(Charge Pode isso 138)

Pode isso 138

De O Globo

O Centrão está em plena articulação política para assumir o Ministério da Agricultura e já propõe o deslocamento da titular da pasta para o Ministério das Relações Exteriores, no lugar de Ernesto Araújo, que seria demitido.

Por enquanto, Jair Bolsonaro nega que vai repartir a Esplanada dos Ministérios, mas o Centrão já apresentou as suas exigências. 

Um dos principais argumentos dos políticos do Centrão é que Tereza Cristina à frente da Agricultura demonstrou bom trânsito em diversas agendas internacionais. Recentemente, a ministra foi convocada a ajudar na interlocução com a China para a liberação de insumos destinados à fabricação de vacina contra a covid-19. A ministra mantém diálogos frequentes com o embaixador chinês Yan Wanming, informa O Globo.

Aprovação de Bolsonaro volta a cair e reprovação sobe, principalmente entre mais pobres

Do 247

Pesquisa XP/Ipespe feita nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro e divulgada nesta segunda-feira 8, revela nova queda na aprovação de Jair Bolsonaro, seguindo em trajetória crescente a reprovação à gestão do governo federal.

De acordo com o levantamento mais recente, o percentual de pessoas que avaliaram o governo como “ótimo/bom” caiu de 33% para 30%, informou a jornalista Mônica Bergamo, que antecipou os dados do levantamento.

Já o índice de “ruim/péssimo” saltou de 40% para 42%. A alta na reprovação é impulsionada principalmente pelo grupo dos mais pobres (entre os que ganham até dois salários mínimos ela saltou de 39% para 45%) e pelas regiões Norte-Centro-Oeste (32% para 40%) e Nordeste (43% para 48%).

Na pesquisa anterior, divulgada em 18 de janeiro, a avaliação de ruim e péssimo havia subido de 35% para 40%, enquanto o índice de bom e ótimo caíra de 38% para 32%.

O quadro tem piorado com o fim do auxílio emergencial e as declarações contra vacina, saúde pública e o combate à pandemia de forma geral.

Mesmo trabalhando em casa durante a pandemia, deputados gastaram até R$ 347 mil com transporte

Do Estadão:

O ano foi de pandemia, mas, apesar das recomendações de distanciamento social, teve deputado federal que gastou até R$ 347 mil em despesas de transporte, como fretamento de jatinho, aluguel de carro, combustível e passagens aéreas. Levantamento feito pelo Estadão mostra que 12 parlamentares ainda aumentaram esse tipo de pagamento em 2020 mesmo com a Câmara funcionando em esquema remoto.

A orientação para que os deputados ficassem em casa ocorreu em março, quando a Câmara regulamentou o uso da tecnologia para reduzir o risco de contágio do novo coronavírus. Desde então, a regra é realizar sessões online, evitando o deslocamento até mesmo para Brasília.

Se a aglomeração no plenário foi reduzida até a semana passada, quando os deputados voltaram presencialmente para eleger a nova Mesa Diretora, o mesmo não se pode dizer das atividades realizadas por parte dos parlamentares em suas bases.

Em dezembro, mês em que os casos de covid-19 voltaram a crescer no Brasil e, especialmente no Amazonas, o deputado Sidney Leite (PSD-AM) alugou uma aeronave, por R$ 82 mil, para rodar o interior do Estado e participar de festas natalinas. Ele é o campeão de gastos com transportes: R$ 347,1 mil.

Governo Bolsonaro quer dar R$ 200 reais no lugar do auxílio emergencial

Do Vermelho

Nem R$ 600, nem R$ 300. Mesmo com o novo avanço da pandemia de Covid-19, o governo Jair Bolsonaro quer pagar somente R$ 200 mensais para que as famílias pobres sobrevivam nos próximos três meses. E nem são todas as famílias necessitadas. Da lista de brasileiros que estiveram aptos a receber o auxílio emergencial em 2020, Bolsonaro quer manter apenas os trabalhadores informais – e apenas se eles não receberem o Bolsa Família.

Na prática, o presidente e seu governo admitem que estão liquidando o auxílio emergencial, que beneficiou mais de 70 milhões de brasileiros durante o estado de calamidade pública e ajudou a minimizar os efeitos perversos da recessão. Em troca, conforme noticiou a Folha de S.Paulo, propõem “um novo programa, com outro nome e novas exigências”.

Segundo o jornal, a proposta passará a ser chamada de BIP (Bônus de Inclusão Produtiva). Mais burocrático, o programa exigirá que o beneficiário, para receber o auxílio, realize um curso de qualificação profissional. O plano ainda prevê que o benefício esteja associado à nefasta Carteira Verde e Amarela – proposta do governo para retirar direitos e precarizar as condições de trabalho.

Requião: ‘a independência do BC afasta Bolsonaro; quem manda é o capital financeiro’

Das redes sociais

 O ex-senador Roberto Requião (MDB) disse que “a independência do Banco Central afasta [Jair] Bolsonaro do comando do país”. A publicação foi feita nas redes sociais, nesta segunda-feira 8.

Requião explicou que Bolsonaro “remanescerá apenas como animador de picadeiro”. “Manda o capital financeiro e a banca”, afirmou.

MPT diz que trabalhador que recusar vacina pode ser demitido

Do Estado de S.Paulo.

Os trabalhadores que se recusarem a tomar a vacina contra a covid-19 sem apresentarem razões médicas documentadas poderão ser demitidos por justa causa, de acordo com o Ministério Público do Trabalho. A orientação do órgão é para que as empresas invistam em conscientização e negociem com seus funcionários, mas o entendimento é de que a mera recusa individual e injustificada à imunização não poderá colocar em risco a saúde dos demais. 

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal decidiu que, embora não possa forçar ninguém a se vacinar, o Estado pode sim impor medidas restritivas aos cidadãos que se recusarem a tomar o imunizante contra o novo coronavírus.

Apesar de nenhum governo até o momento ter anunciado sanções aos negacionistas da vacina, essas medidas poderiam incluir multa, vedação a matrículas em escolas e o impedimento à entrada em determinados lugares.

Um guia interno elaborado pela área técnica do MPT segue o mesmo critério. “Como o STF já se pronunciou em três ações, a recusa à vacina permite a imposição de consequências. Seguimos o princípio de que a vacina é uma proteção coletiva, e não individual. O interesse coletivo sempre vai se sobrepor ao interesse individual. A solidariedade é um princípio fundante da Constituição”, diz o procurador-geral do MPT, Alberto Balazeiro.

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