(Charge)

Descobrimos, com a pandemia, que não apenas o novo coronavírus é contagioso.

A estupidez também é.

Então, temos agora, um protocolo oficial para a administração de uma droga no qual já vem descrito que não se tem a menor certeza de que funciona.

E, como revela O Globo, uma prescrição médica que vem sem o nome do médico responsável pela indicação.

Genial!

Tudo receitado pelo Dr. Jair Messias Bolsonaro que ouviu o chefe Donald Trump falar que ele toma cloroquina como quem engole comprimidos de vitamina C para uma “gripezinha” e que o copia, em escala mais grave, impondo como protocolo para toda a rede de saúde.

Como o presidente e seu ministro não são médicos, não é impossível que acabem denunciado por charlatanismo.

Não adianta dizer que o médico é livre para adotar ou não o tratamento, porque o doente ou sua família, a partir disto criam uma expectativa que, se não for atendida, vai criar pressões e conflitos nos hospitais.

Até porque o conselho da categoria, formado por “medalhões”, cuja maioria sequer toca mais em um paciente, numa resolução vergonhosa, ficou “em cima do muro” para agradar o presidente e, quem sabe, aumentar sua generosidade com hospitais privados e planos de saúde.

Os médicos da linha de frente não têm merecido este carinho do seu governo, Exaustos, sem material adequado, tendo de manejar superlotação de pacientes em UTI e leitos de enfermaria, eles não têm tempo para brincadeirinhas irresponsáveis e mórbidas como a que o nosso presidente se dedica.

Em compensação, passamos a uma categoria nova na ciência política: a ditadura terapêutica.

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