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Pode isso 123

Do Tijolaço

O início da confusa vacinação, quase simbólica, dos brasileiros contra a Covid-19, vencida a etapa das autorizações da Anvisa – espera-se que irão repetir-se com menos demora -muda o foco das preocupações de Estado para a necessidade imediata (e já tardia) do insumo farmacológico ativo (IFA) que a permita envasar aqui.

Afora as cinco milhões de doses em finalização no Butantã – que, somadas ao lote inicial, pouco mais permitem que imunizar um terço da população envolvida em atividades médico-hospitalares – não há material para sequer mais um frasco de vacina.

Isso significa que as linhas de produção do Butantan e da Fiocruz ficam paradas e vazias, esperando com que trabalhar.

Obter este material exige, porém, muito mais ação do que são capazes de ter os dirigentes dos dois institutos.

Não apenas porque as fábricas têm muito mais demanda do que capacidade como os países – a Índia e a China – estão às voltas com a vacinação de suas populações de mais de bilhão de almas.

Não conseguiremos matéria-prima em quantidade e fluxo seguros para vacinar os brasileiros sem pressões e diálogos diplomáticos muito além da capacidade de simples embaixadores.

Requisita-se, em casos assim, a presença do chanceler e do próprio presidente.

E hoje Ernesto Araújo e Jair Bolsonaro são personagens cujo simples odor afasta interlocutores em qualquer continente.

Dependemos, portanto, que a generosidade para com o povo brasileiro seja mais forte que a repulsa em tratar algo com nosso governo.

Derrotado, Bolsonaro volta a insistir em tratamento precoce e espalha desinformação sobre a vacina

Do Folha

Mesmo derrotado após o início da vacinação, Jair Bolsonaro continua incansável em espalhar notícias falsas e desinformação. Mais uma vez, o presidente insistiu em “tratamentos precoces” contra a Covid-19, que não possuem alguma comprovação científica, e divulgou desinformação sobre a CoronaVac. 

A apoiadores, Bolsonaro disse: “Não desistam do tratamento precoce. Não desistam, tá? A vacina é para quem não pegou ainda. E esta vacina que está aí é 50% de eficácia. Ou seja, se jogar uma moedinha para cima, é 50% de eficácia. Então, está liberada a aplicação no Brasil”.

A taxa de eficácia da CoronaVac, é de 100% para casos graves, 78% para casos leves e 50,4% para assintomáticos. Ou seja, com a vacina, a Covid-19 realmente vira uma “gripezinha”, como já dito pelo presidente, já que a contração do vírus não leva ao desenvolvimento de sintomas graves. 

Quando questionado sobre a obrigatoriedade da vacina, ele reafirmou as mentiras: “No que depender de mim, não será obrigatória. É uma vacina emergencial, 50% de eficácia. É algo que ninguém sabe ainda se teremos efeitos colaterais ou não”.

Este vai para o esgoto da história!

Maioria dos brasileiros diz que economia está no caminho errado e defende novo auxílio

Do 247

Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta segunda-feira 18, mostra que o agravamento da pandemia e da situação econômica do País contribuíram para desabar a aprovação de Jair Bolsonaro perante a população. 

Segundo levantamento, para 54% dos entrevistados, a economia está no caminho errado, enquanto 34% acreditam que a política neoliberal de Paulo Guedes está no caminho certo. 

Em relação ao auxílio emergencial pago pelo governo até dezembro, 50% defendem que o governo recrie um benefício semelhante por mais alguns meses. Outros 47% acreditam que o governo não patrocinará uma nova rodada do pagamento. 

Em relação ao enfrentamento à pandemia do coronavírus, 52% dos entrevistados classificam como ruim ou péssima a atuação de Bolsonaro, numa alta de 4 pontos em relação ao levantamento de dezembro.

De maneira geral, a pesquisa XP/Ipespe mostra que subiu de 35% para 40% a parcela da população que considera ruim ou péssimo o governo de Jair Bolsonaro, enquanto os que veem a gestão como ótima ou boa passaram de 38% para 32%.

A pesquisa foi realizada no período de 11 a 14 de janeiro e ouviu, por telefone, 1.000 eleitores de todas as regiões do Brasil. A margem máxima de erro é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

1,4 milhão de óbitos fazem de 2020 o ano mais mortal da história do Brasil

Do Estado de S.Paulo.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que representa os cartórios, 2020 foi o ano com maior mortalidade de pessoas no País. No total, 1,4 milhão de pessoas morreram no último ano, o que representou um aumento de 8,6% se comparado a 2019. A variação é cerca de quatro vezes maior do que as taxas observadas na série histórica, que até então não havia ultrapassado 1,9% de aumento das mortes por ano. A associação destaca que os números estão intimamente ligados à pandemia do novo Coronavírus, que no Brasil já matou mais de 200 mil pessoas.

Segundo a associação, o número de óbitos registrados em 2020 ainda pode crescer, uma vez que o intervalo entre a data do falecimento e o seu respectivo registro no Portal da Transparência do Registro Civil pode demorar até 15 dias. Com a eclosão da pandemia, muitos estados ainda editaram suas regras para o registro das mortes, expandindo os prazos, devido ao tempo necessário pelos órgãos de saúde para diagnosticar se os óbitos foram provocados pela covid-19.

Guedes espera eleição na Câmara para trazer de volta a CPMF

Do Estado de S. Paulo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, aposta em uma vitória do candidato a presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para que a Casa aprove a criação de um tributo sobre transações financeiras, nos moldes da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), na agenda da equipe econômica. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo. 

De acordo com o governo, o novo tributo, que seria cobrado de todas as transações, poderá compensar uma redução nos encargos cobrados das empresas sobre os salários dos funcionários. Na teoria, a redução estimularia a abertura de mais vagas de trabalho, com custo menor.

Jair Bolsonaro já sinalizou para caciques do Congresso que aceitaria uma alíquota de 0,10% para o novo tributo. O percentual seria cobrado tanto no débito como no crédito, na retirada e no depósito de recursos. Com uma alíquota de 0,10%, a arrecadação prevista é de R$ 60 bilhões.

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