedo, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio, decidiu abrir um processo disciplinar contra Eduardo Pazuello. Além de provocar aglomeração e dispensar o uso de máscara para proteção contra Covid-19, Pazuello ignorou estatuto que proíbe a participação de militares da ativa em manifestações políticas.

O capitão está desmoralizando o exército brasileiro!

Comprovado: taxa de infecção por Covid-19 é maior nos municípios onde Bolsonaro teve mais votos em 2018

do Valor Econômico

O jornalista Ricardo Mendonça, do Valor Econômico, comprovou em reportagem publicada nesta terça-feira 25, que existe correlação direta entre o bolsonarismo e os casos de covid-19 no Brasil. No conjunto dos 5.570 municípios brasileiros, quanto maior o percentual de votos de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, maior tem sido a taxa de infecção pelo coronavírus. Quanto menor a adesão eleitoral de Bolsonaro nos municípios, menos frequentes são os casos de covid-19.

O estudo foi feito por Mendonça com o cruzamento dos dados do Painel Coronavírus do Ministério da Saúde e o Repositório de Dados Eleitorais do TSE.

Avanço da informalidade é obstáculo para o futuro da economia, alerta Dieese

Jornal Brasil Atual

Em função da pandemia, a renda do trabalho teve redução global de US$ 3,7 bilhões. A queda registrada no último ano e meio equivale a 4,4% do PIB mundial. Os dados foram lembrados na 109ª edição da Conferência Internacional do Trabalho, inaugurada na última quinta-feira 20. No Brasil, a situação é agravada por conta do aumento da informalidade. O setor de serviços, por exemplo, o mais atingido pela crise, registrou redução de 20% das vagas informais, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Além do avanço do desemprego, o diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Junior, aponta como principais consequências a redução de renda e o aumento da pobreza. Com a capacidade de consumo reduzida, uma eventual retomada da economia fica ainda mais prejudicada.

“Temos hoje uma somatória de duas grandes crises. Uma que advém da própria pandemia. Do outro lado, uma crise do ponto de vista da seguridade do trabalho”, disse Fausto, em entrevista a Glauco Faria no Jornal Brasil Atual desta segunda-feira 24. Segundo ele, as promessas de que a precarização dos direitos trabalhistas resultaria em redução da informalidade não se confirmaram.

Essa agenda começou a ser implementada com a “reforma” trabalhista do governo Temer. E vem sendo aprofundada no governo Bolsonaro. Como resultado, desde 2016 as desigualdades sociais vêm se ampliando no Brasil. E as principais vítimas desse processo são os jovens. De acordo com o IBGE, um terço das pessoas com idade entre 18 e 24 anos estão desempregadas.