(Charge 113)

Pode isso 113

O Ministério Público do Rio de Janeiro aponta movimentações suspeitas de R$ 6 bilhões na Igreja Universal do Reino de Deus no estado. As suspeitas surgiram durante as investigações contra a organização criminosa que seria chefiada pelo prefeito Marcelo Crivella, preso na manhã desta terça-feira 22. Relatórios de inteligência financeira apontaram as transações.

Crivella é acusado de integrar um esquema criminoso que consistia no repasse de propina de empresários para a prefeitura da cidade. Os pagamentos ocorriam para que os executivos obtivessem vantagens em contratos públicos e no pagamento de dívidas.

Na denúncia oferecida à Justiça, à qual o Correio teve acesso na íntegra, o Ministério Público suspeita que a instituição religiosa foi utilizada para lavar dinheiro.  “E ainda com relação à lavagem de dinheiro, chamam a atenção as estreitas relações religiosas mantidas entre o Prefeito Marcelo Crivella, Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Mauro Macedo, primo do fundador da referida Igreja, e Eduardo Benedito Lopes, Bispo da mesma Igreja, em cotejo com o Relatório de Inteligência Financeira n.º 42.938, mediante o qual foi identificada e comunicada movimentação financeira anormal no âmbito daquela instituição religiosa, na ordem de quase seis bilhões de reais no período compreendido entre 05/05/2018 e 30/04/2019, o que sugere a indevida utilização da Igreja na ocultação da renda espúria auferida com o esquema de propinas, até porque, como já observado, Mauro Macedo e Eduardo Benedito Lopes, ao lado de Rafael Alves, foram identificados como os operadores financeiros do grupo criminoso, ocupando, por assim dizer, o chamado “1º escalão”, afirma o Ministério Público. (…)

Deputado Peninha sugere atirar contra presos que receberem o indulto de Natal

Do Globo

O deputado federal licenciado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC) publicou em suas redes sociais a foto de uma pistola Glock 25, e sugeriu que os presos que recebam o indulto de Natal sejam recepcionados com balas ao saírem dos presídios. Junto com a foto postada em suas contas oficiais do Twitter e Instagram, Peninha afirmou que a arma seria uma “solução para receber na sua casa os visitantes inesperados do indulto de Natal”. A reportagem é do jornal O Globo. 

Na imagem compartilhada pelo deputado nesta terça-feira 22, ele também divulgou uma frase como se fosse uma passagem bíblica, colocando a referência “Glock 25:12”, formato típico no texto religioso. As palavras, no entanto, não foram alinhadas aos preceitos religiosos: “vinde a mim os contemplados pelo indulto de Natal e eu à luz vos enviarei”, aventando a possibilidade de matar os presos que receberem a liberação na data festiva.

Perdeu a Tramontina, o discípulo do satanás!

STF pede à Fiocruz para furar a fila da vacina e reservar dose para 7 mil servidores

Do Estadão

Na corrida pela imunização contra o novo coronavírus, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) procuraram a Fiocruz para acertar a ‘reserva’ de vacinas, o que permitiria que os tribunais fizessem as suas próprias campanhas de saúde. No caso do STF, o pedido foi para “verificar a possibilidade de reserva de doses” para 7 mil pessoas, entre ministros, servidores e colaboradores. A Fiocruz deve enviar a resposta ao Supremo nesta quarta-feira 23.

Um pedido similar, feito pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), já foi negado pela instituição. A Fiocruz informou à reportagem que não cabe à fundação “atender a qualquer demanda específica”. (…)

Estadão chama Bolsonaro de “pior presidente da história nacional”

Do Estadão:

E eis que mais um governante do Rio de Janeiro foi preso. Muito ainda se falará sobre o rumoroso caso do prefeito Marcelo Crivella, detido a nove dias do final de seu desastroso mandato, sob acusação de chefiar organização criminosa movida a propinas. Mas nem é preciso esperar o desfecho do caso para que se constate a incrível frequência com que o eleitor fluminense escolhe mal seus dirigentes. Recorde-se que o agora fichado Crivella conseguiu a proeza de ir para o segundo turno na eleição passada mesmo tendo legado à cidade que governava a pior administração de que se tem notícia. Ou seja: não contentes em terem jogado fora seu voto há quatro anos, quando Crivella foi eleito a despeito de ser quem é, muitos eleitores do Rio de Janeiro tornaram a fazê-lo quando já deveria estar clara para todos a sua inépcia. (…)

É evidente que o eleitor pode ser induzido a tomar decisões equivocadas por uma propaganda eleitoral eficiente ou pelo carisma do candidato, que com isso consegue esconder seus defeitos de caráter ou de formação. Mas é difícil entender como o mesmo eleitor que se queixa da corrupção e da inaptidão dos políticos é capaz de eleger, sem pestanejar e em sequência, candidatos tão flagrantemente desonestos e despreparados para a administração pública.

Era preciso uma dose cavalar de ingenuidade para acreditar, por exemplo, que Jair Bolsonaro, cujo único feito relevante até se tornar presidente foi ter transformado sua família numa holding parlamentar, seria mesmo o líder que moralizaria a política. Ou então que esse mesmo Jair Bolsonaro seria capaz de governar o País tendo se notabilizado em toda a sua vida política por sua gritaria reacionária, e não pelo par de projetos irrelevantes que apresentou no Congresso. No entanto, Bolsonaro venceu – e, mesmo sendo o pior presidente da história nacional, ainda vai razoavelmente bem nas pesquisas de opinião.

91 mil beneficiários do Auxílio Emergencial e Bolsa Família doaram para campanhas, aponta Justiça Eleitoral

Do Globo:

Um levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou que indícios de irregularidades nas prestações de contas de candidatos e partidos que concorreram nas eleições municipais deste ano somam quase R$ 1 bilhão. Segundo o levantamento do Tribunal, foram identificados o total de 221.355 casos de indícios de irregularidades. Somados, os recursos financeiros chegam a R$ 954,7 milhões.

A principal ocorrência identificada pelo levantamento do TSE, que corresponde a 91.500 casos, é a de pessoas que estão inscritos em programas sociais como Bolsa Família ou Auxílio Emergencial, mas mesmo assim doaram para candidatos. O valor estimado das doações é de R$ 77,5 milhõe . O relatório feito pelo Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral foi divulgado na terça-feira 22.

Em seguida, aparecem no levantamento 45.780 fornecedores com sócios ou representantes e familiares que também recebem o Bolsa Família. Esse tipo de indício de irregularidade representou a maior concentração de valores identificados pela Justiça Eleitoral: R$ 612,6 milhões.

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