Treze pessoas morreram e milhares de construções foram destruídas após a passagem do ciclone bomba (Foto: Defesa Civil Santa Catarina / Divulgação)

Daniel Giovanaz – BdF – JAV

Os 170 municípios do Sul do país atingidos pelo ciclone bomba há uma semana ainda não receberam recursos federais para reparação dos danos. Para agravar o quadro, um novo ciclone extratropical provocou tempestades na mesma região entre terça 7 e quarta-feira 8.

O ciclone bomba, que causou 13 mortes, é resultado de uma queda abrupta na pressão atmosférica central e ventos de até 130 km/h na semana passada. As rajadas destruíram casas, derrubaram árvores e deixaram mais de 1,9 milhão de pessoas sem energia elétrica. Em mais de 90% dos domicílios, o fornecimento foi restabelecido.

A ocorrência de ciclones é relativamente comum para a região nesta época do ano. O fenômeno registrado em 30 de junho foi potencializado por uma circulação intensa de calor e umidade vinda da região Norte, com destaque para Amazônia e Bolívia.

Respostas

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobrevoou municípios afetados (DOIS) no litoral de Santa Catarina no último sábado 4. Na ocasião, não concedeu entrevista nem anunciou a liberação de recursos federais.

O estado foi o mais prejudicado pelo ciclone bomba, com perdas estimadas em R$ 280 milhões e mais de mil pessoas desalojadas. 

Secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, o coronel Alexandre Lucas informou à imprensa local que a demora no repasse de verbas se deve a “questões técnicas”.

“Às vezes surgem dúvidas, é pedido de reconstrução ou restabelecimento, por exemplo? Esses detalhes pequenos que às vezes prorrogam para liberar dos recursos”, disse, em entrevista ao portal NSC. “Para agilizar o processo, uma iniciativa direta vai criar um canal para capacitação dos municípios, para que a qualquer hora, possam tirar dúvidas com os técnicos da Defesa Civil nacional”.

Até o momento, a principal medida tomada em âmbito federal foi a permissão de acesso ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aos catarinenses atingidos. Para isso, as prefeituras devem preencher o Formulário de Informação de Desastres (FIDE) e confirmar os danos.

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