Plano de habitação do governo exclui 42% das famílias, as mais pobres

Programa Casa Verde e Amarela, criado pelo governo Jair Bolsonaro para substituir o Minha Casa Minha Vida não contempla a população com renda familiar de até um salário mínimo, que responde por 41,6% do déficit habitacional do país

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Programa Casa Verde e Amarela não contempla a população com renda familiar de até um salário mínimo, que responde por 41,6% do déficit habitacional (Foto: ABr)

O programa Casa Verde e Amarela, criado pelo governo Jair Bolsonaro para substituir o Minha Casa Minha Vida não contempla a população com renda familiar mais baixa, que até então estava na faixa 1 do programa anterior. Nesta faixa, o Minha Casa, Minha Vida subsidiava a aquisição de moradias com prestações que não ultrapassavam o teto de 10% da renda de famílias com renda de até R$ 1,8 mil. O novo programa foi aprovado pelo Congresso Nacional no dia 8 de dezembro. 

De acordo com reportagem do jornal O Globo, estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) , elaborado pela coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, aponta que 41,6% do déficit habitacional do país é composto por famílias com renda de até um salário mínimo (R$ 1.045). Ainda segundo o levantamento, cerca de 7,78 milhões de famílias residem atualmente em moradias precárias ou comprometem mais de 30% da renda com o pagamento de aluguel. 

Diferentemente do Minha Casa, Minha Vida, o Casa Verde e Amarela prioriza grupos de famílias com renda de até R$ 7 mil. Para a urbanista e professora do Insper, Camila Maleronka, o Casa Verde e Amarela é um programa de auxílio ao setor da construção civil. “Tirar do programa a Faixa 1, onde está parte significativa do déficit, é quase como dizer que não há política habitacional para quem mais precisa”, avalia.

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