Longo caminho da Gripe Espanhola à Covid-19: o que aprendemos?

Aprender com a história e com a ciência. Conciência: um caminho longo para a humanidade

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Estudos apontam que o novo Coronavírus, SARS-CoV-2, que causa a doença COVID-19, já estava na Europa antes de chegar na China. Portanto, não seria chinês. A única importância de saber sua origem é para estudos, para a ciência, e não para discriminar um país.

Parece que se repete a mesma história da Gripe Espanhola, que no século 20 (1918-1920) pode ter matado de 50 a 100 milhões de pessoas no Planeta. A população mundial à época era de 1,9 bilhão. No Brasil a Gripe Espanhola matou 35 mil pessoas. A população brasileira era de 30 milhões em 1920. Dentre as pessoas que adoeceram estava Rodrigues Alves, o quinto presidente do Brasil de 1902 e 1906. Foi reeleito em 1918, mas contraiu a Gripe Espanhola antes de tomar posse e foi substituído interinamente pelo vice-presidente Delfim Moreira. A Gripe Espanhola foi causada pelo influenzavirus H1N1.

Apesar do nome, Gripe Espanhola, na verdade a maior evidência em estudos aponta que soldados americanos teriam levado o vírus para a Europa. O vírus teria saltado de frangos aos humanos, por causa da criação de frangos confinados em granjas. Era algo novo, que estava ganhando muito corpo nos USA. Hoje as granjas estão espalhadas pelo mundo e temos resistência ao H1N1. Assim vai ser também agora. Em dez anos nenhum coronavírus e suas variantes serão fatais. Vão ficar entre nós, porém sem matar.

O que o bom senso e a ciência explicam? Que pandemias são parte de um mundo acelerado, insustentável, onde tudo é dinheiro. E quando elas surgem é preciso cuidar e correr atrás da vacina, que gera os anticorpos e nos ajuda no retorno de uma vida que aos poucos vai se “normalizando”. Mas se não cuidar da forma correta, como é o caso do Brasil, dos Estados Unidos e de outros países, o sofrimento com a doença e com as mortes são maiores e as sequelas e os traumas no pós-pandemia são mais profundos e duradouros, inclusive na economia.

Um século separa a Gripe Espanhola da Covid-19. O que podemos tirar de aprendizado para seguir em frente nesta caminhada rumo a um futuro melhor?

Por Aurio Gislon, jornalista

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