Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello (Foto: EVARISTO SA / AFP)

Do UOL / JAV

O general da reserva Francisco Mamede de Brito Filho criticou a tentativa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de politizar as Forças Armadas e disse que a presença do general Eduardo Pazuello no governo, como ministro da Saúde, foi uma “anomalia condenável” e uma “situação constrangedora”, porque ele estava na ativa, e deveria ter ido para a reserva para ocupar o cargo — Pazuello deixou de ser ministro neste mês.

Durante entrevista à CNN, na noite da quinta-feira 31, Brito Filho afirmou que “a tentativa do presidente de arrastar as Forças Armadas para o ambiente político é uma coisa que está clara”.

“A politização das Forças Armadas preocupa a todos, sejam da ativa ou reserva. Há uma tentativa de envolver as Forças Armadas nos projetos de governo. A demissão do ministro da Defesa pode ter ocorrido numa investida mais contundente para tentar obter dos comandantes militares um maior apoio ao governo. É uma ilação, mas é uma possibilidade que não podemos descartar diante dos fatos que o governo tem apresentado”, declarou o general da reserva.

Ele destacou que as Forças Armadas não vão abraçar planos autoritários do presidente Bolsonaro. “Se é essa a intenção, ele [Bolsonaro] não terá sucesso, assim como não teve com os comandantes militares que saíram agora. O alto comando está muito coeso e preza por cláusulas pétreas de respeito à Constituição e ao regime democrático”, acrescentou.

General da ativa no governo é “anomalia”

Brito Filho também criticou a presença do general Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, enquanto ele estava na ativa.

“É preciso fazer uma distinção: os militares que estão na reserva e integram o governo são pessoas físicas e não devem ter vínculo com as Forças porque estão na reserva. Militares da ativa integrando o governo, como o Pazuello, é uma anomalia condenável. Deveria ter sido exigido a passagem para a reserva, assim que ele assumiu o cargo, o que não aconteceu e acabou gerando uma situação constrangedora”, opinou. (…)

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