Governo Bolsonaro não paga dívida de R$ 4 bi e Brasil pode perder o direito a voto em organismos internacionais

A dívida de cerca de R$ 4 bilhões por parte do governo Jair Bolsonaro junto a organismos internacionais poderá fazer com que o Brasil perca o direito a voto em fóruns multilaterais, especialmente nos que integram os sistemas da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2021

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Do 247 

Uma das alternativas em estudo, segundo reportagem do jornal O Globo, seria a adoção de um crédito especial de R$ 1,2 bilhão, já que não existe dotação orçamentária para esta finalidade. 

Neste ano, o governo Bolsonaro ainda não desembolsou valor algum para quitar os débitos e o crédito especial é considerado o mínimo necessário para que o Brasil mantenha o status e as atividades junto a estes organismos. Somente junto ao sistema da ONU o país deve pagar cerca de US$ 113,5 milhões ainda este ano, sob pena de perder o direito ao voto em temas da Assembleia Geral das Nações Unidas e outros conselhos da instituição.

Outra dívida do Brasil, de R$ 84,4 milhões, está junto a Organização Mundial da Saúde (OMS). O país também possui contas em aberto com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), nos valores de R$ 28,77 milhões e R$ 90,32 milhões, respectivamente.

Ignorando fiasco de Bolsonaro, ministro Luiz Ramos diz que a esquerda é a grande derrotada nas eleições

O general ministro Luiz Ramos parece que ignora completamente o fiasco dos candidatos apoiados por Bolsonaro.

E tenta colocar a culpa na esquerda.

Sua obsessão por puxar o saco do chefe é visível.

Escreveu no Twitter:

“Querem uma análise do resultado do 1º turno das eleições municipais?

A esquerda saiu derrotada! Vejam os números:

Em 2016, o PT elegeu 254 prefeitos. Até o momento, elegeu apenas 178.

Esse número mostra que o PT vai governar para 1,86% da população brasileira (+)

O PSD, PP, DEM e MDB são os partidos campeões em prefeitos eleitos. Vamos aos números de agora:

-Em 2016, PSD elegeu 539 prefeitos. Em 2020, elegeu 650!

-Em 2016, PP elegeu 495. Em 2020, foram 680!

Em 2016, DEM elegeu 268. Em 2020, elegeu 459!

-O MDB comandará 772 prefeituras

Conclusão: esses dados mostram que a esquerda perdeu muito espaço no cenário político. Além disso, os partidos aliados às pautas e ideais do Governo Bolsonaro saíram vitoriosos!”

E nenhuma palavra sobre o PSOL.

Após fiasco de aliados, Bolsonaro levanta dúvidas sobre apuração das eleições

De Daniel Gullino no Globo

Um dia depois de ver diversos aliados seus sendo derrotados nas urnas, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira 16, desconhecer um país que utiliza um sistema de votação igual ao Brasil. Apesar da declaração, 31 países utilizam um sistema de voto eletrônico, em eleições nacionais nacionais ou regionais. O levantamento foi feito pelo International Institute for Democracy and Electoral Assistance (IDEA) com 178 países.

Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que o sistema de votação precisa ser “confiável” e não pode “deixar margem para dúvidas”. Contudo, o presidente não explicou porque o sistema não é confiável. Em março, Bolsonaro disse que “brevemente” iria apresentar provas de que houve uma “fraude” nas eleições de 2018, mas até agora não mostrou nenhuma evidência.

— Temos que ter um sistema de apuração que não deixe dúvidas. É só isso. Tem que ser confiável e rápido. Não deixar margem para dúvidas. Agora, é um sistema que desconheço no mundo onde ele seja utilizado — disse Bolsonaro nesta segunda-feira.

De acordo com o levantamento do IDEA, 16 países utilizam um sistema eletrônico de votação em eleições nacionais, 15 usam em eleições regionais e cinco utilizam em ambas. Duas nações utilizam o sistema em outros tipos de eleições, enquanto 144 não usam qualquer tipo de votação eletrônica.

Em outro levantamento, o IDEA mostrou que 15 países utilizam urnas eletrônicas, com ou sem a impressão do voto para permitir uma auditoria. Fazem parte dessa lista, além do Brasil, os Estados Unidos (que utilizam urnas em alguns estados), a França, a Índia, o Peru e a Rússia, entre outros.

Bolsonaro e a direita em geral nunca assumem suas culpas. Os culpados sempre são outros. Não assimilam a derrota. Veja o caso de Trump, nos Estados Unidos. Aqui já estão copiando e ensaiando, o que leva a crer que 2022 será uma desgraça.

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