Bolsonaro se recusa a apresentar plano de vacinação e contraria Tribunal de Contas

Do RBA com informações do Valor Econômico

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O governo de Jair Bolsonaro resiste à determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) e não entregou o planejamento detalhado da vacinação contra a covid-19. Diante do avanço das vacinas, o órgão determinou a apresentação do plano em agosto, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu e indica a inexistência do projeto.

De acordo com o Valor Econômico, especialistas e técnicos do governo já não acreditam que o país deverá estar preparado para agir quando os primeiros lotes da vacina estiverem disponíveis. Com a resistência de Bolsonaro, não há um plano para distribuição para estados e municípios, muito menos a informação se haverá agulhas e seringas suficientes para atender a população. 

A decisão de agosto do TCU, assinada pelo ministro Vital do Rêgo, impôs o prazo de 15 dias para o governo Bolsonaro detalhar as ações de produção e de compra dos imunizantes, além do esquema planejado para viabilizar a vacinação da população. Para a eventualidade de tais planos ainda não existirem, o TCU permitiu que a Casa Civil e o Ministério da Saúde elaborassem o plano em parceria com as secretarias estaduais de Saúde e enviassem tudo em até 60 dias. O que não aconteceu.

Gemocida!

Queiroz mostra fidelidade ao clã, confessa crime da “rachadinha”, mas diz à Justiça que Flávio “não sabia de nada”

Do 247 

Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, admitiu, por escrito, a existência de um esquema de “rachadinha” no gabinete doentão deputado estadual quando este ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Queiroz, contudo, negou que Flávio e o seu chefe de gabinete na época tivessem conhecimento do funcionamento do arranjo para se apropriar de parte dos salários dos demais funcionários do gabinete.

De acordo com reportagem da CNN Brasil, o depoimento de Queiroz consta de uma petição anexada ao processo sobre o caso que tramita no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.  No documento, o ex-assessor “admitiu que havia um acordo pelo qual os assessores por ele indicados para ocupar cargos no Gabinete haveriam de lhe entregar parte de seus vencimentos” e que “tal acordo teria sido realizado sem consulta ou anuência do então Deputado Estadual nem de seu Chefe de Gabinete, valendo-se da confiança e da autonomia que possuía”. 

Os promotores, contudo avaliam que a declaração do ex-assessor como uma inverdade. Na denúncia, o MP ressaltou não ser “crível que o referido assessor houvesse arrecadado milhões de reais em repasses de assessores da Alerj, ao longo de mais de dez anos, sem que seus superiores tivessem conhecimento do fato e nem auferido qualquer vantagem do ilícito praticado”. 

Ainda conforme o MP, Flávio Bolsonaro é o “líder da organização criminosa e integrante do núcleo político, que nomeava determinadas pessoas, previamente aderentes ao intento delitivo, para diversos cargos comissionados na Alerj, geralmente ‘funcionários fantasmas’, que não exerciam de fato as funções públicas, com o único propósito de ‘emprestarem’ seus dados qualificativos e contas bancárias para permitir o desvio dos recursos em troca de um percentual desses valores”.

Mentiroso! História pra boi dormir!

Bolsonaro entrega comando da EBC para militares da reserva com salários de R$ 20 mil

Do BdF

Sete militares da reserva ocupam postos de comando na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), recebendo, somados, R$ 146 mil por mês, R$ 20 mil de média. Seis deles, foram admitidos em 2019, durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Apenas um foi contratado em 2018, quando Michel Temer (MDB) presidia o país.

As informações foram adquiridas via Lei de Acesso à Informação (LAI), através do coletivo Fiquem Sabendo. De acordo com o levantamento, os militares Cássio Murilo Garcia Coutinho (R$ 21 mil), Cristiano Mendonça Filho (R$ 17 mil), Hidenobu Yatabe (R$ 26 mil), Luiz Gustavo Franco da Rocha (R$ 14 mil), Marcio Kasuaki Fusissava (R$ 25 mil), Pedro Felix de Goes Junior (R$ 14 mil) e Roni Baksys Pinto (R$ 26 mil) ocupam cargos de direção, chefia e assessoramento.

Havia um oitavo militar da reserva na lista, era o general Luiz Carlos Pereira Gomes (R$ 29 mil), que ocupava a presidência da EBC, mas que foi exonerado em 29 de setembro. Em seu lugar, assumiu o publicitário Glen Lopes Valente, que ficará no comando da estatal até 31 de outubro de 2021.

Márcio Garoni, funcionário da empresa e diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) aponta que esses miliares “são o braço do governo dentro da empresa”.

“Eles são os quadros do governo que gerenciam a EBC em cargos estratégicos. São cargos de direção, que definem as diretrizes da empresa, que basicamente é um desmonte. No Maranhão, a EBC foi fechada, no ano passado. A comunicação está cada vez mais institucional e governista na EBC”, afirma.

Para o sociólogo e jornalista Laurindo Lalo Leal, a perda de autonomia da estatal vem desde 2016. “Em primeiro lugar é preciso dizer que a ocupação das emissoras públicas em golpes de estado pelo mundo é uma prática recorrente. Aqui não foi diferente. Um dos primeiros atos do governo golpista de Michel Temer foi acabar com o caráter público da EBC transformando-a em empresa governamental”.

Cabide de fardas!

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