Lula, Bolsonaro e Guedes (Foto: 247 | Reuters)

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou nesta quarta-feira 30, que o Brasil precisa restabelecer o diálogo para criar um ambiente democrático e a retomada do crescimento. Isso só será possível, segundo o ex-presidente, por meio da inclusão dos trabalhadores no orçamento federal. 

Em entrevista ao blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, Lula falou da crise na saúde pública que já causou a morte de mais de 143 mil brasileiros e da explosão do desemprego, agravado pela política econômica do ministro Paulo Guedes. 

“Vejo Paulo Guedes falar de economia e percebo que ele não entende nada, é um banqueiro”, ponderou o ex-presidente. “Ele não sabe o que é um pobre, vem falar em economia em nome de quem? Guedes trabalha para fazer com que o Brasil atenda aos interesses dos bancos”, disse Lula. “Não vejo o governo preocupado com o pobre, em resolver o problema do emprego, do salário. É um governo que pensa na turma dele, o Brasil está à deriva”, acrescentou o ex-presidente. 

Para Lula, é preciso recuperar a tradição do diálogo democrático, baseado no respeito ao debate e à convivência entre ideias divergentes. “É preciso a gente brigar pela normalidade democrática, por um país onde as pessoas se respeitem, se cumprimentem e possam conviver com as diferenças”, conclamou. “A democracia nada mais é do que a convivência na diversidade. E Bolsonaro jogou isso no lixo”.

“Precisamos ter sempre o compromisso de passar esperança para as pessoas”, declarou. “Para que a gente volte a ter um país como muito amor, com muita paz e que acredite piamente na democracia. Porque não existe saída fora da política”, disse o ex-presidente.

Brasil à deriva! … O que diz a Folha de S. Paulo

A pandemia segue deteriorando o mercado de trabalho no Brasil. A taxa de desemprego atingiu o patamar inédito de 13,8%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira 30, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ao todo 13,1 milhões de brasileiros buscavam trabalho no trimestre encerrado em julho, segundo a Pnad Continua (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios Contínua), realizada desde 2012.

No trimestre anterior, o desemprego no Brasil havia fechado em 12,6%. Em janeiro, a taxa estava em 11,2%.

É recorde também o número de brasileiros que se declararam desalentados, ou seja, que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não vão encontrar uma vaga: 5,8 milhões. Igualmente inédito é o número de trabalhadores que se consideram subutilizados –trabalham menos horas do que gostariam. Esse contingente reunia 32, 9 milhões de pessoas.

No total, em julho, eram 52 milhões atingidos pela crise no emprego causada pela Covid-19 e seus efeitos. (Paulo Guedes e Temer (Meirelles) já vinham pelo caminho errado, a pandemia contribuiu, mas a economia já estava bem doente antes.)

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