Onde a justiça é Justiça

O presidente do Brasil, michel temer participou de esquema de corrupção de 40 milhões de dólares, algo em torno de R$ 126 milhões (um deles). Está belo e faceiro comandando a destruição do país e os direitos do trabalhador, enquanto rentistas e ricos permanecem no bem bom. Nem investigado pode ser, segundo Janot, da PGR, pois as leis brasileiras não permitem. Foram feitas para compactuar com o malfeito.

Veja a diferença, além de rapidez a Justiça da Coreia do Sul, que merece ser escrita com J maiúsculo, não quebrou nenhuma indústria nem gerou desemprego: a ex-presidente Park Geun-hye foi acusada oficialmente, por delitos relacionados com um esquema de corrupção, pelos quais pode ser condenada a um mínimo de dez anos de cárcere e inclusive à prisão perpétua…. Em pouco meses. E nem envolveu bilhões, como aconteceu aqui… e Enquanto isso… 

 

Pois é: A corrupção é contagiosa? …

Embora ainda não haja investigação formal autorizada sobre o governador Raimundo Colombo, o PSD é o mais atingido pelo conteúdo das delações. O deputado estadual Gelson Merisio, presidente da sigla, e pré-candidato ao governo do Estado, é apontado como beneficiário de R$ 500 mil, da Odebrecht, nas eleições de 2014, além de outras lideranças importantes do PSD.

O PSD, do deputado Milton Hobus, também na esfera nacional, está com o rabo preso, com o presidente e fundador do partido, Gilberto Kassab, sendo investigado na Lava Jato.

Como pode um deputado (Milton), com a cúpula do seu time enlameada jogar pedras no telhado do vizinho. Chamar de ladrão o ex-presidente Lula e seus filhos. A corrupção é contagiosa e ele tem convivido próximo a acusados de corrupção. Vejamos:

Desde 4 de março de 2016, o ex-Presidente Lula passou a ser vítima direta de sucessivas ilegalidades e arbitrariedades praticadas no âmbito da Operação Lava Jato para destruir sua trajetória, construída em mais de 40 anos de vida pública. Lula já foi submetido à privação da liberdade sem previsão legal; buscas e apreensões; interceptações telefônicas de suas conversas privadas e divulgação do material obtido; e levantamento dos sigilos bancário e fiscal, dentre outras medidas invasivas. Dele e dos familiares e nada foi encontrado.

Com referência as delações do pessoal da Odebrecht, é nítido que a Força Tarefa só obteve dos delatores acusações frívolas, pela ausência total de qualquer materialidade. O que há são falas, suposições e ilações – e nenhuma prova em relação a Lula. As fantasiosas condutas a ele atribuídas não configuram crime. O mesmo com a delação dirigida de Leo Pinheiro, da OAS.

Espero que o mesmo ocorra com os citados do PSD e que tudo não passe de acusações frívolas. Tempo ao tempo, senhor deputado.

 

Esses sãos os representantes do povo em Brasília 

Deputados que devem R$ 3 bilhões em tributos à União, inscritos na dívida ativa do governo, tentam se beneficiar com o perdão dos débitos em uma negociação para alterar a medida provisória que instituiu o PRT (Programa de Regularização Tributária), uma nova regra de parcelamento com a Receita Federal; o projeto de conversão da MP em lei deve ser concluído até meados de maio e está sob a relatoria do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG); o parlamentar acumula débitos de R$ 67,8 milhões em nome de suas empresas. É uma vergonha! Como diz Ciro Gomes, a câmara é “uma quadrilha que decide os destinos de 209 milhões de brasileiros”, mas, sobretudo, especializada em legislar em causa própria.

 

Milhões vivem na miséria e no desespero

Folha – na coluna de Maria Cristina Frias – e Estadão trazem matéria sobre algo que não impressiona os doutos de nossa imprensa: o brutal prejuízo que resultou da forma ao mesmo tempo carnavalesca e apocalíptica como foi conduzida a Lava Jato.

A Petrobras, informa Maria Cristina, reduziu em um terço o número de seus fornecedores – de 18 mil para 12 mil. A este número de milhares, não se diga que foram as grandes empreiteiras. Foram pequenas e médias empresas, vitais para nossa economia, que investiram muito em qualidade para conseguirem alcançar os padrões que a estatal exige de seus parceiros.

Já o Estadão publica levantamento com dez das maiores empresas citadas na Lava Jato que estima que 600 mil funcionários diretos e terceirizados dessas companhias perderam o emprego entre o início da Lava Jato, em março de 2014 e dezembro de 2016. Analistas apontam que o efeito foi ainda maior, quando se consideram as vagas indiretas.

Claro que no setor de petróleo a queda do preço ajudou e a crise fiscal também reduziu o ritmo das obras públicas. Mas o fundamental foi o ambiente de insegurança em que o país passou a viver.

Os textos, curtos, nos quais os jornais não quiseram investir no aprofundamento – e no ambiente humano que este festival de demissões causou – é parte do paradoxo da “moralização” do Brasil.

Quer-se combater a corrupção para permitir que haja mais recursos para investimentos e serviços público e, ao fazê-lo, destroem-se os investimentos e serviços públicos.

E, com os setores que o próprio Estadão diz não ter mensurado, eleva-se acima do milhão – ou milhões, com suas famílias – o drama dos que passam a viver na miséria e no desespero. (Do Blog Tijolaço)

 

Curtas

  • O processo do Caixa 2 em Rio do Sul não anda. As audiências têm sido sistematicamente adiadas. Agora um novo juiz assumiu os trabalhos. O povo já está dizendo que será servida uma pizza tamanho família com recheio de marmelada. Vamos ver no que vai dar?
  • Os indícios são robustos de que houve Caixa 2, nas eleições do ano passado. O deputado Hobus, em seu programa de rádio, admitiu “vaquinha” para ajudar o candidato. Faltou explicitar se a “panelinha” foi contabilizada ou não.
  • O brasileiro, dia a dia, crê menos no sistema de justiça. As coisas não acontecem, não andam. Alguém por trás sempre move os pauzinhos e o famoso jeitinho acaba acontecendo: marmelada que significa IMPUNIDADE.
  • De parabéns a nossa Polícia Militar, quando existe reincidência de perturbação do sossego alheio por som exagerado, ela recolhe o aparelho de som. Estou torcendo que procedam do mesmo modo com motos com descargas alteradas. Estão abusando demais, os motoqueiros.
  • Retomada temer/meirelles: O Brasil voltou a perder vagas de emprego formal em março. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na quinta-feira 20, pelo Ministério do Trabalho, o país fechou 63.624 postos com carteira assinada.
  • Para abril a previsão é de mais desemprego.
  • Nesta terça-feira 25, acontecerá em Rio do Sul o workshop ‘Conteúdo Digital: tudo que você precisa saber’, evento promovido pelo Núcleo de Agências de Propaganda da Associação Empresarial de Rio do Sul (ACIRS). Local: Mezanino do Parque Universitário – Horário: das 13h30 às 22h.
  • Arrombamentos, furtos, roubos, assaltos à mão armada, incêndio criminoso, etc. e etc. Nosso querido Alto Vale está sofrendo as agruras do agravamento da falta de assistência social, desemprego e outras mazelas provocadas pelo projeto econômico do (des)governo atual. Greve geral dia 28. Participe!
  • Não me encontro com ex-deputado João Matos faz bastante tempo. Um amigo de muitos carnavais, desde quando era diretor de Colégio em Ibirama. Acompanhei toda sua trajetória política de sucesso. Digo isso, porque gostaria de saber a opinião dele em relação ao seu sucessor em Brasília.
  • O Sesc em Santa Catarina realiza, pelo oitavo ano consecutivo, o “Dia do Pedal”, no feriado de 1º de maio, em Rio do Sul e em outras cidades. As inscrições para o passeio são gratuitas e podem ser feitas um pouco antes da largada, nos locais de realização.
  • I – A administração de Rio do Sul apresentou da proposta de revitalização da Estrada Blumenau ao secretário Murilo Flores, do Planejamento, e solicitou a parceria do governo estadual no financiamento da obra.
  • II – No governo Milton Hobus, o governo do saudoso Luiz Henrique, financiou a revitalização dessa estrada, que incluiu a Estrada da Madeira. Foram mais de R$ 16 milhões. Sem comentários!

 

Para meditar