Lula viraliza com 55% no Datafolha em segundo turno contra Bolsonaro

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DCM/ Essencial

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida para a Presidência com margem confortável no primeiro turno e venceria o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na segunda etapa, revela pesquisa Datafolha.

O petista alcança 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro. Num eventual segundo turno contra Bolsonaro, Lula levaria ampla vantagem, com uma margem de 55% a 32%. Ele receberia a maioria dos votos dados a Doria, Ciro e Huck, enquanto o presidente herdaria a maior fatia dos que optam por Moro, seu ex-ministro da Justiça e atual desafeto. Isso jogou Lula nos Trending Topics. São mais de 60 mil menções ao ex-presidente.

Kassab diz que, ao preferir Lula, eleitor quer corrigir voto que deu em 2018

Do Painel da Folha de S.Paulo

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, admite que os nomes do chamado centro que aparecem até agora não pegaram. É a opinião que tem sobre os dados da Pesquisa Datafolha sobre as eleições presidenciais de 2022. 

De acordo com Kassab, o Datafolha mostra que o eleitor vê Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vítima e parece tentar reparar o voto que deu em 2018, informa o Painel da Folha de S.Paulo.

Lula atualmente lidera a corrida eleitoral de 2022, com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro. Num eventual segundo turno contra Bolsonaro, o ex-presidente levaria ampla vantagem, com uma diferença de 55% a 32%.

Kassab diz que a pesquisa indica que os nomes do chamado centro que aparecem até agora não pegaram e que é preciso encontrar nova opção para esse campo político. Kassab até agora mantém o discurso de que seu partido tentará buscar a 3ª via.

Agência alemã mostra que todos os indicadores pioraram no Brasil cinco anos depois do golpe contra Dilma

Por Bruno Lupion, da DW

Em 12 de maio de 2016, o Senado Federal afastava a presidente Dilma Rousseff do cargo para dar continuidade ao seu processo de impeachment, concluído em pouco mais de três meses. 

A petista caiu por liberar créditos suplementares sem o aval do Congresso e atrasar o repasse de verbas a bancos que executam políticas públicas, com o objetivo de melhorar artificialmente as contas do governo, as chamadas pedaladas fiscais. O impeachment, porém, teve como pano de fundo outros motivos: recessão econômica intensa, enorme escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras, protestos de rua embalados pela Operação Lava Jato e falta de apoio político no Congresso.

Dilma recebeu a notificação da decisão do Senado pela manhã, fez um último discurso com ministros e aliados dentro Palácio do Planalto, recebeu flores e mensagens de apoiadores e seguiu para a residência oficial. Apesar da insistência da petista em dizer que reverteria a decisão, havia entre seus correligionários um ar de derrota e melancolia.

Algumas horas depois, sem cruzar com Dilma, Michel Temer entrou no palácio e assumiu o cargo de presidente. No mesmo salão, agora repleto de políticos que não frequentavam o local desde o governo Fernando Henrique, como líderes do DEM e do PSDB, e de outros que haviam mudado de lado, Temer deu posse ao seu novo ministério em clima de triunfo e excitação.

Nesses cinco anos, que abrangem a eleição de um presidente de extrema direita, Jair Bolsonaro, e a eclosão de uma pandemia mundial, o Brasil ainda não retomou o nível econômico que tinha no início da década passada, viu a pobreza e a desigualdade aumentarem e seus fundamentos democráticos se erodirem.

Após Datafolha, auxiliares de Bolsonaro dizem que Lula vai sangrar até 2022

Da Coluna Painel na Folha:

Auxiliares de Jair Bolsonaro ouvidos pelo Painel dizem que a pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira 12, consolida a percepção de que a eleição de 2022 será de disputa entre o presidente e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles dizem achar que o petista saiu na frente por enquanto porque ainda tem sido tratado como alguém fora do jogo e que, ao entrar definitivamente, vai sangrar com críticas da opinião pública.

O Datafolha mostrou que Lula atualmente lidera a corrida eleitoral de 2022, com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro.

Num eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro, o ex-presidente levaria ampla vantagem, com uma diferença de 55% a 32%. (…)

O povo brasileiro está acordando. Bolsonaro poderá nem chegar ao segundo turno se surgir uma terceira via palatável.

“CPI da Covid já tem munição suficiente contra Bolsonaro e Pazuello”, diz Kennedy Alencar

Das redes sociais

O jornalista Kennedy Alencar afirmou nas redes sociais que a CPI da Covid já tem “munição suficiente” para punir o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

O diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, confirmou que houve uma reunião para alterar a bula da hidroxicloroquina e o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten disse que o governo ignorou uma oferta da Pfizer para 70 milhões da vacina.

Para Kennedy, essas duas declarações já incriminam Bolsonaro e Pazuello. “CPI tem uma tentativa do governo Bolsonaro de alterar ilegalmente bula da cloroquina, o que é ilegal, e provas de desprezo à possibilidade de comprar vacina já em agosto de 2020, atitude negligentemente homicida e negacionista. Já há munição suficiente contra Bolsonaro e Pazuello”, diz ele no Twitter.

“São inúteis as tentativas do presidente de tentar me intimidar”, diz Renan Calheiros

DCM/ Essencial

O presidente Jair Bolsonaro está em Alagoas criticando abertamente o senador Renan Calheiros, relator da CPI da Covid. Isso acontece depois do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, chamar Calheiros de “vagabundo” e “moleque”.

Calheiros respondeu em um vídeo.

No seu Twitter:

“São inúteis as tentativas do presidente de tentar me intimidar.São infrutíferas as manobras para mandar o filho me ofender e a visita a MCZ para inaugurar obra já inaugurada. Minha resposta será trabalho e empenho.O país já sabe que Bolsonaro e bom senso não cabem na mesma frase”.

O homem desesperado está apelando. Ele e os filhos mais sujos que pau de galinheiro apontem o dedo para o senador Renam.