Região Sul do país é onde menos se elegeu negros no país (Foto: Câmara Municipal de Florianópolis)

Igor Carvalho BdF – JAV

Florianópolis é a única capital brasileira que não elegeu negros para a Câmara Municipal. Ocupando uma das 23 cadeiras da casa legislativa, estará Cítnia Mendonça, branca, que lidera o coletivo Bem Viver, integrado por uma mulher negra, Mayne Goes, e outra indígena, Joziléia Daniza. Para efeitos legais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contabiliza apenas a titular do mandato

Na outra ponta, está Palmas (TO), a capital que mais elegeu negros à vereança. Das 19 cadeiras da Câmara Municipal, 18 serão ocupadas por pretos e pardos. Somente Rubens Uchoa (Cidadania) é branco.

O levantamento foi feito pela plataforma Gênero e Número, que mostra que 44% dos vereadores eleitos nas capitais brasileiras à legislatura 2021 são negros. A pesquisa aponta que, em três capitais, as mulheres mais votadas eram negras. Em São Paulo (SP), Erika Hilton (PSOL); em Recife (PE), Dani Portela (PSOL); e no Rio de Janeiro (RJ), Tainá de Paula (PT).

A região sul do país é onde as candidaturas brancas representam o maior percentual. Além de Florianópolis, em Curitiba (PR) a presença negra é de 11%, mesmo percentual de Porto Alegre (RS). Em seguida vem São Paulo, com 18% e Recife, com 28%.

Entre as que terão maior representação negra, estão Palmas, já citada, Cuiabá (MT), com 76%, São Luis (MA), 74%, Porto Velho (RO), 70%, e Salvador (BA), com os mesmos 70%.

Mulheres

A Gênero e Número mostra que as mulheres não chegam a 50% de ocupação em nenhuma câmara municipal das capitais brasileiras. O destaque negativo é João Pessoa (PB), onde 4% das vagas serão ocupadas por vereadoras. Seguido por Campo Grande (MS), 7%, e Cuiabá (MT), (8%).

Na outra ponta, Porto Alegre é a capital com maior participação feminina, com 31% de vereadoras. Em seguida, Belo Horizonte (MG), com 27%, Natal (RN), com 24%, assim como São Paulo, que mantém os mesmos 24%.

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