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Pode isso 170

Da coluna de Andreia Sadi

As mais recentes baixas na equipe econômica, como as na Petrobras e no Banco do Brasil, fragilizaram ainda mais a situação do ministro da Economia, Paulo Guedes, dentro do governo. 

Agora, o principal desgaste vem do próprio Congresso, com impasse sobre o Orçamento de 2021. Para Guedes, a aprovação de previsões de gastos e despesas da proposta podem levar o presidente a cometer crime de responsabilidade fiscal, caso não haja vetos.

Guedes entrou em rota de colisão com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que já avisou ao Planalto que o ministro quer criar um clima de terrorismo, e que não há risco de impeachment por conta do orçamento.

Lira, nos bastidores, tem repetido a interlocutores do presidente Jair Bolsonaro que recebe pedido de impeachment todos os dias, sendo que em um só dia recebeu cerca de 30 pedidos. E, para Lira, querer misturar o tema com a questão do Orçamento é “confusão”. Até a semana passada, havia cerca de 90 pedidos de impeachment contra Bolsonaro na Câmara. (…)

Segundo a jornalista Andreia Sadi, do g1, aliados do presidente no Congresso, que não acreditam na saída de Guedes por vontade própria, têm dito ao governo que ele está fragilizado nas negociações, e defendem que o ministério da Economia seja fatiado para “otimizar as pautas”, com a recriação do Ministério do Planejamento.

Para bom entendedor, “otimizar as pautas” significa fatiar a pasta para que o bloco possa indicar nomes para novos cargos. A ideia não é nova: o Planalto já ventilou a possibilidade no ano passado, mas não houve desdobramento. (…)

Em 17 dias de férias, Bolsonaro torrou R$ 2,4 milhões

Fonte: Poder 360

As férias que Jair Bolsonaro gozou entre os dias 18 de dezembro de 2020 a 5 de janeiro deste ano, nas cidades litorâneas de São Francisco do Sul (SC) e Guarujá (SP), custaram R$ 2.452.586,11 aos cofres públicos. 

Segundo o site Poder360, as informações foram obtidas por meio de um requerimento do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) feito ainda no início do ano. O parlamentar afirmou que deverá encaminhar as informações ao Tribunal de Contas da União (TCU).  

Somente com o cartão corporativo da Presidência, Bolsonaro gastou R$ 1.196.158,40. Os custos com deslocamento, combustível e manutenção das aeronaves consumiu US$ 185 mil, cerca de R$ 1 milhão). Outros R$ 202.538,21 foram empregados no pagamento de diárias aos integrantes da equipe de segurança. 

“É um tapa na cara do brasileiro. Em plena pandemia, quando o Brasil registrava quase 200 mil mortes, o presidente torrava o dinheiro do povo com passeios”, disse Vaz. “Justamente em dezembro, quando o presidente cortou o auxílio emergencial alegando falta de recursos, teve um gasto milionário com férias. O valor total, mais de R$2,4 milhões, daria para pagar o benefício de R$300 para cerca de 8 mil pessoas. Mas a prioridade de Bolsonaro não é socorrer os mais atingidos pela crise”, completou.

Governo Bolsonaro tirou 1,2 milhão de pessoas do Farmácia Popular em 2020

Do 247

O governo de Jair Bolsonaro reduziu o alcance do programa Farmácia Popular, criado no governo do ex-presidente Lula para distribuir remédios gratuitos ou com descontos à população de baixa renda. Segundo levantamento feito pela Folha de S. Paulo com base na Lei de Acesso à Informação, o Farmácia teve 20,1 milhões de beneficiários em 2020, o que representa 1,2 milhão de pessoas a menos que no ano anterior. A cobertura de 2020 foi a menor desde 2014.

A rede de farmácias atende a pessoas com doenças crônicas, como asma e hipertensão, e que, portanto, estão no grupo de risco do coronavírus.

Projeção indica que Brasil terá 100 mil mortes por Covid-19 somente no mês de abril

Do Sputnik

Conforme os dados no painel da universidade, que reúne projeções sobre diversas regiões do mundo, o Brasil deve bater novamente o recorde de mortes mensais. Em março, o pior mês até agora, foram 66,8 mil mortes.

A projeção do painel da Universidade de Washington aponta que o Brasil alcançará entre 422 mil e 425 mil mortes ao final do mês de abril. No melhor cenário seriam cerca de 99 mil mortes ao longo do mês.

O levantamento também se estende aos meses seguintes. Segundo os dados da universidade, no melhor cenário o Brasil deve terminar o mês de junho com cerca de 507 mil mortos por Covid-19. No pior cenário, o país pode chegar a quase 600 mil mortes.

Cheque em branco: Bolsonaro negocia R$ 7 bilhões a deputados no toma lá dá cá com o Congresso

Da Coluna de Malu Gaspar no Globo:

Enquanto o governo Jair Bolsonaro e o Congresso guerreiam publicamente em torno da necessidade de cortar do Orçamento cerca de R$ 30 bilhões, para não furar o teto de gastos, outra boiada, de R$ 7,3 bilhões, está prestes a passar sem ser notada.

Esse é o valor do cheque em branco que os parlamentares terão para enviar para suas bases, sem precisar dizer em quê os recursos serão aplicados nem prestar contas de seu uso.

Incluído na lei orçamentária pelos deputados, no final do ano, ele foi chancelado há duas semanas por um acordo de bastidores entre governo e parlamentares. E foi estabelecido sem a aprovação de uma emenda constitucional, como manda a lei. (…)

Bolsonaro explica: nada menos que 29 fábricas de veículos estão paradas no Brasil

Da BBC

Crise considerada “sem precedentes” no fornecimento de componentes, aliada à queda da demanda no mercado interno com o agravamento da pandemia, levou à paralisação total ou parcial de 13 das 23 montadoras de automóveis, que somam 29 fábricas paradas, d0 total de 58. Os dados são da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Essa não é a primeira vez que parte da indústria interrompe atividades no Brasil este ano.

Entre janeiro e fevereiro, durante a crise de falta de oxigênio em Manaus, ao menos quatro fabricantes de motocicletas da Zona Franca paralisaram temporariamente a produção, segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Outras indústrias da região tiveram que reduzir turnos devido ao toque de recolher imposto para conter a proliferação do vírus no Estado.

Com a parada de produção, especialistas no setor automotivo estimam que até 300 mil veículos pode deixar de ser produzidos esse ano. E entre 60% e 70% dos cerca de 105 mil empregados diretos do setor estão em casa nesse momento. (…)

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