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Pode isso 116

Do 247

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, fez um comentário ácido sobre a decisão da corte que permite que a defesa do ex-presidente Lula tenha acesso às mensagens trocadas por Sergio Moro e Deltan Dallagnol. “Se foram só conversas de anjos, não muda nada”, disse ele.

A decisão, tomada pelo ministro Ricardo Lewandowski, reforça a expectativa de que Moro seja considerado suspeito, o que devolveria ao ex-presidente seus direitos políticos – que foram cassados justamente para que a direita retomasse o poder no Brasil e implantasse um choque neoliberal no País. 

“No entorno de Lula, na advocacia e no próprio STF, uma das leituras é a de que começa a se formar a chamada tempestade perfeita a favor das pretensões do ex-presidente e de muitos dos críticos da Lava Jato e de Sérgio Moro. Recentemente, Carmem Lúcia votou por manter a decisão que exclui a delação de Antonio Palocci da ação em que Lula é acusado de receber R$ 12,5 milhões da Odebrecht”, informa a coluna política do jornal Estado de S. Paulo, que também publicou a frase de Gilmar Mendes.

Vexame: campanha de Bolsonaro contra vacina da Covid-19 é “única nas democracias”, diz Le Figaro

Do RFI  

O jornal Le Figaro de terça-feira 29, destaca a campanha anti-vacina do presidente Jair Bolsonaro. Segundo a publicação, o começo da vacinação deveria trazer esperanças para um país que já tem 190 mil mortos pela Covid-19, mas se transformou em um jogo político, devido ao negacionismo e à negligência do chefe do Executivo.

“Desde o início da pandemia, Jair Bolsonaro minimizou os efeitos do que chamou de ‘gripezinha’, rejeitando as medidas de distanciamento social e o uso de máscara, além de defender a prescrição da hidroxicloroquina, para o tratamento da doença”, lembra o jornal.

A campanha do presidente contra a imunização, afirmando que não vai tomar a vacina, e criticando a iniciativa do Supremo de torná-la obrigatória, é considerada por Le Figaro “uma atitude singular e única nas democracias”.

Le Figaro destaca que o Brasil tem uma experiência reconhecida na produção de vacinas e em campanhas de imunização da população, “graças a instituições de pesquisa renomadas como o Instituto Butantã, em São Paulo, e a Fiocruz, no Rio de Janeiro”.

Segundo o jornal, o número de brasileiros que querem se vacinar caiu de 89% em agosto para 73% em dezembro. Número que continua superior ao da França, onde apenas 40% da população se diz pronta a receber a injeção.

A pesquisadora Margareth Dalcolmo, citada pela publicação, responsabiliza o discurso do governo de Bolsonaro pela queda na adesão dos brasileiros à campanha de imunização contra a Covid-19.

2020: O ano em que o Brasil virou pária

Do DW

Em outubro, o ministro Ernesto Araújo disse que, se a atual política externa do Brasil “faz de nós um pária internacional, então que sejamos esse pária”.

A fala de Araújo escancarou pelo segundo ano consecutivo o isolamento do país no cenário internacional, e que o quadro não vem ocorrendo por acidente, mas aparentemente como um projeto voluntário do governo Bolsonaro.

Em 2019, a diplomacia brasileira já havia se tornado uma “caixinha de surpresas” propensa a alimentar crises regulares, com desprezo ao multilateralismo e instituições internacionais.

Em 2020, em vez de reverter esse “novo curso” que só empurrou o país para um isolamento nunca visto desde a redemocratização, o governo trilhou o mesmo caminho, dobrando a aposta em cada crise e erodindo ainda mais o soft power acumulado pelo país nas últimas décadas.

O Brasil continuou a se distanciar dos seus vizinhos latino-americanos; foi na contramão de boa parte do mundo na gestão da pandemia de covid-19; fez apostas fracassadas como a manutenção de uma pretensa relação especial com Donald Trump; se viu excluído de debates onde o país costumava ter voz ativa, como a questão do meio ambiente; e reforçou uma política de hostilidade a grandes parceiros comerciais, como a União Europeia e a China.

“Nenhum país da estatura do Brasil tem reputação tão ruim”, diagnosticou o diplomata Rubens Ricupero em abril. “A imagem positiva acabou”, apontou Friedrich Prot von Kunow, presidente da Sociedade Brasil-Alemanha (DBG) e que foi embaixador no Brasil entre 2004 e 2009. (…)

Funcionários acusam governo de sucatear Banco do Brasil para facilitar a privatização

De Vicente Nunes no Correio Braziliense.

Quem foi às agências do Banco do Brasil nesta última semana do ano de 2020 levou um susto. A maior parte dos pontos de atendimento ao público estava sem caixas. Não havia funcionários para executar os serviços.

A justificativa em todas as agências foi a mesma: a segunda onda de covid-19 pegou os empregados do Banco do Brasil em cheio. Mas, mesmo ciente da contaminação em massa de seus funcionários, o BB não montou um plano de contingência.

Resultado: muitos clientes insatisfeitos, voltando para casa sem resolver seus problemas com o banco, vários deles, solucionados somente presencialmente. As queixas eram gerais, contudo, os funcionários que tentavam acalmar os ânimos reconheceram que a situação no Banco do Brasil é dramática.

Para empregados do BB, estão sucateando a instituição a fim de facilitar sua privatização. Eles dizem que há um movimento deliberado dentro do banco para atender mal a clientela a justificar que a única saída para a instituição é repassar seu controle à iniciativa privada.

Compras de agulhas para vacina fracassam

Do Sputnik 

O Ministério da Saúde fracassou em sua tentativa de comprar seringas para vacinação contra a COVID-19 no Brasil. Acordo firmado nesta terça-feira 29, garante menos de 3% do que é necessário para vacinar a população.

De acordo com informações do Estado de São Paulo, das 331 milhões de unidades previstas, governo só conseguiu oferta para 7,9 milhões, número que corresponde a cerca de 2,4% do total de unidades que a pasta desejava adquirir. Esta foi apenas a primeira tentativa de Eduardo Pazuello para comprar seringas e agulhas para a vacinação no Brasil.

Nem por isso ele deixou de ser criticado nas redes sociais por parlamentares da oposição, que criticaram a demora na busca por seringas, enquanto outros países executam planos de vacinação.

Deste modo, o Ministério da Saúde fará outro certame, este ainda sem data definida. A compra de agulhas costuma ser feita por estados e municípios. Durante a pandemia, porém, o ministério decidiu centralizar estes insumos. A previsão do ministro da Saúde é iniciar a vacinação contra a COVID-19 no país em fevereiro. (Sem agulhas? …)

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