“Impunidade do governo Bolsonaro está assegurada”, diz Janio de Freitas sobre testes de Covid vencidos

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(Charge 097)

Pode isso?!…

Fonte: Folha

Vida curta, umas 72 horas, a do escândalo de testes da pandemia entulhados em Guarulhos. O retorno das contaminações em massa deve-se, em parte, à baixíssima aplicação pública de testes. À falta de explicação, Bolsonaro recorreu à condição de farsante profissional e mentiu que “todo o material foi enviado aos estados e municípios”. Mas não faltaram crimes contra a saúde pública e de administração perdulária.

Sete milhões de testes PCR seguiam para o fim da validade em janeiro, sem se saber o número dos já perdidos, enquanto o Conselho Nacional de Secretários de Saúde repetia, em ocasiões sucessivas, o alerta ao Ministério da Saúde para a falta de kits do PCR, o mais eficiente, em vários estados. Os comunicados do CNSS derrubam outra mentira, esta do ministério, segundo a qual a distribuição dos kits dependia da requisição para estados e municípios.

A realização dos testes em massa, para identificação dos que contaminam sem se saberem doentes, é tida pelos cientistas como meio determinante para a contenção do número de vítimas e do descontrole de focos. Impedimentos anormais a esse procedimento têm autores que devem ser identificados em inquéritos e submetidos a processo.

Jogaram com vidas e mortes de pais, mães, filhos, com o futuro de famílias em número de precisão impossível, mas pressentido pelo senso comum.

Aqui, a impunidade está assegurada. E protegida pelo esquecimento fácil e rápido. Não à toa, o general-ministro Eduardo Pazuello diz que, se sair do Ministério da Saúde, estará feliz.

Nós também.

É a mesma certeza de impunidade que permite aos Bolsonaro, mais do que desconsiderar os interesses do país, agir contra eles. O ataque do deputado Eduardo Bolsonaro e do Itamaraty à China é um caso típico. Por trás desse e de outros ataques recentes, está o negócio imenso que é a adoção do novo e fantástico sistema de comunicação, chamado 5G.

Mais uma prova que o Brasil não é um país sério. De jeitinho em jeitinho vai afundando!

Trump insiste na acusação de fraude diz: “de jeito nenhum perdemos essa eleição”

Do Essencial

Nesta segunda-feira 30, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insistir nas redes sociais que não perdeu a eleição presidencial norte-americana.

Apesar de ter cada vez menos recursos legais para contestar o pleito, Trump escreveu no Twitter: “de jeito nenhum perdemos essa eleição”.

Que falta de vergonha na cara! Preparem-se para 2022 aqui. “A história sempre se repete como farsa ou como tragédia.”

Crivella chama Bolsonaro de herói e lamenta ‘campanha dura’

Da Folha:

Derrotado na tentativa de reeleição, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, lamentou na noite deste domingo 29, a dureza da campanha e agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) pelo apoio declarado na eleição. Crivella iniciou seu discurso pedindo que a imprensa tivesse “misericórdia do candidato e da militância porque tem sido uma campanha dura, difícil”.

Crivella disse espera “que não sejam revelados à frente escândalos que possam tirar a lisura do pleito”. E listou dificuldades enfrentadas ao longo de seu mandato, como dívidas remanescentes do período olímpico e queda expressiva de arrecadação. Mais uma vez, ele se disse perseguido por uma mídia contrariada com falta de recursos em comparação a governos passados. Ele disse ainda que a perda do vice alimentou a ambição de políticos, dando início a uma série de processos na Câmara dos Vereadores.

“Foram anos difíceis para todos nós”, disse. “Já no principio havia sempre uma aposta da mídia, dos institutos de pesquisa, de que sequer iríamos para o segundo turno”. O prefeito fez um agradecimento ao presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de herói por não ter desistido da corrida presidencial após ser vítima de uma facada durante atividade de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Se Cristo voltar nesta geração terá de vir com uma metralhadora, com o chicote ele não resolve nada. Política e religião misturadas nunca dão certo! A César o que é de César …

Bolsonaro tira militares brasileiros das forças de paz da ONU depois de 21 anos

De Marcelo Godoy no Estado de S.Paulo.

Desde 2011  o Brasil fazia parte da Unifil, a única força de paz marítima da ONU, responsável pelo patrulhamento das águas territoriais libanesas. A Marinha exercia o comando da missão, que, agora, deve passar para a Alemanha. A Independência foi a última fragata enviada ao Oriente Médio. Ela havia partido, em 8 de março, do Rio, para o Líbano, onde já havia estado em outras duas oportunidades, levando seu helicóptero Super Linx e um grupo de mergulhadores de combate (GruMeC), além de um destacamento de fuzileiros navais. Era o navio capitânia da Unifil quando escapou por pouco da explosão do depósito de nitrato de amônia que devastou a capital libanesa em agosto.

(…)

Mesmo que a da força do Líbano estivesse prevista desde agosto de 2019, quando a Marinha anunciou a medida, o retorno da fragata brasileira acontece no momento em que o Brasil aumenta ainda mais seu isolamento internacional, por meio da política levada à cabo pelo chanceler Ernesto Araújo, que disse se comprazer em ser um pária diplomático. Ao mesmo tempo, o chefe do chanceler afirma ter provas de que houve fraude na eleição de Joe Biden – sem apresentá-las –, acusa a China de querer derrubá-lo com o coronavírus e diz que a Europa quer saquear a Amazônia.

Ninguém sabe qual o propósito de Bolsonaro em escalar crises com praticamente todos os maiores parceiros comerciais do Brasil. “É o sinal dos tempos nos retirarmos do último domínio (as forças de paz) em que tínhamos uma presença multilateral.” O Itamaraty não se manifestou sobre o tema e não há notícia de que a chancelaria tenha procurado reverter a decisão sobre as forças de paz. “Esse tipo de atitude está em harmonia com a posição do Ernesto Araújo, que é hostil ao multilateralismo e ao que ele chama de globalismo.”

E, assim, é em um governo, como o de Jair Bolsonaro – com um Estado-Maior alojado no Planalto dominando os principais ministérios civis e no qual os militares conseguiram emplacar um projeto de reajuste de salários que preservou a paridade e a integralidade das aposentadorias –, que o abandono das missões de paz punirá, não só os objetivos históricos da diplomacia brasileira, mas também os mais capazes entre os militares, cuja experiência no exterior constituía etapa essencial de sua formação. Em todos os governos há os que fecham os olhos e preferem o dinheiro no bolso, o cargo e os favores dos poderosos. São estes os que causam os desastres nacionais, como os argentinos descobriram nas Malvinas.

Até onde vai isso? O desmonte do Brasil continua … 

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