Negacionismo de Bolsonaro e insultos a outros países dificultam ajuda ao Brasil na tragédia sanitária (Foto: Isac Nóbrega/PR | Bruno Kelly/Reuters / Reuters)

Reportagem do Washington Post sobre a pequena ajuda que o Brasil recebeu até agora para enfrentar a crise sanitária destaca que a resposta aos pedidos de ajuda do Brasil “tem sido basicamente um encolher de ombros, uma crítica aos erros do Brasil – e uma ação limitada, até agora”.

“Para o Brasil, que enterrou cerca de 140.000 vítimas de coronavírus nos últimos dois meses, a resposta internacional foi mais silenciosa. O presidente Jair Bolsonaro em março pediu a ajuda de organizações internacionais. Um grupo de governadores de estado pediu “ajuda humanitária” às Nações Unida . O embaixador do Brasil na União Europeia implorou há duas semanas por ajuda: “É uma corrida contra o tempo para salvar muitas vidas no Brasil”.

“O que está acontecendo no Brasil é uma tragédia que deveria ter sido evitada”, disse um parlamentar europeu ao embaixador brasileiro em audiência este mês. “Mas esta [é uma] tragédia baseada em decisões políticas erradas”.

“Em vez de declarar guerra contra o coronavírus”, disse outro, “Bolsonaro declarou guerra contra a ciência, a medicina, o bom senso e a vida”.

Desde terça-feira 28, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tuitou três vezes sobre como ajudar a Índia. Ela falou pouco sobre o Brasil.

“O contraste entre a forma como a comunidade internacional lidou com as crises na Índia e no Brasil mostra como as crescentes lutas diplomáticas de Brasília complicaram a resposta do país ao coronavírus. A imagem internacional que passou décadas cultivando – com foco ambiental, amigável, multilateral – foi minada por um presidente cujo governo insultou grande parte do mundo no momento em que o Brasil mais precisava de sua ajuda”. (247)

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