Bolsonaro é questionado sobre mais de quatro mil mortes diárias e debocha: “agora sou genocida”

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Pode isso 172

Da revista Fórum

Enquanto milhões de brasileiros choram as mortes de amigos e familiares vítimas da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro sorri. Em conversa com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada na noite da terça-feira 6, o titular do Planalto riu em meio aos elogios de sua claque, voltou a pregar contra as medidas de restrição e culpou governadores e a mídia pela grave situação em que o Brasil se encontra.

Justamente no dia em que o país bateu o recorde macabro de 4 mil mortes por Covid-19, o que representa quase 40% dos novos óbitos em todo o mundo, Bolsonaro ainda debochou da alcunha de “genocida”.

“O pessoal entrou naquela pilha de homofóbico, racista, fascista, torturador. Agora é o quê? Agora eu sou, que mata muita gente, como é que é o nome? Genocida. Agora eu sou genocida”, disparou, dando risadas.

Após vender a TAG, Petrobrás gasta R$ 3 bi ao ano para alugar gasodutos que privatizou

Da FUP 

A Petrobras está pagando cerca de R$ 3 bilhões ao ano para utilizar os gasodutos da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), empresa que a  estatal vendeu por cerca de R$ 36 bilhões mesmo sabendo que iria aumentar a produção, ou seja, ia precisar ainda mais dos gasodutos para distribuir petróleo e gás.

Com a privatização, em pelo menos 10 anos, a petroleira vai gastar todo o ‘lucro’ com a venda do ativo em pagamento de aluguel do gasoduto que antes fazia parte do seu patrimônio. E vai continuar gastando, já que a sua distribuição passa pela TAG. 

Para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) /Subseção da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cloviomar Cararine, a Petrobras pode gastar o que conseguiu vendendo a empresa em menos tempo ainda porque, além da produção aumentar ano a ano e a estatal precisar escoar o gás e o petróleo, tem os reajustes no preço do aluguel.  

“A Petrobras produz mais de 90% do petróleo do país e é responsável por 100% do refino, ela mais produz do que exporta, e o transporte do gás é feito pela TAG e a NTS [Nova Transportadora do Sudeste], ambas vendidas. A Petrobras sabia, antes de vender, que iria aumentar a produção e as usaria ainda mais, e mesmo assim vendeu”, diz.

Luciano Hang perde quase US$ 1 bilhão com Bolsonaro no poder

De Athos Moura na Coluna de Lauro Jardim no Globo.

A Forbes divulgou na terça-feira 6, o ranking das pessoas mais ricas do mundo. Entre os brasileiros, a liderança é de Jorge Paulo Lemann, dono de uma fortuna de US$ 16,9 bilhões. No ranking de 2020, o seu patrimônio era de US$ 10,6 bilhões.

Na lista elaborada pela revista americana, chama a atenção o desempenho de Luciano Hang, dono da Havan, uma espécie de empresário-símbolo do bolsonarismo. Sua fortuna ficou US$ 900 milhões menor. Caiu de US$ 3,6 bilhões para US$ 2,7 bilhões.

MBL testa Gentili em pesquisa e grupo em Curitiba instala outdoor com apresentador

Da Coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

O MBL (Movimento Brasil Livre) contratou uma pesquisa para testar o nome do apresentador e humorista Danilo Gentili como candidato a presidente da República. (…)

Com 4%, Gentili apareceu empatado com Luciano Huck, João Doria, Luiz Henrique Mandetta e Ciro Gomes. A pesquisa é do IPE (Institutos de Pesquisa & Estratégia). (…)

Um movimento chamado “Curitiba Contra a Corrupção” chegou a instalar outdoor na cidade lançando Gentili para presidente e o deputado estadual Arthur do Val (Mamãe Falei), de SP, como vice. (…)

O MBL está tentando organizar as suas lideranças para migrarem para um mesmo partido, que poderia lançar o humorista ao Palácio do Planalto. O comunicador André Marinho também participa das conversas. “Mas uma candidatura para valer mesmo depende dele [Gentili]”, diz Renan. (….)

Gentili afirma que “ganhar a eleição não seria divertido. Mas participar dela, sim”. Caso entre na campanha, ele diz que fará “o maior show de comédia política que o país já viu”. Vai correr o país num ônibus e participar de debates, onde fará “piada sobre os políticos na cara deles”.

Joaquim Barbosa quer ser candidato em 2022 e cogita apoiar Lula

Da Coluna de Carolina Brígido no UOL:

Aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) em 2014, Joaquim Barbosa hoje está mais imerso no mundo político do que no jurídico. Em 2018, filiou-se ao PSB e cogitou sair candidato a presidência da República. Desistiu. Agora, articula nos bastidores seu apoio para a disputa de 2022 com uma prioridade em mente: tirar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do poder.

A tônica das conversas de Barbosa tem sido a crítica ferrenha ao governo atual. Nas eleições, a intenção do ex-ministro é dar o peso de seu nome à esquerda para derrubar Bolsonaro nas urnas. Para atingir esse propósito, não descarta apoiar eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo duvidando que o petista saia candidato.

A interlocutores, Barbosa tem dito que não quer se candidatar. Mas essa possibilidade ainda não foi totalmente descartada. Uma decisão, porém, já foi tomada: se não for cabeça de chapa, não será vice de ninguém.

O eventual apoio de Barbosa a Lula seria irônico. Afinal, em 2012, como relator do mensalão, o ministro votou pela condenação dos principais agentes políticos do governo do petista no maior escândalo de corrupção do país conhecido até então. Ainda assim, Barbosa e Lula guardam semelhanças na biografia: ambos têm origem humilde e ganharam notoriedade nacional.  (…)

Arthur Lira já tem em mãos 108 pedidos de impeachment de Bolsonaro e pode parar o genocídio brasileiro

Da revista Fórum  

Com o pedido apresentado pelo Movimento Nacional das Favelas e Periferias na terça-feira 6, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados já recebeu 108 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro desde o início do governo. Destes, 102 estão abertos e constam como “em análise” pela presidência da Câmara, comandada por Arthur Lira (PP-AL).

O levantamento foi feito pela Secretaria Geral da Mesa por solicitação da liderança do PT na Câmara e mostra que 94% dos pedidos foram feitos durante a vigência da pandemia de Covid-19 – ainda que nem todos sejam diretamente sobre a a atuação do mandatário nesse momento crítico.

Para a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) o número de pedidos “corresponde ao tamanho da crise que o Brasil vive desde o primeiro dia de governo de Bolsonaro”.

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