(Charge Pode Isso 188)

Pode isso 188

Por Plinio Teodoro – Revista Fórum

A política genocida de boicote às vacinas e às medidas de contenção do coronavírus do governo Jair Bolsonaro levaram o país a ultrapassar a triste marca de mais de 400 mil brasileiros mortos nesta quinta-feira 29, durante a pandemia.

Segundo informações do consórcio de mídia, que se baseia nos números das secretarias estaduais, 400.021 pessoas morreram em decorrência da Covid-19 no Brasil desde março de 2020, quando foi registrado o primeiro óbito no país. No total, uma em cada cinco mortes notificadas no país (21,7%) desde março do ano passado é decorrente da doença.

Há pouco mais de um mês, no dia 24 de março, o Brasil havia somado 300 mil mortos pela Covid-19. Os 100 mil óbitos nos últimos 36 dias mostram a ascenção vertiginosa da contaminação no país, que contrasta com a lentidão do programa nacional de vacinação planejado pelo então ministro Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde.

Ministros políticos advertem Bolsonaro sobre risco de derrota em 2022 e exigem uso de máscara

Blog do Valdo Cruz

Em reunião com ministros políticos, Jair Bolsonaro foi aconselhado a parar de falar para o público dele e a usar máscara, se quiser realmente ganhar a eleição de 2022. Aliados também fizeram um alerta sobre o risco de ele perder a disputa. Informação do blog do Valdo Cruz. 

No encontro foram discutidas estratégias do governo para enfrentar a CPI da Covid, que teve os primeiros trabalhos iniciados na manhã desta quinta-feira (29). Somente quatro dos 11 titulares da Comissão Parlamentar de Inquérito são governistas. 

Bolsonaro também foi aconselhado a usar máscara, equipamento recomendado por autoridades de saúde para evitar a propagação do coronavírus.

Milton Ribeiro: “Crianças não leem, mas sabem colocar camisinha”

Do Metrópoles

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que no Brasil crianças de 9 anos não sabem ler, mas sabem como colocar preservativos. A declaração foi feita durante uma aula magna na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), segunda-feira 26.

“Crianças com 9, 10 anos, não sabem ler, sabem tudo, com todo respeito às senhoras aqui presentes, sabem até colocar uma camisinha, mas não sabe que ‘b’ mais ‘a’ é ‘ba’, está na hora de dar um basta nisso”, afirmou o ministro.

O substituto de Abraham Weintraub no MEC se intitulou “radical” ao comentar a retirada de questões de gênero do edital para a aquisição de material do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) destinado ao ensino fundamental.

“Onde já se viu começar a discutir esses assuntos com crianças de 6 a 10 anos… Respeito a orientação de todos, mas a gente não tem o dever e o direito de violar a inocência de uma criança trazendo questões como ‘se você quiser ser homem é homem, se quiser ser mulher é mulher’, declarou.

Vereadores no PR dão prioridade a líderes religiosos para vacina contra covid

De David Musso na BandNews FM Curitiba.

Os vereadores de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, aprovaram por unanimidade, em segundo turno, na terça-feira 27, projeto de lei que coloca líderes religiosos no grupo prioritário da vacinação contra a Covid-19. O texto segue agora para a sanção do prefeito Hissam Hussein Dehaini (Cidadania).

Para usufruir da prioridade, o líder religioso precisa comprovar ser credenciado por sua representação religiosa; junto do comprovante de endereço da instituição que representa. Cumpridas essas exigências pelo interessado, pastores, padres e demais líderes religiosos devem ser colocados à frente da população, na fila da vacinação contra o coronavírus. O autor do projeto é Eduardo Castilhos (PL), é líder religioso. O vereador é pastor evangélico. (…)

Que falta de vergonha nacara! “ O bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” João 10:11

Senador Otto Alencar diz que sofreu ameaças e que governo tenta intimidar CPI da Covid

Fonte: CNN/UOL

O senador Otto Alencar (PSD-BA) disse na quarta-feira 28, que o governo federal tem tentado intimidar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid. Alencar convocou a sessão por ser o parlamentar mais velho entre os membros da CPI, e disse que desde então vem recebendo ameaças pelo celular.

“O governo tem apelado de todas as formas para desestabilizar a CPI”, afirmou o senador em entrevista à CNN Brasil.

O senador conta que desde que ele convocou a sessão da CPI na terça-feira 27, tem recebido no celular mensagens com ameaças, mais de 500 mensagens, informa o UOL.  

Para Alencar, o governo Bolsonaro está por trás do pedido feito na Justiça para tentar barrar a escolha do senador Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da CPI. Ele diz ainda que o medo do governo com a CPI da Covid é praticamente uma confissão de culpa.

Governo Bolsonaro aposta em ações de Aras para se defender na CPI da Covid

Da Coluna de Bela Megale no Globo:

O Palácio do Planalto aposta em ações contra governadores movidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o comando de Augusto Aras, para abastecer a base governista na CPI.

No alvo estão os repasse de verbas federais a estados e municípios. Nos corredores do Palácio do Planalto, o nome do procurador-geral da República, Augusto Aras, é citado abertamente como o depositário da maior artilharia contra os governadores.

Os aliados do presidente pedirão o compartilhamento de todos os dados de investigações do Ministério Público e da Polícia Federal envolvendo chefes de unidades da federação.

Dois requerimentos já foram apresentados por integrantes da tropa de choque bolsonarista. Um, assinado por Eduardo Girão (Podemos-CE), pede que sejam requisitadas informações à PGR e à PF de relatórios e dados de acompanhamento ou investigação de recursos federais em Estados e municípios.

Outro, feito pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), pede que seja solicitado às 27 Procuradorias Gerais de Justiça de todos os Estados e ao Ministério Público Federal cópia de todos os inquéritos e investigações, em qualquer fase, que envolvam recursos federais destinados a governos locais. Os apoiadores do presidente na Comissão baterão na tecla de que Bolsonaro vem insistindo sobre a aplicação de recursos em hospitais de campanha. (…)

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