Prefeitura inicia campanha de doações para compra de respiradores de UTI

Doações para a campanha: Respirar para Viver!

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Estima-se que 5% dos infectados pelo coronavírus precisam de respiração assistida (Foto: GETTY IMAGES)

A Prefeitura de Rio do Sul está lançando uma campanha de arrecadação de recursos para ajudar na compra de mais equipamentos como respiradores artificiais de UTI e EPIs para serem cedidos ao Hospital Regional Alto Vale.

Esta é a campanha “Respirar para Viver”, iniciada ontem pela prefeitura ao adquirir os três respiradores com recursos vindos do Ministério da Saúde. Como cada um destes equipamentos custa R$ 60 mil, o saldo de R$ 20 mil será depositado nesta conta para arrecadação de mais destes utensílios.

“Muitos empresários estão procurando o Hospital Regional ou a própria prefeitura querendo contribuir. A prefeitura ficará responsável em gerir este recurso, comprar os equipamentos e ceder ao hospital”, explica o prefeito José Thomé.

Doações para a campanha: Respirar para Viver!

Banco do Brasil – (Código para TED ou DOC: 1)

Agência: 276-3 – Conta-corrente: 276-3

CNPJ: 83102.574/0001-06 – Nome: Doações Rio do Sul

Bombando oxigênio

Os respiradores são necessários, pois estima-se que aproximadamente 5% dos pacientes com covid-19 acabem sofrendo a chamada síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA).

“É a resposta inflamatória excessiva (dos pulmões) à infecção, neste caso viral, por coronavírus”, explica Oriol Roca, médico associado do serviço de medicina intensiva do Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona.

“Um tipo de membrana é criada e o oxigênio não pode passar por ela, o que naturalmente causa insuficiência respiratória”, descreve o médico Ferran Morell, ex-chefe do serviço de pneumologia do mesmo hospital.

“É uma condição que não tem tratamento. A única solução é colocar os pacientes em ventilação mecânica e esperar que ele tenha sorte e que seu organismo reaja”, disse ele.

E, se em tempos normais a taxa de pacientes com SDRA já é alta, o prognóstico parece ser ainda pior nos tempos de coronavírus.

“Dos que agora são admitidos por problemas respiratórios agudos em terapia intensiva pela covid-19, metade morre”, diz Morell.

A porcentagem, no entanto, seria significativamente maior sem respiradores artificiais, capazes de garantir a chegada de oxigênio no sangue.

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