Entenda como a covid pode afetar os testículos

A pesquisa foi publicada no último dia 9 na revista científica Andrologia

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Homens também relataram disfunção sexual e dor nos testículos (Foto: Pixabay)

A infecção causada pela covid-19 pode prejudicar os testículos e afetar o sistema reprodutor masculino, segundo revelou um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Isso acontece porque, de acordo com o urologista Alex Meller, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, assim como no pulmão, há nos testículos uma grande quantidade da enzima angiotensina 2, que facilita a entrada do coronavírus na célula.

Os pesquisadores do estudo analisaram 26 pacientes, entre 21 e 42 anos, que apresentaram sintomas leves e moderados da infecção pelo SARS-CoV-2 e que não tinham nenhum outro problema que pudesse comprometer a região testicular. Ao fim da análise, 42,3% apresentaram epididimite, uma inflamação no epidídimo, canal localizado na parte posterior dos testículos, mesmo sem queixas de dor.

A pesquisa foi publicada no último dia 9 na revista científica Andrologia e mostrou que mais da metade dos pacientes que desenvolveram epididimite apresentaram um aumento significativo e perceptível da cabeça do epidídimo, além do aumento do fluxo sanguíneo, espessamento da pele e aumentos volumétricos significativos e identificáveis ​​da estrutura.

“Nossa hipótese é que os padrões de epididimite SARS-CoV-2, descritos aqui pela primeira vez, são distintos da epididimite bacteriana clássica que comumente começa a afetar a cauda do órgão e, em seguida, progride para o corpo e, eventualmente, para a cabeça”, diz a publicação.

Na publicação, os pesquisadores explicam que a epididimite provocada pelo coronavírus pode passar despercebida na avaliação clínica dos homens que desenvolveram a covid-19 e ter efeitos prejudiciais na produção de sêmen. “O epidídimo é o local de muitas reações bioquímicas essenciais nos espermatozóides, levando à capacitação para a reação acrossômica, que é crucial para fertilizar o oócito e a motilidade progressiva do esperma.” (De Hysa Conrado no R7)

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