‘Bolsolão’: TCU deve investigar esquema de Bolsonaro com orçamento de R$ 3 bilhões para deputados

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Da Band

O Tribunal de Contas da União deve apurar a reserva de R$ 3 bilhões no Orçamento para a destinação à deputados e senadores. O pedido de investigação é do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, que entende caber ao TCU identificar se houve um grupo de parlamentares que foi beneficiado com dinheiro de emendas em troca de apoio aos projetos do governo.

Segundo uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o chamado “orçamento secreto” seria utilizado para à compra de tratores e equipamentos agrícolas por preços até 259% acima dos valores de referência fixados pelo governo. (…)

Renan: ‘Governo não ficará impune. Seria a desmoralização de todos nós da CPI’

Da coluna de Mônica Bergamo.

O relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o governo Jair Bolsonaro e senadores aliados estão equivocados ao dizer que as investigações da comissão vão “dar em nada”. “Os fatos falam por si. O Brasil virou o cemitério do mundo. O fato de terem transformado o Brasil nisso não ficará impune. Seria a desmoralização de todos nós da CPI”, afirmou o parlamentar, de acordo com relatos publicados na coluna de Mônica Bergamo.

De acordo com o emedebista, “se houver provas sobre os morticínios, haverá, sim, responsabilização”. “A CPI não é uma briga de governo e oposição. Nem de grupos ideológicos. Ela quer mostrar a verdade. E vai mostrar o que aconteceu e o que fizeram para salvar, ou não salvar, vidas”, disse.

Na plataforma Worldometers, que disponibiliza dados globais sobre a pandemia, o País tem a segunda maior quantidade de mortes (422 mil) provocadas pela Covid-19 – só fica atrás dos Estados Unidos (595 mil). O Brasil tem o terceiro maior número de infectados (15,1 milhões), atrás de Índia (22,9 milhões) e EUA (33,4 milhões).

Deputada alertou TCU em abril sobre o ‘Bolsolão’, esquema de compra de votos de Bolsonaro

DCM/ Essencial

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC) denuncia desde abril a compra de votos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso através de um esquema envolvendo valores de R$ 3 bilhões. Envolve denúncia de superfaturamento na compra de tratores e equipamentos agrícolas por até 259% acima dos valores de referência fixados pelo governo.

No dia 11 de abril, ela republicou uma matéria do Estadão intitulada “Emendas parlamentares ignoram a crise sanitária” e alertou o TCU (Tribunal de Contas da União): “‘Emendas extras para alguns parlamentares’ – Deveria ser o título da matéria. Esses bilhões fazem parte do esquema dos “novos anões” que mandam no Orçamento da União. 

Enquanto fabricava cloroquina, Exército reduziu 1/3 da produção de medicamento para transplantados

Do G1:

No mesmo mês em que começou a produzir cloroquina, março de 2020, o Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército reduziu 1/3 da produção de micofenolato de sódio 360 mg, medicamento imunossupressor vital a pacientes que passaram por transplante de órgão. Eles são cerca de 80 mil pessoas no Brasil e dependem do remédio fornecido exclusivamente pelo Exército ao SUS para que o órgão transplantado não seja rejeitado pelo organismo. Os números que revelam a redução do medicamento foram obtidos junto ao Exército Brasileiro por meio da Lei de Acesso à Informação.

Em janeiro e fevereiro do ano passado, o laboratório da instituição produziu 5,6 milhões de comprimidos do imunossupressor em cada mês e não produziu cloroquina. Em março, foram produzidos 1,2 milhão de comprimidos de cloroquina e 3,7 milhões de micofenolato de sódio – quase 2 milhões a menos que nos dois meses anteriores.

Nos três meses seguintes, a produção do imunossupressor seguiu abaixo dos 4 milhões de comprimidos mensais e a fabricação de cloroquina continuou: 718 mil comprimidos em maio e 1,2 milhão em junho. O medicamento é defendido por presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o tratamento da Covid-19, embora não tenha nenhuma eficácia contra a doença, segundo a Organização Mundial da Saúde. (…)

Enquanto o povo passa fome, Bolsonaro faz churrasco com picanha que custa R$1.799 o quilo

Do 247

No domingo 9, Dia das Mães, Jair Bolsonaro comeu churrasco com carne de luxo. O pão com leite condensado e o cachorro quente na rua que o presidente gosta de exibir nas redes sociais deram lugar a peças de picanha que custam R$1.799,99 o quilo, mais que um salário mínimo. 

A carne foi levada pelo churrasqueiro que se autodenomina “Tchê”, conhecido como “Churrasqueiro dos Artistas”. Trata-se de picanha vendida pelo Frigorífico Goiás e que leva o nome de “Picanha Mito”, com caricatura do presidente na embalagem, informa a Fórum.

O preço da iguaria foi descoberto por Marcos Nogueira, colunista da “Cozinha Bruta”, da Folha de S. Paulo, que ligou para o Frigorífico Goiás. A mesma carne, que é uma picanha de gado da raça wagyu, é vendida também sem a embalagem do “mito”. No site do frigorífico, ela sai por R$1.200 o quilo, mas atualmente está em “promoção” e pode ser comprada por R$599 o quilo.

Bolsonaro ficou ‘bufando de raiva’ com depoimento de presidente da Anvisa à CPI

Do O Antagonista

Um parlamentar que tem acesso ao Palácio do Planalto diz que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está “bufando de raiva”. Ele acompanhou o depoimento do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, à CPI da Covid, que afirmou ser contra qualquer tipo de aglomeração na pandemia, disse não acreditar na tese da “imunidade de rebanho” e acrescentou não considerar razoável que alguém discorde de vacinas.

Barra Torres ainda confirmou que houve uma reunião no Planalto, com a presença de ministros de Bolsonaro, para tratar de um decreto presidencial que alteraria a bula da cloroquina, com a intenção de avalizar o uso do medicamento para tratamento de pacientes com covid-19. O diretor da Anvisa afirmou que a médica Nise Yamaguchi, que não integra o governo, foi quem sugeriu a alteração na prescrição do remédio sem eficácia contra a doença.

Barra Torres não pode ser demitido por Bolsonaro, pois, após indicação do presidente e aprovação pelo Senado, exerce o cargo com mandato de cinco anos. Ele assumiu a função em janeiro do ano passado. Logo no início de seu depoimento à CPI, o presidente da Anvisa disse que a agência que chefia é órgão de Estado, não de governo.

A mesma fonte disse que, pelo que conhece da postura de Bolsonaro, “alguma retaliação deve ter” em razão do teor do depoimento de Barra Torres. Bolsonaro diz que não tolera ser contrariado. A informação é do site de extrema direita O Antagonista.