Bolsonaro ataca China e acusa país de ter criado covid-19 para fazer “guerra química”

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Do Metrópoles

Para tirar o foco do depoimento do ex-ministro da Saúde Nelson Teich, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu várias declarações absurdas nesta quarta-feira (5), durante evento no Palácio do Planalto sobre o 5G. Ele chegou a afirmar que a China pode ter criado a covid-19 “em laboratório” para instalar uma “guerra química”.

“É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês”, insinuou.

No mesmo evento, Bolsonaro reclamou da obrigatoriedade no uso de máscaras em meio à pandemia. “Tá enchendo o saco isso”, afirmou, sobre as críticas da imprensa a manifestantes sem máscara no último sábado 1. Apelando para o Art. 5º da Constituição Federal, ele ainda defendeu a “liberdade de cultos, liberdade para poder trabalhar e o direito de ir e vir” para ameaçar baixar um decreto barrando lockdown em estados.

Bolsonaro chama de canalha quem é contra seu “tratamento precoce”

Com informações da Folha

Jair Bolsonaro declarou, durante a abertura da Semana Nacional das Comunicações, no Palácio do Planalto, que quem é contra o tratamento precoce da Covid-19 com cloroquina – sem nenhuma eficácia científica – é “canalha”. A declaração é uma resposta ao depoimento do ex-ministro da Saúde Nelson Teich à CPI da Covid nesta quarta-feira 4. Teich afirmou ter deixado o ministério por discordar de Bolsonaro, dentre outros pontos, do uso da substância como tratamento para Covid. 

De acordo com informações da Folha, Bolsonaro mencionou que em Manaus teriam utilizado “doses cavalares” de hidroxicloroquina, mais que o “recomendado” e que isso deveria ser elucidado durante a CPI. Porém não explicou o que seriam essas “doses cavalares”. Além de sofrer fortemente com a pandemia em 2020 que vitimou muitas pessoas, Manaus ainda foi assolada no início do ano com um colapso no sistema de saúde e a falta de oxigênio hospitalar.

O tratamento precoce foi amplamente divulgado durante a gestão do último ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, o general Eduardo Pazuello, que fugiu da CPI da Covid alegando ter tido contato recente com pessoas que estão com Covid.

Renan: revelações feitas por Mandetta à CPI atingem Bolsonaro

Do 247

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que o depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta ao colegiado foi “esclarecedor” e as informações prestadas por ele atingem Jair Bolsonaro. “Foi um depoimento importante na minha opinião para clarear exatamente o que ocorreu naquele momento inicial da pandemia”, disse Renan à coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

O senador Renan Calheiros fez uma lista das cinco revelações de Mandetta que razem implicações diretas a Jair Bolsonaro. “O depoimento mostrou que houve aconselhamento paralelo na Covid, adoção da cloroquina ao arrepio do Ministério [da Saúde], participação de Carlos Bolsonaro [vereador do Rio e filho do presidente] em reuniões (por que?) e alerta sobre 180 mil mortes [Mandetta disse na CPI que afirmou a Bolsonaro que os óbitos poderiam chegar a esse número]”, destacou o relator. 

“Bolsonaro divergiu das orientações científicas, no isolamento e na cloroquina. Também é relevante a informação de que Mandetta viu um decreto para mudar a bula e recomendar a cloroquina”, acrescentou Renan.

Em seu depoimento, o ex-ministro Mandetta também disse que Bolsonaro era assessorado por grupos paralelos e afirmou que “várias vezes na reunião do ministério, o filho do presidente, que é vereador do Rio de Janeiro, estava atrás, tomando as notas na reunião. Eles tinham constantemente reuniões com esses grupos dentro da Presidência”.

Ex-apoiadora, Maitê Proença detona Bolsonaro: “Doente, insensível e maldoso”

Do Notícias da TV:

Ex-apoiadora de Jair Bolsonaro, Maitê Proença fez críticas ao presidente do Brasil nesta terça-feira 4. “Estamos no país mais mal administrado do mundo, com o volante na mão de um homem doente, insensível e maldoso”, afirmou em relação à condução do Brasil durante a pandemia de Covid-19.

“Figo indignada, porque não precisaria ser assim. Não tenho medo da morte, mas sinto horror em ver tanta gente sofrendo com o descaso”, prosseguiu a atriz em entrevista publicada pela revista Quem. (…)

Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a atriz chegou a ser cogitada para ocupar o Ministério do Meio Ambiente pelo governo federal à época do vídeo. Em agosto de 2019, porém, ela já dava mostras de mudar de lado quando se justificou após comparecer a um protesto pela Amazônia ao lado de outros artistas: “Não tem volta. É muito fácil desconstruir, destruir, mas para fazer com que volte, a humanidade não vai ter tempo”.

Varejistas britânicos e europeus ameaçam boicote ao Brasil por desmatamento na Amazônia

Agência de Notícias AFP

Redes supermercadistas e produtores de alimentos britânicos e europeus sinalizaram, por meio de uma carta aberta, que podem boicotar produtos brasileiros em função de um projeto de lei de regularização fundiária em tramitação no Congresso Nacional. Segundo as redes alimentícias, caso seja aprovado, o projeto poderá levar a um aumento no desmatamento da Amazônia. Segundo reportagem da agência de notícias AFP, os 38 signatários do documento consideram “extremamente preocupante” a apresentação do projeto de lei 510/21 em função das” ameaças potencialmente ainda maiores para a Amazônia do que antes”. No ano passado, as empresa já haviam se posicionado de forma contrária a um projeto semelhante que havia sido apresentado pelo governo Jair Bolsonaro.

Viraliza notícia em que Bolsonaro diz que ‘pressa da vacina não se justifica’

Do DCM/ Essencial

Após a morte do ator e diretor Paulo Gustavo aos 42 anos, vítima da covid-19, a revolta contra o governo Bolsonaro tomou conta das redes sociais nesta quarta-feira 5.

Internautas lembraram uma série de declarações negacionistas do presidente, principalmente em relação à vacina. Uma das mais compartilhadas é uma fala do ex-capitão em dezembro de 2020, em que ele afirma que a pandemia estava quase acabando e que a pressa em relação ao imunizante “não se justifica”.