(Charge pode isso 186)

Pode isso 186

Da BBC Brasil:

Na opinião do virologista americano Charles Rice, vencedor do Nobel de Medicina em 2020, “como aconteceu nos Estados Unidos, o governo brasileiro não levou a pandemia a sério e, como consequência, muitos morreram desnecessariamente”.

Falando à BBC Brasil por e-mail, ele diz acreditar que o presidente Jair Bolsonaro é culpado pela crise de covid-19, e que enfrentar a pandemia sob sua liderança “será um desafio”.

“Embora Bolsonaro e sua administração sejam responsáveis, acho que a prioridade agora deve ser seguir em frente, agir e enfrentar a pandemia. Será um desafio, principalmente com a atual liderança, mas talvez a vontade do povo e a imprensa ajudem.” (…)

Recentemente, Rice foi um dos três ganhadores do prêmio Nobel a assinar uma carta com mais de 200 nomes, entre cientistas e pesquisadores de todo o mundo, para defender a ciência no Brasil e criticar a atuação do governo Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. O documento, publicado em 7 de abril, diz que a área está sob ataque pela sua gestão. (…)

Secretário internacional de Doria: piadas de Bolsonaro sobre chineses atrapalham importação de insumos para vacina

Com informações da Folha.

O secretário de Relações Internacionais do governo de São Paulo, Julio Serson, avalia que as mais recentes piadas de cunho xenofóbico de Bolsonaro podem atrapalhar a relação com a China e atrasar a importação pelo Instituto Butantan dos insumos para vacinas. olsonaro fez um sem-número de piadas homofóbicas e voltou a ofender os chineses durante sua participação em programa do bolsonarista e negacionista Sikêra Jr na RedeTV, em Manaus (AM). A viagem ficou marcada pela foto nos bastidores do programa de deboche dos mortos pela Covid-19 no Brasil, ele posou para foto em que segurava placa com a imagem de CPF e a palavra, num tarja em vermelho, “cancelado”. A expressão ‘CPF cancelado’ é conhecida em grupos de extermínio para mencionar assassinatos. Para Serson, as piadas têm impacto no humor dos chineses. “O Brasil depende da autorização do governo chinês para importar o IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) e o presidente fazendo piadas com quem tem nos ajudado”. 

STF manda Bolsonaro, Pacheco e Lira explicarem toma-lá-dá-cá das emendas “cheque em branco”

Da Coluna de Malu Gaspar no Globo:

O ministro do Supremo Tribunal Federal José Dias Toffoli deu 10 dias a Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, para enviar explicações sobre a ampliação de uma nova modalidade de desembolso das emendas parlamentares, as chamadas transferências especiais.

Os três foram notificados na última sexta-feira, como consequência de uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Partido Novo e que foi distribuída para Toffoli. O Novo é crítico do instrumento de repasse. Jair Bolsonaro não era citado inicialmente na ação, mas Toffoli decidiu incluí-lo.

As transferências especiais foram criadas em 2019 pelo Congresso. São chamadas de “cheque em branco” porque, ao contrário do que acontece com os recursos enviados para estados e municípios por meio de emendas regulares, no caso delas não é preciso dizer em quê os recursos serão aplicados nem prestar contas aos órgãos federais de controle de seu uso. Basta o parlamentar indicar o nome da cidade que deve receber o dinheiro, e os recursos caem direto na conta da prefeitura, que também não precisa dizer o que fará com ele. (…)

Deputado da Bancada da Bíblia diz que Bolsonaro está “muito devedor com o segmento evangélico”

Da Coluna Painel na Folha:

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) afirma que as diversas reuniões que o presidente Jair Bolsonaro tem feito com parlamentares evangélicos nas últimas semanas têm sido marcadas pela cobrança de mais apoio do governo federal para esse setor da sociedade, do qual Cavalcante é uma das lideranças.

Ele diz ao Painel que estão pedindo ao presidente reciprocidade mais ativa e afirma que Bolsonaro está “muito devedor com o segmento evangélico”.

Cavalcante afirma que os deputados do que ele chama de “segmento mais leal e fiel ao presidente” querem que o governo canalize “todo tipo de política pública existente nos ministérios para fortalecer as bases na área social, na área de educação, cultura.” (…)

Renan ironiza Flávio Bolsonaro: finalmente aderiu à ciência

Do 247

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Pandemia, instalada nesta terça-feira 27, no senado federal, reagiu com ironia à declaração do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) de que a CPI irá provocar aglomerações e resultar até em mortes de parlamentares. 

“É muito importante comemorar a declaração do senador Flávio Bolsonaro. Afinal, é a primeira vez que ele se preocupa com aglomeração. É muito bom que ele esteja aderindo à ciência e às necessidades dos brasileiros”, disse o senador.

Debiloide Sérgio Camargo, da Fundação Palmares, diz que estrela da Heineken “é do PT”

Das redes sociais

Bolsonarista fanático, o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, se revoltou com uma propaganda da cervejaria Heineken que usa o “pronome neutro”.

De acordo com ele, o PT está por trás do comercial por causa da “estrelinha vermelha” que aparece no banner.

Ele compartilhou no Twitter sua incrível descoberta: “Não estou junto dessa palhaçada! Isso é marketing da lacração. A estrelinha vermelha, primeira da série, é o PT. A holandesa Heineken deveria respeitar a língua oficial do país onde atua e fatura alto, em vez de degradá-la para bajular minorias doutrinadas, ressentidas e ignaras!”

Renan alfineta Lava Jato ao falar sobre CPI: “Não vamos fazer powerpoint contra ninguém”

Do DCM/ Essencial

Em entrevista coletiva após a instalação da CPI da Covid, na tarde desta terça-feira 27, o relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL) criticou quem afirma que a investigação “vai politizar”. “Quem tem politizado é o governo”, disse ele.

Renan ainda aproveitou para alfinetar o ex-juiz Sergio Moro e a Operação Lava Jato, lembrando do episódio do powerpoint apresentado pelo ex-chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, para incriminar o ex-presidente Lula.

“Nós vamos apurar com responsabilidade, com critério. Eu não serei um relator monocrático. Nós não vamos condenar por convicção, não vamos fazer powerpoint contra ninguém”, disse.

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