(Charge Pode Isso 112)

Pode isso 112

Do 247

 O jornalista Glenn Greenwald afirmou que “ninguém fez mais para corromper o sistema de Justiça brasileiro – ninguém – do que Sérgio Moro”. A postagem no Twitter foi feita após uma reportagem da CNN Brasil apontar que o homem conhecido como “hacker de Araraquara”, Walter Delgatti Neto, responsável por divulgar mensagens trocadas entre membros da Operação Lava Jato.  

Neto disse ter sido pressionado para fazer uma delação em troca de sua liberdade. “Eles davam a entender que a delação, caso eu fizesse, só seria homologada se eu falasse do Glenn. Todas as vezes, eles queriam que eu falasse do Glenn” afirmou ele, que foi preso em 2019 pela Polícia Federal, na operação Spoofing.

“Lembre-se que quando isso aconteceu, a Polícia Federal estava nas mãos de . . . Sergio Moro”, escreveu Glenn na rede social. “O MPF já provou que abusa de seu poder contra os inimigos de Moro. E *esse* é o legado de Moro e Lava Jato: abusar da prisão preventiva para coagir falsas acusações e confissões”, continuou.

Exército diz ao TCU que comprou cloroquina 

para levar “esperança a milhões de corações aflitos”

Da coluna de Guilherme Amado

O Exército afirmou ao TCU que comprou cloroquina, remédio sem eficácia comprovada, para levar “esperança a milhões de corações aflitos” com a Covid-19.

“Não poderia ser exigível comportamento diverso do Laboratório Químico Farmacêutico do Exército, senão a busca dos insumos necessários e o pronto atendimento às prementes necessidades de produção da cloroquina que, por seu baixíssimo custo, seria o equivalente a produzir esperança a milhões de corações aflitos com o avanço e os impactos da doença no Brasil e no mundo”, escreveu em 31 de julho ao TCU o comandante da 1ª Região Militar, com nome mantido em sigilo, embora seja público que se trata do general André Luiz Silveira.

O documento foi obtido por meio da Lei de Acesso à Informação pela Fiquem Sabendo, agência especializada em reportagens feitas por meio da legislação de transparência pública.

Seguindo orientações de Jair Bolsonaro, que fez propaganda do remédio sem efeito atestado cientificamente contra a Covid-19, o Exército bateu recordes na compra da cloroquina, a preços superiores aos do mercado. (…)

Pai da cloroquina será processado por charlatanismo pela ordem dos médicos da França

Didier Raoult

O Conselho Nacional da Ordem dos Médicos da França entrou na Justiça com uma queixa contra médicos que aconselharam o uso da hidroxicloroquina como remédio para a covid-19. Eles são acusados de charlatanismo.

A mesma prática foi usada no Brasil por Jair Bolsonaro que tentou impor a prescrição do medicamento. A comunidade médica brasileira e mundial nunca aconselhou o uso da cloroquina no combate à covid-19. 

Os médicos franceses Didier Raoult e Christian Perronne fizeram afirmações consideradas “controversas” pelo Conselho Nacional da Ordem dos Médicos da França. Eles são acusados de “violações da ética médica conforme definido pelo código de saúde pública”. Uma dessas violações é o charlatanismo: o uso de um “remédio ou de um processo ilusório ou insuficientemente testado”.

Porchat define Bolsonaro como “mente diabólica do mal”

Do 247 

Entrevistado pelo Roda Viva nesta segunda-feira, o humorista Fábio Porchat, do Porta dos Fundos, criticou Jair Bolsonaro. “Quando vem uma mente diabólica do mal para controlar essas pessoas, ele consegue pegar essa massa de manobra que é a nossa população, que sou eu, que é você, com a maioria de uma população pouco instruída. Então as pessoas estão muito carentes, elas precisam de qualquer coisa. E se qualquer coisa for a vacina que vai transformar em jacaré, então tá bom”, disse ele.

“A gente não tem mais de dar destaque para o Bolsonaro. Enquanto a gente continuar dando palco pra maluco, o maluco vai crescer”, disse ele, que também chamou Bolsonaro de débil mental, inepto e imbecil.

“Década”: Após críticas, Folha muda manchete de matéria sobre acesso de negros às universidade

Revista Fórum

A Folha de S. Paulo optou por modificar a polêmica manchete da reportagem que faz um balanço das políticas de ações afirmativas implementadas na última década. O texto, no entanto, segue sem mencionar os governos do PT.

Tarso Genro, ex-presidente nacional do PT e ex-ministro da Educação, foi um dos primeiros a criticar a chamada escolhida pela Folha: “década colocou os negros na faculdade, e não (só) para fazer faxina”. Segundo Genro, o título ignorava um sujeito histórico, o PT.

Sem citar os governos petistas da época, o texto afirma que a década de 2010 a 2020 foi marcada pela “conquista do direito dos negros ao conhecimento pelo acesso ao ensino superior”.

“Lula, eu, Haddad, Paim, Mercadante e os (as) petistas de todas as galáxias, que construímos esta revolução, agradecemos a manchete da Folha”, comentou Tarso. “Só que ‘década’ não é sujeito. Vocês já viram ‘década’ fazendo alguma coisa? Nela transcorre alguma coisa que alguém faz. Ou não?”, completou.

O ex-ministro Fernando Haddad também comentou: “Pois é, Tarso. Prouni, expansão das federais (Reuni), Fies s/fiador, criação dos Institutos Federais, Novo Enem, SiSU, Lei de Cotas etc. , tudo isso foi a Década que fez. Os governos da época e o movimento negro estavam na arquibancada assistindo a Década trabalhar”.

Uma série de memes passou a circular em razão do título. O próprio perfil oficial do PT entrou na onda e publicou o tuíte: “Luiz Inácio Década da Silva. Dilma Década Rousseff”.

Quando os chamados “jornalões” farão jornalismo de verdade, de interesse público e defender os interesses da comunidade informando corretamente. A grande imprense é fake!

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