Enquanto Bolsonaro nega vacinação, o mundo se prepara para maior imunização de todos os tempos

Convictos de que o que pode combater a pandemia de Covid-19 e salvar vidas é a vacinação em massa, instituições internacionais, empresas e governos estrangeiros preparam o que será no ano que vem, o maior projeto de imunização da história

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Só a Unicef já embalou e deixou prontas para o envio mais de 500 milhões de seringas (Foto: Brasil 247)

247 – JAV

Em contraste com o negacionismo de Jair Bolsonaro, que se opõe à obrigatoriedade da vacinação e proibiu a aquisição da vacina chinesa, instituições e governos pelo mundo se preparam para uma campanha inédita de vacinação. 

O jornalista Jamil Chade informa em sua coluna que a Unicef ((Fundo das Nações Unidas para a Infância), por exemplo já começou a estocar insumos para permitir que, no momento que a nova vacina seja aprovada, uma verdadeira mobilização seja iniciada para permitir que a imunização chegue aos quatro cantos do mundo, não importando qual será a vacina contra a Covid-19 que chegará primeiro no mercado, nem sua nacionalidade importa. A Unicef é a maior compradora mundial de doses de vacina.

Só a Unicef já embalou e deixou prontas para o envio mais de 500 milhões de seringas. A previsão, porém, é de que o mundo precisará em 2021 de cerca de 1 bilhão de seringas apenas para permitir que as primeiras metas de imunização sejam atingidas.

Medidas começam a ser pensadas também em relação ao armazenamento das vacinas em freezers com baixas temperaturas, um desafio para muitas cidades pelo mundo.

Na OMS (Organização Mundial da Saúde), a estimativa é de que uma provável vacina tenha de ser mantida entre 2 e 8 graus Celsius. Tal exigência poderia excluir 3 bilhões de pessoas de ter acesso ao produto.

O jornalista Jamil Chade informa, também, que a União Europeia não discute a vacina, mas como fará a vacinação.

Enquanto isso, na OMS, uma equipe começa a trabalhar para estabelecer canais de distribuição e para ajudar governos a realizar um processo inédito. Na semana passada, depois de uma reunião de um grupo de especialistas, ficou estabelecido que profissionais de saúde, idosos e pessoas com certas doenças receberiam a vacina de forma prioritária.

Nos bastidores dos governos, a ordem é a de montar planos de vacinação. Na União Europeia, por exemplo, Bruxelas enviou uma lista de “deveres” que governos terão de se esforçar ao máximo para garantir que seus serviços de saúde estejam preparados para a operação, além de designar as populações que irão receber a vacina de forma prioritária.

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