Um homem segurando uma nota de um dólar com a cara do presidente Jair Bolsonaro e sangue, participa de uma manifestação contra o manejo de Bolsonaro da pandemia COVID-19 em Brasília, em 3 de julho de 2021. - Milhares de brasileiros foram às ruas neste sábado para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta uma investigação sobre um suposto acordo corrupto de vacinas da Covid. (Foto de Sergio LIMA / AFP)

Agendadas com um intervalo de apenas uma semana, as manifestações deste sábado (03) levaram milhares de pessoas às ruas em todos os estados e no Distrito Federal e mantiveram a mobilização registrada nos atos dos dias 29 de maio e 19 de junho.

A avaliação da organização dos atos, coordenados pela Campanha Fora, Bolsonaro, é de que as revelações feitas pelos depoimentos na CPI da Covid, no Senado, que associam o governo Bolsonaro a um suposto esquema de corrupção envolvendo a compra de vacinas, aumentaram a indignação do povo brasileiro.

O sentimento foi reforçado após a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber autorizar inquérito para investigar Bolsonaro pelo crime de prevaricação no caso da compra das vacinas Covaxin.

O clima provocado pelas denúncias gerou a necessidade de incluir uma nova atividade nas ruas, a primeira após a apresentação de um superpedido de impeachment contra o presidente, assinado por diversas forças políticas da oposição. Não à toa que, em algumas cidades, os manifestantes usaram cédulas de dólar para protestar contra o suposto esquema.