Discurso de Bolsonaro sobre racismo no Brasil gera choque e indignação entre participantes do G20

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Constrangimento, choque e indignação eram os sentimentos entre algumas delegações estrangeiras da ONU, após o discurso de Jair Bolsonaro na abertura da cúpula do G20, no sábado 21, em que reclamou dos protestos  contra o racismo no Brasil.

De acordo com reportagem de Jamil Chade, do UOL, uma parcela das delegações não entendeu imediatamente do que se tratava. Mas para quem acompanhava a situação do país, como uma negociadora de alto escalão de um país europeu a fala de Bolsonaro deixou ela e outros membros da delegação “em choque” ao ouvir a “tese de conspiração” sobre o racismo no Brasil. “Como é que, em pleno século 21, ainda escutamos tais discursos”, questionou a diplomata, na condição de anonimato.

“Fontes ainda confirmaram que diplomatas estrangeiros trocaram mensagens comentando a atitude do brasileiro, enquanto outros, sem saber o motivo da declaração, buscavam entender do que Bolsonaro falava”, contou Chade, destacando que uma delegação de uma das agências da ONU, a reação foi de indignação, chamando a atenção pelo fato de Bolsonaro não ter feito nenhuma referência sobre a vítima e nem sobre a necessidade de uma resposta que leve em consideração a Justiça.

DE Bolsonaro pode-se esperar tudo de ruim!

Incompetência bolsonarista pode fazer Brasil perder quase 7 milhões de testes de covid

Fonte: Folha de S. Paulo

O governo de Jair Bolsonaro também está contribuindo para minar de vez a imagem das forças armadas brasileiras. De acordo com reportagem do jornalista Mateus Vargas, do jornal Estado de S. Paulo, publicada neste domingo, o Brasil pode perder quase 7 milhões de testes de covid, que ainda não foram distribuídos pelo ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello, e podem perder a validade.

“Um total de 6,86 milhões de testes para o diagnóstico do novo coronavírus comprados pelo Ministério da Saúde perde a validade entre dezembro deste ano e janeiro de 2021. Esses exames RT-PCR estão estocados num armazém do governo federal em Guarulhos e, até hoje, não foram distribuídos para a rede pública. Para se ter ideia, o SUS aplicou cinco milhões de testes deste tipo. Ou seja, o País pode acabar descartando mais exames do que já realizou até agora. Ao todo, a Saúde investiu R$ 764,5 milhões em testes e as unidades para vencer custaram R$ 290 milhões – o lote encalhado tem validade de oito meses”, informa o jornalista.

“A responsabilidade pelo prejuízo que se aproxima virou um jogo de empurra entre o ministério, de um lado, e Estados e municípios, de outro”, aponta ainda Mateus Vargas. “A pasta diz que só entrega os testes quando há pedidos dos Estados. Ainda ressalta que nem sequer as 8 milhões de unidades já repassadas foram totalmente consumidas. Secretários estaduais e municipais de Saúde dizem que não usaram todos os testes, pois receberam kits incompletos para o diagnóstico, com número reduzido de reagentes usados na extração do RNA, tubos de laboratório e cotonetes de coletar amostras.”

Eduardo Pazuello foi escolhido por Bolsonaro para o Ministério da Saúde por ser “expert” em logística.

G-20 ignora Bolsonaro e defende órgãos multilaterais, como OMS

Da Coluna de Jamil Chade no UOL.

O fortalecimento da OMS, a defesa do multilateralismo, a volta do compromisso ambiental e de que haja uma coordenação mundial para lidar com a pandemia. Com tais temas sobre a mesa, o G-20 tomou decisões e pautou o cenário internacional em 2021 com uma direção que irá aprofundar a pressão sobre a política externa de Jair Bolsonaro.

Nos últimos dois anos, o Itamaraty optou por se distanciar de organismos internacionais, insistindo que a prioridade era reforçar a soberania do país. O governo também passou a questionar ações e decisões de agências, como a OMS, e dar sinais de que seus compromissos com tratados internacionais não eram sólidos.

Nos temas ambientais, a postura do governo brasileiro passou a ser de críticas aos líderes estrangeiros, sem dar qualquer sinal do que estaria disposto a fazer para cumprir suas metas do Acordo de Paris.

Em parte, a atitude do Brasil era respaldada pelo governo de Donald Trump, claramente isolacionista e que passou a insistir em seu lema “America First”. O impacto foi o enfraquecimento de temas globais e da coordenação internacional.

Mas a cúpula das maiores economias do mundo, neste fim de semana, marcou o fim da presença internacional do americano e, segundo negociadores, houve uma clara determinação de várias delegações para estabelecer decisões que já fossem um espelho da esperança de que o governo de Joe Biden volte a favorizar a cooperação internacional.

Trump não saiu de cena sem causar polêmica. Em seu discurso no sábado, afirmou que esperava “trabalhar por muito tempo” ainda com os demais líderes, numa insinuação de que não aceita sua derrota nas eleições. Mas ele também usou o palco internacional para fazer um ataque violento contra o Acordo de Paris.

Negociadores comentaram que os demais líderes estavam comprometidos em manter a direção das conversas e minimizaram as declarações de Trump, preferindo insistir sobre o fato de que existe um compromisso de Biden com o Acordo de Paris.

Em 2022 a cena vai se repetir no Brasil. Pelo andar da carruagem, Bolsonaro não aceitará a derrota.

Brasil é único país onde fake news sobre cloroquina ainda circulam

Da reportagem de Patrícia Campos Mello na Folha de S.Paulo.

O Brasil é o único país do mundo onde continuam a circular com frequência notícias falsas sobre cloroquina, ivermectina e azitromicina como curas para a Covid-19, que já foram desmentidas por diversos estudos científicos. E, ao contrário da maioria dos países, apenas no Brasil, na Índia e nos EUA as disputas políticas internas são o principal motor para a desinformação sobre a pandemia

Isso é o que mostra o levantamento “Political (self) isolation” (Auto-isolamento político), realizado pelo LAUT, INCT.DD e o laboratório de pesquisa forense digital do Atlantic Council. “Como nenhum desses medicamentos se provou eficaz (contra a Covid-19), a discussão esfriou na maioria dos países. No Brasil, no entanto, esses tópicos persistiram, a ponto de tornar o ambiente de discussão diferente do resto do mundo”, diz o levantamento.

Fake news ou boatos sobre hidroxicloroquina e cloroquina apareceram 176 vezes na base de dados (são 176 versões de informações falsas, que podem ter sido compartilhadas milhões de vezes). O campeão é o Brasil, com 75 casos, seguido da Índia (29), França (26) e EUA (24).

As motivações para a desinformação variam. Na França, há circulação de informações enganosas sobre cloroquina porque Didier Raoult, microbiologista que é um dos maiores defensores do uso da substância contra Covid-19, é francês. Ele realizou um estudo indicando que a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina teria curado alguns pacientes de Covid-19. O estudo foi apontado como falho do ponto de vista científico e pouco transparente, uma

vez que os dados brutos não foram compartilhados, e não teve os resultados corroborados por outros levantamentos.

Na Índia, há também o motivo comercial, pois o país é um grande produtor e exportador de cloroquina. Já no Brasil e nos EUA, o motivo é político. Os presidentes dos dois países, Jair Bolsonaro e Donald Trump, além de vários partidários e integrantes dos governos, encamparam as drogas e ajudaram a espalhar a desinformação.

O estudo se baseou nas bases de dados CoronaVirusFacts Alliance, na Rede Internacional de Checagem de Fatos, e do Latam Chequea em português e espanhol, que reuniu checagens feitas por 100 agências sobre desinformação relacionada à Covid em 134 países, de janeiro a agosto de 2020. As checagens de cerca de 8,6 mil notícias ou postagens falsas ou rumores foram traduzidas para o inglês e foi realizada uma análise quantitativa e hipergeométrica.

O governo do Boso sobrevive a custas de FakeNews. A manada deve receber em “mamadeiras de piro…ka” e adora!

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