(Charge pode isso 168)

Pode isso 168

“Desde que foi criado, em 1999, o Ministério da Defesa teve outros 11 titulares. Todos chegaram e partiram sem ruídos. A demissão do general Azevedo e Silva resultou na saída dos comandantes das três Forças, coisa nunca vista”, escreve o jornalista Elio Gaspari, em sua coluna.

“As Forças Armadas não são milícia, e na porta da quitanda há quase 318 mil mortos e 14 milhões de desempregados. Em qualquer país e qualquer época, quem tem problemas desse tamanho não precisa de novas encrencas”, afirma.

Ruy Castro: Bolsonaro quer “pazuellar” as Forças Armadas

Da Folha

Em sua coluna na Folha de S. Paulo, o escritor Ruy Castro comenta os desmandos de Bolsonaro em relação aos seus ministros e usa o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, como exemplo:

 “Bolsonaro quer pazuellar as Forças Armadas. Sua estratégia de afrontar, submeter, desacatar, subjugar, jungir, domar, humilhar, acoelhar e, em última análise, pôr na linha —na sua linha— o comando da Defesa e das três Armas é uma continuação de outras duas políticas que vem se empenhando em implantar: sublevar as polícias militares e armar a população”.

“Nada mal para quem começou condecorando matadores de aluguel. Hoje Bolsonaro tem procuradores e juízes infiltrados nas instituições para lhe dar apoio legal. Já é muita bala a seu favor. Mas ele sabe que precisa controlar a instituição maior. “O meu Exército”, como vive cuspindo. É dele e ninguém tasca”, diz Castro, no fecho da coluna.

Instigadas por Bolsonaro, agressões a jornalistas crescem 168% em 2020

Da Folha:

Ao longo de 2020, num contexto de pandemia de Covid-19, casos de agressões físicas, ofensas e intimidações a jornalistas aumentaram 168% em comparação a 2019. Foram 150 casos registrados, envolvendo pelo menos 189 profissionais e veículos de comunicação, além do assassinato de um profissional.

As ofensas foram a forma de violência mais frequente, com 59 casos contra 68 jornalistas, um aumento de 637% em comparação a 2019.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores foram autores de mais da metade dessas ofensas, que tiveram profissionais de jornais e TV como principais alvos.

Os dados fazem parte do relatório “Violações à Liberdade de Expressão”, divulgado anualmente pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). A instituição destaca que os dados são um indicativo do quadro, visto que os casos são subnotificados. (…)

Bolsonaro diverge de Queiroga e Lira sobre distanciamento em primeira reunião de comitê da covid

Do G1:

Após o primeiro encontro do comitê de enfrentamento à covid, o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento no qual voltou a criticar medidas de distanciamento social. Nesse ponto, o discurso de Bolsonaro divergiu de outros participantes da reunião que também fizeram pronunciamento: o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

“É muito importante a comunicação, que haja um alinhamento da comunicação social do governo, da assessoria de imprensa da Presidência da República, no sentido de haver uma uniformização do discurso, de que é necessário se vacinar, usar máscara, higienizar as mãos, necessário o distanciamento social de modo a prevenirmos o aumento da doença no nosso país”, afirmou o presidente do Senado.

Bolsonaro falou depois das três autoridades anteriores. Como tem feito desde o início da pandemia, disse que isolamento social prejudica a economia. Ele voltou a criticar medidas de governadores que adotaram restrição da circulação de pessoas.

“Ditaduras vêm com intolerância, violência contra os adversário e falta de liberdade”, afirma Barroso

Do 247

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, divulgou texto nesta quarta-feira 31, dia em que o golpe militar completa 57 anos, para repreender movimentos autoritários e afirmar que “ditaduras vêm com intolerância, violência contra os adversário e falta de liberdade”.

Na mensagem, endereçada às “novas gerações”, o ministro diz que só afirma que não houve ditadura no Brasil quem não viu “um adversário do regime que tenha sido torturado, um professor que tenha sido cassado ou um jornalista censurado”.

Barroso destacou que durante o regime militar não havia eleições e que a redemocratização do país após a ditadura representou o maior progresso social do Brasil. “As regras eleitorais eram manipuladas. Ditaduras vêm com intolerância, violência contra os adversários e falta de liberdade. Apesar da crise dos últimos anos, o período democrático trouxe muito mais progresso social que a ditadura, com o maior aumento de IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] da América Latina”.

“Os jornais eram publicados com páginas em branco ou poemas. Os compositores tinham que submeter previamente suas músicas ao departamento de censura. A novela Roque Santeiro foi proibida e o Ballet Bolshoi não pôde se apresentar no Brasil porque era propaganda comunista. Tortura, cassações e censura são coisas de ditaduras, não de democracias”, lembrou o ministro.

Vice da Câmara rebate Bolsonaro: “Para resolver o problema é vacina”

Do Metrópole

Após mais críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao isolamento social, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), afirmou, nesta quarta-feira 31/3, que o isolamento social não é para resolver o problema. Segundo ele, a Covid-19 só será resolvido com a vacina. “Será tão difícil de entender isso?”, escreveu Ramos.

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, após a reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, Bolsonaro voltou a criticar as medidas de distanciamento social, defendido pelos demais integrantes do comitê.

Ramos, então, respondeu ao presidente.

“Isolamento social não é pra resolver o problema! Isolamento social é para evitar a superlotação dos hospitais por conta de muitos contaminados ao mesmo tempo. Para resolver o problema é vacina! Será tão difícil de entender isso?”, escreveu Ramos.

A primeira reunião do comitê, recém-criado por Bolsonaro, ocorreu, nesta quarta-feira. O presidente, todavia, não se manifestou após a reunião, mas durante uma cerimônia de apresentação do calendário do auxílio emergencial.

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