Glauber Braga sobre Moro: “Ele mente descaradamente e faz política 24 horas por dia”

Para o deputado, Moro mente em seu discurso de negação da política para manter uma falsa polidez

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Deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) (Foto: Agência Câmara)

Por Luisa Fragão – RBA – JAV

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) concedeu entrevista à Revista Fórum nesta sexta-feira 14 e comentou sobre o ataque do ministro Sergio Moro contra parlamentares do PSOL, dizendo que “não gosta deste jogo político”. Para Braga, Moro mente em seu discurso de negação da política para manter uma falsa polidez.

“Ele mente descaradamente, ele faz política 24 horas por dia, trabalha por um projeto político e é representante de um grupo violento nas redes sociais, nas ruas, é o grande representante da extrema-direita, mas faz um discurso de negação da política, uma falsa polidez, para ganhar alguns adeptos ao centro, mas é um político todo”, disse o deputado.

Em seguida, Braga defendeu uma ampla investigação sobre o assassinato de Adriano Nóbrega, chefe de milícia do Escritório do Crime, no Rio de Janeiro. “Infelizmente, a gente tem boa parte dos instrumentos de investigação blindados pela orientação do ministério da Justiça, do próprio Sergio Moro. Então a gente tem motivos para duvidar e pedir uma investigação com controle social”, prosseguiu.

A fala do deputado contra Moro foi feita durante audiência na Câmara dos Deputados, na quarta-feira 12. O parlamentar questionou o silêncio do ex-juiz federal sobre o elo da família Bolsonaro com as milícias.

“Eu não tenho outra coisa a dizer a não ser chamar o ministro da Justiça, que blinda a família Bolsonaro em relação a esses temas, de capanga da milícia. É isso que ele é”, disparou o parlamentar.

Como resposta, Moro disse nas redes sociais que não gosta de “jogo político” e reclamou de Braga e do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que não deram apoio ao seu “projeto anticrime”.

“Não gosto deste jogo político. Mas verdades precisam ser ditas. No projeto de lei anticrime, propusemos que milícias fossem qualificadas expressamente como organizações criminosas. Propusemos várias outras medidas contra crime organizado. O PSOL, de Freixo/Glauber, foi contra todas elas”, disse o ministro.

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