Destruição econômica pós-golpe faz consumo de carne bovina recuar ao nível de décadas atrás

No primeiro governo Lula, em 2006, consumia-se 42,8 quilos de carne bovina por habitante. Em 2020, o consumo reduziu-se a 29,3 quilos por habitante, 13,5 quilos a menos. Em 2021, cairá ainda mais

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No primeiro governo Lula, consumia-se 42,8 quilos de carne bovina por habitante, com Bolsonaro reduziu-se a 29,3 quilos (Foto: ABr | Reuters)

O consumo de carne bovina pelos brasileiros em 2021 deverá recuar a níveis anteriores à década de 1990. É o que dizem analistas ouvidos pela jornalista Thais Carrança, da BBC Brasil. No primeiro governo Lula, consumia-se 42,8 quilos de carne bovina por habitante (em 2006). Em 2020, o consumo reduziu-se a 29,3 quilos por habitante, 13,5 quilos a menos. Em 2021, cairá ainda mais.

 A perspectiva para 2021 é de que os preços da carne de boi continuem em alta, como resultado da oferta restrita de gado no país e forte demanda da China. Isso num cenário de menor disponibilidade de renda dos brasileiros, com desemprego recorde, avanço da pandemia e fim do auxílio emergencial – um coquetel explosivo.

“Quem mais sofre nesse cenário são os consumidores”, diz Rodrigo Queiroz, analista de mercado da Scot Consultoria, especializada em cotações do agronegócio.

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o consumo brasileiro de carne bovina foi de 29,3 quilos por habitante em 2020, uma queda de 5% em relação aos 30,7 quilos por habitante de 2019, ano em que o consumo já havia recuado 9%. O patamar de 2020 é o menor da série histórica da Conab, que teve início em 1996.

E representa uma redução de 13,5 quilos por habitante em relação ao ponto máximo da série, de 42,8 quilos por habitante em 2006, durante o primeiro governo Lula (PT). (247)

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