Jair Bolsonaro e Mike Ryan, chefe de operações da OMS (Foto: Reuters)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) trata a situação do Brasil na pandemia da Covid-19 como “preocupante” e considera que, caso não haja uma mudança radical na forma de lidar com a crise, o país pode já nas próximas semanas superar os Estados Unidos em infecções e mortes diárias. 

Com o avanço da imunização nos Estados Unidos, novos casos caíram de 1.6 milhão por semana em meados de dezembro para 471 mil nos últimos sete dias, segundo dados da organização. 

No Brasil, onde a imunização é lenta, novos casos por semana estão a 378 mil. No quesito de mortes por semana, a tendência é semelhante. Nos Estados Unidos, registrava-se no mesmo período uma média de 18 mil mortes por semana, e, agora, o número gira em torno de 14 mil novos óbitos semanais.

No Brasil, eram 5.200 por semana em dezembro de 2020, e agora são 8.200 semanais.

Nesse ritmo, a organização prevê que o Brasil superará os Estados Unidos eventualmente, se tornando ainda mais um dos centros mundiais da Covid-19.

A insistência do governo federal em negar a necessidade de romper as cadeias de transmissão, a lentidão da imunização (o Brasil tem apenas 7 milhões de imunizados contra 50 milhões dos Estados Unidos) e o contágio da nova cepa brasileira preocupam a organização.

Na última sexta-feira 26, Mike Ryan, chefe de operações da OMS, fez uma crítica velada ao governo de Jair Bolsonaro, dizendo que a situação no Brasil é uma “tragédia” e que deveria servir de lição como um caminho a não ser seguido, assim como elogiou governadores e cientistas nacionais.

As informações foram reportadas na coluna de Jamil Chade, no Uol. (247)

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