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Pode isso 142

Das redes sociais

 Jair Bolsonaro voltou a atacar a liberdade de imprensa no Brasil. Para ele, o problema das fake news é de simples resolução: basta apenas fechar toda a imprensa tradicional.

Ele ainda ameaçou ação judicial contra diversos veículos: “O certo é tirar de circulação, não vou fazer isso porque eu sou um democrata, Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Antagonista…  que são fábricas de fake news. Agora deixa o povo se libertar. Logicamente que se alguém extrapolar em alguma coisa, tem a Justiça para recorrer”, disse.

A fala do presidente consta de um vídeo postado nesta segunda-feira 15, no canal de seu filho Eduardo no Instagram e ocorreu após ele fazer referência a posts de sua página no Facebook retiradas do ar por promover informações falsas.

Com mais de mil mortes por dia, Bolsonaro distribuiu 420 mil doses de cloroquina

DA CNN

O governo brasileiro distribuiu 420 mil doses de hidroxicloroquina para o tratamento de covid-19, remédio que não tem eficácia comprovada contra a pandemia.

Mais de 120 mil doses foram para o Rio Grande do Sul, estado que mais recebeu o medicamento. Seguido pela Bahia, com 112 mil comprimidos e 91 mil foram para Santa Catarina.

O TCU pediu explicações ao comando do Exército brasileiro e ao Ministério da Saúde. Os dados são de 2020 e 2021. Informações são da CNN Brasil com a CNN internacional.

Jair continua fingindo que nunca recomendou o medicamento sem eficácia comprovada.

Wadih enquadra Barroso e ensina que crimes da Lava Jato não são “excessos”

Do 247

O advogado e ex-deputado federal Wadih Damous enquadrou o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, que passou pano para os abusos cometidos pela Lava Jato e chamou de “eventuais excessos” as ilegalidades cometidas pelo ex-juiz Sergio Moro e pelos procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal.

“Para o Ministro Barroso os crimes da lava jato são meros excessos. Para a ditadura as torturas eram meros excessos. Para Barroso o importante é combater a corrupção. Para a ditadura o importante era combater a subversão. Para ambos, pouco importa cometer crimes para combater crimes”, postou Wadih Damous em sua conta no Twitter.

OIT cobra Bolsonaro por acabar com direitos trabalhistas durante a pandemia

Da Coluna de Jamil Chade no UOL:

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) cobra do governo de Jair Bolsonaro explicações sobre mudanças legislativas ocorridas durante a pandemia da covid-19 e que, na visão dos trabalhadores, violaram convenções internacionais.

Em um detalhado informe circulado entre governos e entidades trabalhistas, o Comitê de Aplicações de Convenções da OIT deixa claro sua preocupação diante da reforma trabalhista e de leis adotadas nos últimos meses no país. A pressão sobre o governo deve dominar a participação do país na reunião anual da agência, marcada para maio.

No centro do debate estão as medidas provisórias 927 e 936, estabelecidas pelo governo nos primeiros meses da pandemia, em 2020. Foi por meio delas quer o governo criou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. A norma, que permitia a suspensão temporária dos contratos de trabalho e a redução de salário e jornada proporcional em até 70%, foi alvo de questionamentos e chegou a ser chamada da MP da Morte e MP do Extermínio de Salários.

Sindicatos como CUT e outros alegaram aos órgãos da OIT que tais MPs prejudicaram “de forma severa” o direito à negociação coletiva ao garantir que acordos individuais prevaleceriam sobre todas as outras fontes legislativas e coletivas de direito do trabalho. A nova lei ainda permitiria ao empregador “o poder unilateral de decidir se deve ou não prorrogar a aplicação dos acordos coletivos que expiraram e que não podem ser renovados devido à crise sanitária”.

Gilmar sugere que Lava Jato perseguiu Lula, elegeu Bolsonaro e “agiu para perturbar o país”

Da BBC:

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse nesta segunda-feira 15, em entrevista à BBC News Brasil, que a Operação Lava Jato “apoiou a eleição de Jair Bolsonaro”, “tentou interferir” no resultado eleitoral e “agiu para perturbar o país” durante a gestão de Michel Temer.

(…) BBC News Brasil – O sr. já disse que o lavajatismo ou a Lava Jato foi a mãe do bolsonarismo. Eu queria entender como foi essa gestação, na sua opinião?

Mendes – Se nós olharmos, a Lava Jato tinha candidato e tinha programa no processo eleitoral. E atuou, inclusive, para perturbar o Brasil em termos institucionais. Veja, por exemplo, no caso da Presidência do presidente Temer, aquela operação ligada à JBS e ao procurador Janot.

Ali notoriamente se tratava de uma iniciativa para derrubar o governo. Era uma ação política em que se dizia que o presidente da República estava tolerando corrupção do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Ali se via que era não só uma ação policial, mas uma ação política. Depois a Lava Jato atua na prisão do Lula. Depois, prestes à eleição, divulga o chamado depoimento ou delação do Palocci, tentando influenciar o processo eleitoral, depois o Moro vai para o governo Bolsonaro… Portanto eles não só apoiaram como depois passam a integrar o governo Bolsonaro. Tudo isso indica uma identidade programática entre o movimento e o bolsonarismo.

“É GENERAL ou POLÍTICO? MILITAR ou MILITANTE?”, diz coronel da reserva sobre Villas Bôas

Do DCM

Marcelo Pimentel Jorge de Souza, coronel da reserva do Exército, criticou general Villas Bôas pelo tuíte golpista.

Ele questionou a confusão do militar entre o papel de comandante do exército e político.

“É GENERAL ou POLÍTICO? MILITAR ou MILITANTE? COMANDANTE ou CIDADÃO? EXÉRCITO ou PARTIDO?”, pergunta.

Ele cita a Lei 6.880/80 do Estatuto dos Militares, que estabelece “abster-se, na inatividade, do uso das designações hierárquicas: a) em atividades político-partidárias (…) d) discutir ou provocar discussões pela imprensa a respeito de assuntos políticos ou militares, excetuando-se os de natureza exclusivamente técnica, se devidamente autorizado”.

“A regra é clara”, comenta.

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