Como na Ditadura Militar, ensino de História, está ameaçado no governo Temer

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A Reforma do Ensino Médio aprovada pelo Senado Federal, encaminhada através de Medida Provisória (746/16) pelo Ministério da Educação, omite do texto legal o ensino de história. Essa reforma, elaborada de cima para baixo, não foi discutida com os interessados – professores e alunos – e foi amplamente rejeitada e levou os alunos a ocuparem escolas em todo o Brasil.

A Associação Nacional de História (ANPUH) distribuiu Carta Aberta pela Obrigatoriedade do Ensino da História no Ensino Médio. No primeiro parágrafo destaca “a história, como disciplina escolar, integra o currículo do ensino brasileiro desde o século XIX. Sua presença, considera fundamental para a formação da cidadania, foi gravemente ameaçada no período da Ditadura Militar, quando se deu a diluição da História na instituição dos Estudos Sociais”.

Lembra o documento, que a reforma, através da Medida Provisória, “aprovada pelo Congresso Nacional, que instaura a Reforma do Ensino Médio, comete o grave erro de omitir do texto legal qualquer referência à disciplina…”

Outra manifestação de preocupação da ANPUH é a com as exigências para o exercício da profissão docente, ao permitir a admissão de “profissionais com notório saber”. (O que é isso? O grifo é nosso)

Na finalização da “Carta Aberta”, a Associação Nacional de História, “contesta a aprovação da Reforma do Ensino Médio sem consultar a sociedade, em particular, os professores. E reivindica, muita ênfase, a clara definição da História como componente obrigatório no Ensino Médio”.