Depois de Guedes prometer botijão mais barato, ministério diz que não pode reduzir preço

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Da Revista Época.

Quase dois anos após Paulo Guedes prometer uma forte queda no preço do botijão de gás, o valor subiu e o Ministério da Economia afirmou que não pode tomar medidas para reduzi-lo.

Disse Paulo Guedes em abril de 2019: “Daqui a dois anos, o botijão de gás vai chegar pela metade do preço à casa do trabalhador brasileiro”.

A tendência observada, porém, foi de aumento: na época da declaração de Guedes, o botijão de 13 kg custava, em média, R$ 69. Atualmente, R$ 75, segundo a ANP, (R$ 90,00 por aqui).

Em 6 de janeiro, a Petrobras anunciou um reajuste de 6% no preço do gás de cozinha para as distribuidoras. Foi a 11ª alta nos últimos nove meses.

Neste mês, o Ministério da Economia afirmou que a pasta não tem poder sobre o tema.

Governo Biden avisa: Bolsonaro fez Brasil sair das prioridades e ficar em último lugar na fila

Do Globo

Em sua primeira entrevista coletiva como porta-voz do governo de Joe Biden, a secretária de imprensa Jen Psaki indicou nesta quarta-feira (20) que Jair Bolsonaro fará o Brasil pagar um alto preço por suas bravatas. O Brasil não será uma prioridade para os Estados Unidos nesse início de mandato do democrata e vai para o fim da fila. 

Em reposta a uma pergunta da jornalista Raquel Krähenbühl da Globo News, sobre uma eventual conversa de Biden com Bolsonaro, Psaki afirmou: “Não há data para conversas com o Brasil”.De acordo com informações de O Globo, Biden tem planos de ligar para vários líderes mundiais nos próximos dias, mas o brasileiro não será uma prioridade.

As ações e provocações de Bolsonaro na arena internacional como aliado subserviente de Donald Trump cobra um preço alto ao Brasil: o país sofre retaliações dos EUA, China e Índia e sequer consegue importar insumos para produção de vacina.

Isolado no mundo, Bolsonaro condena o Brasil a se tornar o maior desastre global na pandemia. Cada vez mais pária, como deseja o chanceler Araújo.

 

Equipe econômica de Guedes resiste a volta do 

auxílio porque não gostaria de “dar dinheiro a baile funk”

Da Coluna de Carla Araújo no UOL.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e técnicos da pasta já não descartam uma possível volta do auxílio emergencial. No entanto, essa possibilidade é vista como uma das “últimas alternativas” ao que eles apontam como “amplo cardápio de medidas”.

A avaliação que está sendo feita no momento é de que a recriação do auxílio emergencial – que custou R$ 294 bilhões aos cofres públicos – seria incoerente já que, diferente do momento em que houve paralisação de atividades, fechamento de comércios e serviços, agora as cidades estão funcionando ‘normalmente’.

Um auxiliar de Guedes afirma que a ajuda emergencial foi dada para os trabalhadores informais “não morrerem de fome enquanto estavam em casa”. Agora, na visão da Economia, “os taxistas estão nas ruas, as cidades estão movimentadas”. “Tem até baile funk acontecendo. Não vamos dar dinheiro para as pessoas irem para o baile funk”.

Além disso, a justificativa para tentar postergar qualquer decisão sobre o assunto é de que ainda é preciso verificar se o aumento de casos de coronavirus no país é reflexo do “repique” por conta das festas de fim de ano ou se realmente um novo cenário de “segunda onda”.

A auxiliares, Guedes já admitiu que caso o país voltasse a ficar num patamar de 1.000 mortes diárias por um longo período e novas medidas de restrição tiverem que ser adotadas, ficará difícil não voltar com o benefício. (…)

Aplicativo “TrateCov” do Ministério da Saúde estimula cloroquina até para recém-nascidos

Da Atual:

Na contramão do que dizem entidades médicas, o Ministério da Saúde lançou neste ano o aplicativo TrateCOV, que sugere a prescrição de hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina, a partir de uma pontuação definida pelos sintomas do paciente após o diagnóstico de Covid-19. O aplicativo, indicado para auxiliar os profissionais de saúde na coleta de sintomas e sinais de pacientes contra a Covid-19, receita hidroxicloroquina em qualquer idade, não importa se for bebê ou idoso.

Entretanto, a AMB (Associação Médica Brasileira) e a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) alertaram em uma nota conjunta que as evidências científicas demonstram que nenhuma medicação tem eficácia na prevenção ou no tratamento precoce. “Pesquisas clínicas com medicações antigas indicadas para outras doenças e novos medicamentos estão em andamento. Atualmente, as principais sociedades médicas e organismos internacionais de saúde pública não recomendam o tratamento preventivo ou precoce com medicamentos, incluindo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, disse em nota.

No site do Ministério da Saúde a informação é de que o TrateCOV sugere algumas opções terapêuticas disponíveis na literatura científica atualizada, sugerindo a prescrição de medicamento. A intenção é oferecer um tratamento precoce com uso de medicações antivirais. O próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, lançou o aplicativo em Manaus. Até o momento, 342 profissionais já foram habilitados. A intenção é ampliar o uso para outras regiões do país. (…)

Charlatões! Querem desovar a cloroquina de Bolsonaro!

Haddad: Brasil depende dos países que Bolsonaro e seus filhos agrediram nos últimos anos

Do 247 

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad usou suas redes sociais nesta quinta-feira 21, para condenar o estrago feito pela diplomacia do governo e ressaltou que o Brasil depende agora dos países que Bolsonaro e seus filhos agrediram nos últimos anos para poder ter acesso às vacinas. 

“Bolsonaro perdeu todas as suas ridículas apostas no plano internacional. Agora, todos nós brasileiros dependemos de países governados por quem Bolsonaro e filhos agrediram nos últimos dois anos”, disse.

Diplomatas, na ativa e aposentados, avaliam que o Brasil está pagando preço alto na questão das vacinas contra a Covid 19, por não ter valorizado as relações com a Índia e a China nos dois últimos anos. No caso da China, o governo Bolsonaro atacou diretamente, chegando a usar termos xenofóbicos com a potência oriental e acusações de espionagem. 

Já o professor do Inper Roberto Dumas afirmou que “é ingenuidade pensar que a demora da China na liberação da matéria-prima para produção das vacinas no Brasil é algo burocrático”.

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