Com caos na economia e desemprego recorde, Bolsonaro quer manipular estatísticas do IBGE

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Jair Bolsonaro voltou a criticar na quinta-feira 8 a Pnad Continua (indicador de desemprego), em uma repetição do que já havia feito há dois anos. Segundo ele, a culpa pelo aumento do desemprego no Brasil seria apenas fruto da metodologia do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que mede o índice.  Ele ameaça intervir no instituto, criado em 1936 e respeitado mundialmente. O Brasil tem hoje taxa de desocupação de 14,2%, maior número de desempregados desde o início da série histórica da pesquisa Pnad.

“Estamos criando empregos formais mês a mês. Mas tem aumentado o desemprego por causa dessa metodologia do IBGE que atendia ao governo da época”, disse em entrevista à CNN, mentindo sobre o índice e a realidade do desemprego.

Segundo revelou reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro foi de 14,2%, a pior para o período desde o início da pesquisa do IBGE, em 2012. Ao todo, 14,3 milhões de brasileiros estavam em busca de uma vaga no período.

Esse é, segundo o IBGE, o maior número de desempregados desde o início da série histórica da pesquisa. São cerca de 200 mil pessoas a mais do que no trimestre anterior, encerrado em outubro, e 2,4 milhões de pessoas a mais do que no mesmo trimestre de 2020, antes do início da pandemia.

Em jantar com empresários, Bolsonaro chamou Doria de “vagabundo, caralho”

Da Coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro, elegeu o governador de São Paulo, João Doria, como seu alvo principal no jantar em que se reuniu com empresários em São Paulo, na quarta 7.

O encontro foi na casa de Washington Cinel, fundador da Gocil, uma das maiores empresas de segurança privada do país.

“O governador de vocês é um vagabundo, caralho”, disse o presidente em discurso para os convidados, segundo relatos de pessoas que foram ao evento.

Em outro momento, se referiu a Doria nos seguintes termos, sempre segundo relatos: “O vizinho aqui de vocês é um vagabundo”.

A casa do governador fica no Jardim Europa, o bairro mais nobre de São Paulo, no sentido da alta renda de seus moradores. A residência de Cinel fica no vizinho Jardim América. Uma boa parte dos convidados para o jantar mora na mesma região.

O presidente afirmou ainda, de acordo com informações de empresários que ouviram o discurso, que Doria é um destruidor de vidas e que está acabando com os empregos, com o comércio e fechando restaurantes.

Os xingamentos foram confirmados para a coluna por mais de um empresário. Os relatos coincidem. (…)

‘Quer que eu passe o bastão, corra mais do que eu’, diz Lula sobre Ciro e FHC

Do DCM/Essencial

Em entrevista exclusiva ao DCM TV, o ex-presidente Lula respondeu às declarações de Fernando Henrique Cardoso e Ciro Gomes, que querem que ele desista de concorrer à presidência em 2022.

Nesta semana, FHC afirmou que prefere uma “terceira opção” e que o petista deveria “passar o bastão”. Ciro pediu que Lula tenha a “generosidade” de não disputar a eleição em 2022 para formar uma aliança contra Jair Bolsonaro.

A resposta do ex-presidente foi curta e grossa: “Quem não quiser que o PT tenha [candidato], ou dá um golpe como eles deram ou cresça, se organizem. Qualquer um pode ser maior que o PT. Quer que eu passe o bastão, corra mais do que eu. Mas tudo isso já faz parte do humor da política brasileira”.

CPI da Covid: Reinaldo cobra punição pela queda de 25 Boeings por dia

“A loucura, a paranoia e a incompetência derrubam 25 Boeings 737 por dia no país. A CPI da Covid-19 no Senado não é só uma imposição constitucional. Passou a ser uma obrigação moral. Agiu com acerto o ministro Luís Roberto Barroso ao determinar a sua instalação. Manda cumprir o que está na Carta”, escreveu o jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna.

“Cumpra-se o que dispõem a Constituição e a jurisprudência do Supremo. Foi o que fez Barroso. CPI já! Para que Congresso e Supremo não se tornem cúmplices do morticínio em massa e para que eventuais responsáveis paguem pela tragédia. Ou será que a queda — trágica, mas felizmente rara — de um avião comove, mas a de 25 por dia anestesia o espírito?”, questiona.

“Tira a máscara, caralho”, disse Bolsonaro a Queiroga em jantar com empresários

Do Jornalismo Wando

Em jantar com empresários, ao contrário de Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, circulou de máscara. Bolsonaro questionou: “Ô, Queiroga, tá de máscara? Tira a máscara, caralho”. Ao que o ministro respondeu, rindo: “tenho que dar o exemplo. Para com essa mania de querer desmascarar as pessoas”. E ficou como estava.

Mortes superam nascimentos no Sul 

Do portal UOL

A região Sul do Brasil registrou em março 34.459 mortes, contra 34.211 nascimentos, uma diferença de 248 casos. Foi a primeira vez desde 1979 -data mais antiga dos registros do SIM (Sistema Integrado de Mortalidade), do Ministério da Saúde – que uma região do País teve um mês com mais mortes que nascimentos. De acordo com números dos cartórios de registro civil, a Covid-19 foi responsável por metade dos sulistas mortos no mês passado – 17.220 óbitos. A informação foi publicada pelo portal Uol.  Em março do ano passado, a diferença para os nascimentos era muito maior: 28.820 contra 15.762 mortes (mais de 13.000 casos).

Em nota, Fux diz que Bolsonaro “passou dos limites” em ofensas a Barroso

Da coluna de Bela Megale

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, conversou com os demais ministros da corte antes de emitir uma nota em resposta às ofensas que Jair Bolsonaro fez a Luís Roberto Barroso.

A avaliação de magistrados da corte é a de que o presidente da República “passou do limite” nos ataques que proferiu contra Barroso. A nota seria um meio de encerrar a discussão. Em conversa com apoiadores nesta manhã, Bolsonaro acusou o ministro de fazer “ativismo judicial”, disse que “falta coragem moral” a Barroso e que o magistrado faz “politicalha”.

Na manifestação emitida pelo STF após o ataque, o tribunal defende a decisão de Barroso de determinar a abertura da CPI da Pandemia pelo Senado e afirma que os ministros seguem a Constituição.

Em 2007, Bolsonaro era deputado na condição de deputado federal defendeu e cobrou do Supremo a abertura de uma CPI para investigar o apagão aéreo.