Bolsonaro anuncia novos decretos para facilitar a compra de armas de fogo

0
46
(Charge 119)

Pode Isso 119?

D0 247

Jair Bolsonaro afirmou a apoiadores nesta segunda-feira 11, que prepara três decretos para facilitar o acesso a armas de fogo a grupos de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs).

“Tem três decretos para sair. Acho que saem essa semana, dois ou três decretos. Eu não posso ir além da lei, vai facilitar mais coisas para vocês”, afirmou Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada.

Bolsonaro celebrou “crescimento recorde” na venda de armamentos em 2020. “Nós batemos recorde o ano passado, em relação a 2019. “Mais de 90% na venda de armas. Está pouco ainda, tem que aumentar mais. O cidadão de bem, há muito tempo, foi desarmado”, afirmou.

Organização de direitos humanos diz que Bolsonaro tentou sabotar medidas para conter pandemia

Do Globo:

O presidente Jair Bolsonaro tentou sabotar as medidas para conter o contágio do novo coronavírus. Esse é o entendimento da organização internacional Humans Rights Watch (HRW) em seu relatório anual sobre os direitos humanos no mundo, divulgado nesta quarta-feira 13. Além da resposta à pandemia, o documento critica ainda a conduta do governo brasileiro em relação à preservação ambiental e às liberdades individuais:

“O governo Bolsonaro promoveu políticas que contrariam os direitos das mulheres e os direitos das pessoas com deficiência, atacou a mídia independente e organizações da sociedade civil, e enfraqueceu os mecanismos de fiscalização da legislação ambiental, na prática dando carta branca às redes criminosas envolvidas no desmatamento ilegal na Amazônia e que ameaçam e atacam os defensores da floresta”, diz o relatório.

Em relação à Covid-19, a HRW criticou a conduta que Bolsonaro teve ao longo de toda a crise sanitária — desde as declarações que minimizavam a doença, chamando-a de “gripezinha”, até a tentativa de impedir os estados de imporem o isolamento social, passando pela troca de seus ministros da Saúde. No entanto, segundo a organização internacional, os esforços do presidente foram frustrados pelas demais instituições brasileiras.

— O presidente Bolsonaro expôs a vida e a saúde dos brasileiros a grandes riscos ao tentar sabotar medidas de proteção contra a propagação da Covid-19 — diz a diretora adjunta da HRW no Brasil, Anna Livia Arida. — O Supremo Tribunal Federal e outras instituições se empenharam em proteger os brasileiros e em barrar muitas, embora não todas, as políticas antidireitos de Bolsonaro. Essas instituições precisam permanecer vigilantes.

BB anuncia fechamento de 361 unidades e demissão de 5 mil funcionários

Do O Estado de S. Paulo:

Na lista de privatizações do ministro da Economia, Paulo Guedes, o Banco do Brasil anunciou que irá fechar “361 unidades, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento”. Por meio de um comunicado ao mercado assinado pelo vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Carlos José da Costa André, a instituição financeira afirma que disponibilizou planos de “demissão voluntária”, visando o desligamento de 5 mil funcionários. 

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o “plano de reorganização” prevê a otimização de 870 pontos de atendimento por meio do fechamento de agências, postos de atendimento e escritórios  e a conversão de 243 agências em postos. Também estão previstas a transformação de oito postos de atendimento em agências, de 145 unidades de negócios em Lojas BB, além da relocalização e 85 unidades de negócios e a criação de 28 unidades de negócios. 

A expectativa é que a adoção das medidas resulte em economia anual estimada em R$ 353 milhões ainda este ano.

Sucateando pra privatizar a preço de bananas. 

Após encerrar produção no Brasil, Ford irá manter fabricação na Argentina e no Uruguai

Do The Detroit News:

A Ford Motor Co. anunciou na segunda-feira 11, que encerrará as operações de fabricação no Brasil – uma medida que fecharia três fábricas – em meio a uma reestruturação de seus negócios na América do Sul. A Ford afirma que continuará a operar no mercado sul-americano, com várias instalações não-manufatureiras permanecendo abertas no Brasil, incluindo uma sede regional em São Paulo, e com veículos fabricados em outros países sul-americanos, incluindo Argentina e Uruguai.

“Com mais de um século na América do Sul e no Brasil, sabemos que são ações muito difíceis, mas necessárias, para criar um negócio saudável e sustentável”, disse o CEO da Ford, Jim Farley, em um comunicado. “Estamos mudando para um modelo de negócios enxuto e com poucos ativos, encerrando a produção no Brasil e atendendo aos clientes alguns dos melhores e mais empolgantes veículos de nosso portfólio global. Também aceleraremos o fornecimento aos nossos clientes dos benefícios de conectividade, eletrificação e tecnologias autônomas para atender com eficiência a necessidade de veículos mais limpos e seguros no futuro. ” 

A mudança ocorre após pouco mais de três meses de mandato de Farley, que assumiu como CEO 1º de outubro. Ao assumir a função, Farley traçou um plano para o crescimento lucrativo do negócio que exigia melhoria da qualidade, reduzindo custos e acelerando a reestruturação de empresas de baixo desempenho. De acordo com o plano, a Ford busca alocar mais recursos para os negócios e veículos mais fortes de seu portfólio, expandir seu já forte negócio de veículos comerciais, adicionar veículos mais acessíveis à sua linha e criar novas ofertas de veículos elétricos e autônomos.

Efeito Bolsonaro/Guedes. De uma em uma vai tudo…

Governadores vêem dedo de Bolsonaro em projeto que reduz poder sobre polícias

Do Estadão:

Governadores já se mobilizam contra dois projetos de lei orgânica das polícias civil e militar, que restringem o poder político dos Estados sobre as tropas armadas e os bombeiros, em todo o País. Muitos deles veem inconstitucionalidade e interferência do Palácio do Planalto nas polícias, uma das bases de apoio do presidente Jair Bolsonaro, que já está em campanha pela reeleição, em 2022.

Como revelou o Estadão nesta segunda-feira, dia 11, os projetos preveem mudanças significativas na estrutura das polícias. Estabelecem, por exemplo, mandatos de dois anos para os comandantes-gerais da PM, dos Bombeiros e delegados-gerais de Polícia Civil, além de condicionantes para que sejam demitidos. As propostas contam com lobby classista e foram discutidas com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, sem que tenham sido ainda formalmente submetidas à Câmara dos Deputados.

“Somos radicalmente contra”, disse ao Estadão o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). “Já mobilizamos a bancada de São Paulo e outros governadores também estão mobilizando suas bancadas”. Rival político e virtual adversário de Bolsonaro na eleição presidencial de 2022, Doria avalia que “logicamente” há interferência política do Planalto no projeto das polícias.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui