O terrorismo de Bolsonaro: o Brasil vai quebrar

POR FERNANDO BRITO · Tijolaço - JAV

0
55

Apoplético, querendo arrancar a máscara que está obrigado a usar, Jair Bolsonaro pregou a
volta imediata à normalidade.
Claro, algo não apenas impossível, mas monstruoso, pelos milhares de mortos que teríamos a mais com isso.

E o que ele pretende com esta gritaria de que “vamos nos tornar um país de pobres” (coisa
que nunca é um problema quando se trata de achatar salários, impedir aposentadorias, tirar garantias do trabalhador, etc), “um país de miseráveis, igual à África Subsaariana e que o Brasil “vai quebrar” e entrar em “caos”?

O coronavírus está em mais de 210 países no mundo. Pelo menos uma vintena deles em
situação de gravidade semelhante à nossa. Várias dezenas de outros estão com medidas de
isolamento tão ou muito mais severas que as nossas.

Nenhum de seus governantes está gritando que seus países vão quebrar e entrar em caos.
Muito menos anunciando uma quebradeira do Estado sem que se anunciem também medidas para recuperar sua capacidade de existir, assistir e mediar os conflitos de interesse.

Está na cara que o presidente está fermentando uma agitação social que não está, até agora, no cenário, embora sofrimento e carências não faltem, inclusive pela precariedade e demora na entrega no auxílio de emergência.

Seus seguidores, urrando pelas ruas, são os únicos sinais de perda de equilíbrio no
comportamento social visíveis até aqui e não são os informais, os desvalidos, os moradores de favelas e de periferias que estavam ali, pregando o golpe e a intervenção dos militares.

Nem os carros com que desfilavam eram Brasílias e Chevettes velhos.
Não estranhem, portanto, se polícias e milícias – das quais o Exército Brasileiro, pela estupidez de alguns generais obtusos e ambiciosos, se tornou caudatário – começarem a estimular e promoverem desordens e até saques.

Se existem, mesmo em meio a toda esta dor e privação, alguma ameaça à ordem é o
bolsonarismo.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui