Os agrotóxicos estão matando as abelhas

A natureza nos fornece diversos benefícios os quais são fundamentais para a promoção da qualidade de vida e consequentemente a nossa sobrevivência, esses benefícios são conhecidos como Serviços Ecossistêmicos. Dentre os mais conhecidos, destaca-se a polinização, que tem como agente principal as abelhas.

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Apenas em 2019 o Brasil aprovou o registro de 474 agrotóxicos e este foi o maior registro documentado pelo Ministério da Agricultura desde 2005 (quando estes dados começaram a ser divulgados). Deste total, 110 são substâncias classificadas pela Anvisa como “extremamente tóxicas”. O grande número de liberações de agrotóxicos acende um alerta para as diversas implicações do uso destas substâncias para os humanos, flora e fauna brasileira.

O uso destas substâncias provoca danos ambientais como contaminação do solo, dos recursos hídricos e o desequilíbrio do ecossistema pois ameaça a vida de diversos animais e insetos, dentre eles as abelhas.

Além da ameaça à nossa saúde, outra preocupação acerca do uso de agrotóxicos é o risco de extinção das abelhas. Muitas pessoas não sabem, mas o declínio de colônias de abelhas no Brasil preocupa especialistas nos últimos anos.

A importância das abelhas

As abelhas têm um papel essencial na polinização de frutas e vegetais usados na nossa alimentação, por isso, a sua extinção afeta diretamente a produção de alimentos. O biólogo Felipe Mendes Fontes, Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ambiente da Universidade Tiradentes, explica como os polinizadores são importantes para o ecossistema em geral.

– A natureza nos fornece diversos benefícios os quais são fundamentais para a promoção da qualidade de vida e consequentemente a nossa sobrevivência, esses benefícios são conhecidos como Serviços Ecossistêmicos. Dentre os mais conhecidos, destaca-se a polinização, que tem como agente principal as abelhas. Como consequência, o desaparecimento das abelhas pode impedir ou reduzir drasticamente a reprodução de diversas espécies vegetais levando ao desequilíbrio dos ecossistemas e a perda da biodiversidade. Esclarece o biólogo.

Produção sustentável requer políticas públicas para a organização de cadeias produtivas conscientes e responsáveis.

Diante deste cenário é necessário repensar urgentemente a forma que produzimos alimentos, para que esta prática seja mais sustentável e implique em menos riscos tanto para o meio ambiente quanto para as pessoas. Existem diversas medidas que podem ser tomadas por parte do poder público como políticas públicas que incentivem a redução do uso de agrotóxicos, num processo de transição do modelo de produção convencional para um modelo sustentável, com base nos princípios da agroecologia.