(Charge Pode Isso 194)

Pode isso 194

Da Veja:

Manifestação enviada ao STF pelo chefe da PGR, Augusto Aras, na última quinta-feira 6, sepultou mais uma tentativa de investigação sobre os famosos cheques de Fabrício Queiroz depositados na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Em agosto do ano passado, depois de a sequência de depósitos no valor de 89.000 reais vir a público, o advogado Ricardo Bretanha Schmidt acionou o STF para que Bolsonaro fosse investigado por crime de peculato.

“A despeito dos depósitos terem sido feitos na conta da esposa do noticiado e em período anterior ao mandato presidencial em curso, os fatos relatados pela imprensa são graves e revelam a prática, pelo Presidente da República, do crime”, registrou o advogado.

Ao se manifestar sobre o caso na semana passada, Aras descartou investigar o presidente.

“É notório que as supostas relações espúrias entre o senador Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foram objeto de denúncia na primeira instância em desfavor de ambos”, escreveu Aras.

“Inexiste notícia, porém, de que tenham surgido, durante a investigação que precedeu a ação penal em curso, indícios do cometimento de infrações penais pelo presidente da República”, segue o PGR. (…)

Cloroquina, um veneno, é o símbolo do governo Bolsonaro, diz Miriam Leitão

Do 247

“Cloroquina é o símbolo deste governo que sempre tem falsos remédios com efeitos tóxicos para os problemas do país. O Brasil está diante de um devastador retrocesso na educação por causa da pandemia, e a proposta pela qual o governo Bolsonaro se bate é o homeschooling . O país vive uma grave crise na democracia, em parte criada por este governo, mas Bolsonaro exige a volta do voto impresso e por ele ameaça até a realização das eleições. Em vez de uma política de segurança, o projeto que tem sido posto em prática é a liberação das armas. Para o trânsito, o projeto, felizmente atenuado no Congresso, foi o da menor punição para infratores e o fim da cadeirinha das crianças. Em cada área pode-se encontrar a solução ‘cloroquina’, um falso remédio, que é, na verdade, um veneno”, escreve a jornalista Miriam Leitão, em sua coluna deste domingo no Globo. “Assim é o governo Bolsonaro. Tóxico.”

‘Rico não paga imposto; isso precisa mudar’, diz economista do Senado pela reforma tributária

De Antônio Temóteo no UOL.

O debate da reforma tributária no Brasil precisará levar em conta a necessidade de os mais ricos pagarem mais impostos, afirmou o economista Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado.

Em entrevista ao UOL, ele declarou que o ajuste nas contas públicas passa pela redução dos gastos do governo e pelo aumento da arrecadação, o que pode exigir a cobrança de mais impostos.

“O país não vai conseguir fazer todo o ajuste fiscal necessário sem aumentar receitas. A questão é como introduzir no debate da reforma tributária essa dimensão do aumento das receitas e, sobretudo, do aumento da progressividade. É preciso discutir a sério a tributação da renda no Brasil. A máxima de que ricos não pagam impostos continua valendo. Isso precisa mudar”, diz Felipe Salto, diretor-executivo do IFI.

Salto também afirmou que o crescimento econômico voltará quando a população for vacinada contra o coronavírus. Para ele, as medidas de restrição de circulação de pessoas tomadas por prefeitos e governadores foram acertadas. (…)

Após um ano de pandemia, Bia Kicis dá ideia “genial” para conter o vírus: “aumentar a testagem”

Do DCM/ Essencial

Defensora do “tratamento precoce” contra a pandemia do coronavírus, a deputada Bia Kicis, resolveu dar uma sugestão “genial” para o Ministro da Saúde Marcelo Queiroga. Ela sugeriu ao minstro a ampliação dos testes de covid, de modo a rastrear os casos. No entanto, a sugestão vem com um ano de atraso e 421 mil mortos depois. Tal metodologia é defendida por especialistas desde o ínício da pandemia, mas nunca foi adotada pelo governo Bolsonaro.

Sem máscara, Bia Kicis gravou um vídeo com o ministro: “Encontrei nossa querida deputada e conversávamos aqui, ela trouxe uma sugestão, uma sugestão excelente, que é ampliar a testagem da população contra a Covid”, disse Queiroga.

Bolsonaro quer conceder praias de SC à iniciativa privada

Do NSC Total:

O governo federal prepara um programa de vendas de imóveis públicos em destinos turísticos brasileiros. A proposta também inclui conceder à iniciativa privada ilhas, espelho d´água e faixa de areia para instalação de infraestruturas. Florianópolis é uma das prioridades, junto com Angra dos Reis (RJ), Maragogi (AL) e Cairu (BA).

O objetivo do projeto, chamado ‘Praias do Brasil’, é estimular especialmente o investimento de grandes grupos hoteleiros. Segundo a Folha de S. Paulo, fala-se internamente em transformar as regiões em versões nacionais de Cancún, destino turístico no México onde abundam os resorts internacionais.

O projeto é tocado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Ministério do Turismo e o Ministério do Meio Ambiente. A previsão do governo Bolsonaro é fazer as concessões no primeiro semestre de 2022.

Estão vendendo o nosso Brasil. Com o andar da carruagem, logo muitos brasileiros não terão mais direito de frequentar e usufruir de praias e belezas naturais. Serão reservadas para a turma da bufunfa e estrangeiros cheios de dindin.

Bancada de senadores bolsonaristas na CPI da Covid age como “consultório do crime”, escreve Celso Rocha de Barros

Fonte: Folha

“O Brasil deve atingir meio milhão de mortos por Covid-19 em junho. Supondo que nenhuma grande medida de isolamento social seja adotada de agora em diante, e mantendo-se o ritmo lento da vacinação, é praticamente certo que ultrapassaremos 600 mil mortos nos próximos meses”, escreve Celso Rocha de Barros, doutor em sociologia pela Universidade de Oxford.

[…] “As primeiras sessões da CPI da Covid foram razoáveis. O número de crimes de Bolsonaro denunciados por Mandetta e Teich é suficiente para prender Bolsonaro e seus cúmplices diretos. Já Queiroga provou estar mesmo só a duas letras de distância de Fabrício Queiroz.

Falando em Queiroz, se no Rio de Janeiro Bolsonaro era amigo do chefe da milícia “Escritório do Crime”, na CPI é defendido pelo que podemos chamar de “Consultório do Crime”, um grupo de senadores que buscam tumultuar a investigação mentindo sobre medicina. Seus principais representantes são Eduardo Girão (Podemos-CE) e Luiz Carlos Heinze (PP-RS)”.