(Charge pode isso 202)

Pode Isso 202

Do 247 

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello entendeu “que cometeu um erro” ao participar de um evento em apoio a Jair Bolsonaro, no domingo 23. “Eu já sei que o Pazuello já entrou em contato com o comandante informando ali, colocando a cabeça dele no cutelo, entendendo que ele cometeu um erro”, disse ele nesta segunda-feira (24) a jornalistas na entrada do Palácio da Alvorada. Mourão também disse considerar “provável” que o Exército imponha alguma punição ao militar. 

“É provável que seja [punido]. É uma questão interna do Exército. Ele [Pazuello] também pode pedir transferência para reserva e aí atenuar o problema”, disse Mourão, de acordo com o site G1. O regulamento do Exército proíbe que militares da ativa participem de atos políticos. No evento do domingo, Pazuello não utilizou máscara contra a Covid-19 e subiu em um carro de som onde discursou em apoio a Bolsonaro.   

Ainda segundo o vice-presidente, que também é general, o caso não deverá resultar em uma politização das Força Armadas. “Acho que o episódio será conduzido à luz do regulamento, isso tem sido muito claro em todos os pronunciamentos dos comandantes militares e do próprio ministro da Defesa”, afirmou Mourão.

‘Bolsonaro é garganta e esconde na agressividade sua covardia’, diz Franklin Martins

Do 247  

O ex-ministro Franklin Martins, em entrevista à 247, afirmou que Jair Bolsonaro é “inseguro” e “covarde” e que, para esconder isto, se utiliza da agressividade contra adversários políticos.

“A valentia do Bolsonaro só vai até a garganta. Isso é a perfeita definição do Bolsonaro. Bolsonaro é um homem inseguro, covarde e que só se equilibra na agressão para esconder a covardia que ele mesmo sabe que ele tem. É uma coisa complexa. Depois que saiu a pesquisa do Datafolha, depois que começou a CPI, o Bolsonaro não passa um dia sem xingamentos e calúnias, por exemplo, contra o Lula”, disse.

A CPI da Covid, citada por Martins, “está dando elementos que comprovam aquilo que a percepção da maioria da população já tinha, ou seja, que Bolsonaro foi um desastre na condução da crise sanitária, o negacionismo dele produziu milhares de mortes, recusou vacina, o tempo todo produziu situações das quais a conta quem está pagando é o povo. Eu acho que tudo isso está vindo à tona”.

Bia Kicis usa verba pública para contratar empresa que divulga mentiras sobre urna eletrônica

Do 247

Autora do projeto de lei que pretende instituir a volta do voto impresso nas eleições, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) tem investido tempo e dinheiro na empreitada. Integrante da tropa de choque do presidente Jair Bolsonaro na Câmara, ela contratou duas empresas para ajudar na divulgação de conteúdo sobre o projeto, muitas vezes com desinformação. A reportagem é do jornal O Globo. 

A Inovatum Tecnologia da Informação, contratada em janeiro por Kicis por R$ 2 mil mensais com recursos da cota parlamentar, gerencia o grupo de Telegram “VotoImpressoAuditável”. Em dezembro, ela contratou a Gohawk Tecnologia da Informação, por R$ 4,5 mil, para criar uma página que permite o cadastro de apoiadores da iniciativa e acesso ao grupo de Telegram. Ela gastou até o momento R$ 12,5 mil da verba parlamentar na campanha pelo voto impresso.

A reportagem ainda informa que no grupo, criado em 7 de abril, 125 mil pessoas recebem diariamente vídeos, entrevistas e publicações de Kicis sobre o sistema eleitoral brasileiro, repletos de questionamentos sem evidências e descrença sobre o processo eletrônico. Num dos vídeos divulgados, a deputada sugere não existir garantia de que o voto do eleitor vá para o candidato escolhido. “Depois que a gente colocou ‘confirmar’ o voto não está nem registrado. Você confirma e tem que rezar para o voto ir para o seu candidato”, diz em vídeo.

Mourão diz que “é antiético fazer comentários” sobre atos de Bolsonaro

Do Metrópoles

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que acha antiético comentar as ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que provocam aglomeração em meio à pandemia do novo coronavírus.

“Não comento atos do presidente Bolsonaro. Eu sou vice-presidente dele, é antiético eu fazer comentários”, disse o general, na chegada ao Palácio do Planalto nesta segunda-feira (24/5).

Bolsonaro participou nesse domingo (23/5) de um passeio com motociclistas no Rio de Janeiro, reduto eleitoral do mandatário e de dois dos três filhos políticos dele. O evento foi realizado nos moldes do que Bolsonaro fez no Distrito Federal, na manhã do Dia das Mães, quando rodou pelas ruas da capital.

Reforço de segurança em aglomeração de Bolsonaro no Rio custou cerca de R$ 485 mil

Do Brasil 247.

O jornalista Luis Nassif observa, no jornal GGN, que o ato promovido por Jair Bolsonaro – onde ele circulou sem máscara e participou de aglomerações –  neste domingo (23), no Rio de Janeiro, teve um reforço de segurança formado por cerca de mil policiais militares, “equivalente a um batalhão de PM de grande porte. O custo estimado desta aglomeração do presidente, considerando as 6 horas usadas, é de R$ 485 mil. O levantamento foi feito pela CNN Brasil”.

“A estimativa de cerca de meio milhão de reais foi feita por Daniel Cerqueira, economista e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. E o doutor em economia faz o cálculo somente em salários dos policiais militares, considerando um período de 6 horas, metade das 12 horas diárias da escala de plantão”, destaca Nassif no texto.

“Cerqueira considera um absurdo utilizar mil policiais para segurança de presidente, coisa nunca vista. Além do tempo da aglomeração, é preciso levar em consideração as horas gastas em planejamento e combustível para viaturas e helicópteros.”

Por falta de remédio, pacientes são amarrados em macas para intubação

O fim do estoque de neurobloqueadores utilizados no processo de intubação em Unidades de Pronto Atentimento (UPAs) de Curitiba (PR) exigiu uma situação extrema de profissionais da saúde: eles tiveram que amarrar os pacientes às macas. A informação é do portal O Plural.

Segundo a reportagem, os medicamentos em falta são atracúrio, cisatracúrio e rocurônio usados após a intubação para manter o paciente imóvel.

Os neurobloqueadores são usados em pacientes intubados para promover o relaxamento da musculatura, reduzindo o risco de danos às cordas vocais e demais estruturas das vias aéreas.

Quando o paciente se movimenta há também o risco de redução da eficácia da ventilação, resultando na redução de seu índice de oxigenação em pacientes Covid-19.