O presidente Bolsonaro comparou Lula a Jesus Cristo. (Foto: Divulgação)

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Da Revista Fórum 

O presidente Jair Bolsonaro parece que se embolou ao tentar criticar o ex-presidente Lula e o PT nesta segunda-feira 19, durante conversa com apoiadores na porta do Palácio do Alvorada. Após dizer que o Brasil “merece sofrer” se eleger o ex-líder sindical, o presidente comparou Lula a Jesus Cristo.

“Até tem uma passagem bíblica, se não me engano, quando Jesus dividiu o pão. Depois ele deu uma desaparecidinha, né? Daí o povo foi atrás. Foi atrás de Jesus, para quê? Para mais benefícios pessoais. Fizeram a ligação com o PT dando bolsa isso, bolsa aquilo? É o ser humano que tá aí. A Bíblia, pelo que eu sei, eu sou cristão, é a caixa-ferramenta do cristão, não é isso?”, disse o presidente a apoiadores.

Alvo de 100 pedidos de impeachment, Bolsonaro diz que define futuro político até o fim de abril

Do 247

Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira 19, Jair Bolsonaro afirmou já estar atrasado para se filiar a algum partido e disse esperar resolver sua situação até o final de abril. 

O ocupante do Palácio do Planalto é alvo de mais de 100 pedidos de impeachment protocolados na Câmara dos Deputados e vê seu isolamento político se ampliar cada vez mais, principalmente em meio ao genocídio que já matou quase 400 mil brasileiros de Covid-19. Além disso, ele vê o ex-presidente Lula ocupar cada dia mais espaço no cenário político-eleitoral após ter suas condenações na Lava Jato anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.

Ele também admitiu que são remotas as chances de o Aliança pelo Brasil, sigla que ele mesmo tentou criar, sair do papel. “Aliança? A chance é muito pequena. Já estou atrasado em ter outro partido. Espero que este mês eu resolva. Em abril está bom”.

Lira diz que Maia criou dificuldades para aprovar Orçamento, e é chamado de ‘humorista’

Do DCM/Essencial

Arthur Lira criticou abertamente Rodrigo Maia, que foi presidente da Câmara. Falou sobre a aprovação do Orçamento.

Lira usou o Twitter. E escreveu o seguinte: “O orçamento desse ano só foi aprovado depois da eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, justamente pelas dificuldades criadas pela gestão do meu antecessor e os seus compromissos políticos.

Agora depois de aprovado com amplo acordo que incluiu o governo, as críticas são injustas e oportunistas, cabendo ao governo propor soluções que atendam às demandas acordadas durante a votação, respeitando todos os limites legais e o teto de gastos”.

Rodrigo Maia respondeu, na lata: “O presidente da Casa virou humorista. Aliás, defender a sanção do orçamento de 2021 só pode ser uma piada”. Nenhum deles encaminhou nenhum dos processos de impeachment de Bolsonaro.

CPI da covid quer investigar tour de Eduardo Bolsonaro e amigos a Israel

Da coluna de Octavio Guedes

A viagem de comitiva brasileira a Israel, que teve como um dos integrantes o deputado Eduardo Bolsonaro, será um dos temas investigados pela CPI do Senado. No roteiro de investigação acertado entre os senadores que irão compor a comissão, a viagem é tratada com reticências. Literalmente. O tema 14 do roteiro tem como título “Viagem a Israel para…”. A CPI vai requerer ao Ministério de Relações Exteriores documentos para entender os objetivos e o resultado da viagem, que ficou conhecida como Covid Tour. Os parlamentares querem saber o custo, checar os relatórios de viagem e o resultado obtido, além das reuniões realizadas.

A “Covid Tour” foi realizada entre os dias 6 de 10 de março e, oficialmente, serviu para conhecer spray nasal que está sendo desenvolvido por Israel. A comitiva tinha dez pessoas, entre elas Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, e ficou marcada pelo pito que o ex-chanceler Ernesto Araújo levou por não usar máscara num dos encontros. (…)

Relatório do TCU diz que governo Bolsonaro não reservou dinheiro para combate à pandemia em 2021

Do UOL:

O governo Jair Bolsonaro (sem partido) não reservou dinheiro para o Ministério da Saúde combater a pandemia do coronavírus em 2021 e, até o mês de março, não tinha realizado qualquer repasse para que estados e municípios lidem com a crise sanitária. A constatação é do TCU (Tribunal de Contas da União), e faz parte de um relatório que será analisado pela CPI da Covid, instalada no Senado na semana passada.

De acordo com os fiscais do tribunal, “não constam dotações para as despesas de combate à pandemia” na lei orçamentária de 2021 preparada pelo governo. No ano passado, o ministério dispunha de R$ 63,7 bilhões para aplicar diretamente em ações contra a crise. Procurado, o Ministério da Saúde não respondeu até a publicação desta reportagem.

“O Ministério da Saúde dispõe de R$ 20,05 bilhões para aplicação direta [em 2021], porém, R$ 19,9 bilhões estão reservados para despesas relativas à vacinação da população”, diz o TCU no relatório. Sobrariam R$ 150 mil para todo o resto. “Tal situação mostra-se preocupante, ainda mais nesse cenário de recrudescimento da contaminação e mortalidade.” Além disso, diz o TCU, a maior parte desses R$ 20,05 bilhões são sobras dos R$ 24,5 bilhões que o país disponha em 2020 para ingressar no consórcio Covax Facility, da OMS.  (…)

Renan Calheiros: “Bolsonaro não conseguirá criar falsa narrativa de perseguição a ele na CPI

Da coluna de Guilherme Amado

Renan Calheiros, candidato mais forte para se tornar relator da CPI da Pandemia, diz estar tranquilo com sua eleição para o cargo, um dos mais importantes da comissão. Ele diz não ter se mobilizado com as ações da Justiça promovidas por Carla Zambelli e Daniel Silveira, deputados do PSL que foram ao Supremo tentar impedir a candidatura de Renan como relator da CPI.

“Bolsonaro não conseguirá criar falsa narrativa de perseguição a ele na CPI. Interessa ao governo agitar as militâncias e a divisão da sociedade, simulando que haveria uma predisposição já de início contra ele. Mas minha relatoria será isenta e técnica”, afirmou Renan, observando que há no movimento do governo uma repetição do que ocorreu em 2018:

“Eles já tentaram me barrar na eleição de 2018, e na eleição à presidência do Senado de 2019, não conseguiram tirar minha independência e me jogar no colo da oposição. Não será agora”. (…)

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