Distúrbio alimentar em crianças: como os pais devem agir?

A psicanalista Mônica Cruz fala sobre distúrbio alimentar na infância e ajuda os pais a identificarem o problema e como tratá-lo

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Fechar a boca para recusar algum alimento pode indicar distúrbio alimentar (Foto: shutterstock)

Muitas vezes ouço mães, reclamando de filhos que comem muito, e filhos que comem pouco, e ainda de crianças que só comem determinados alimentos em todas as refeições, e outras que se recusam a experimentar qualquer novo alimento que seja oferecido, como resolver tudo isso?

As causas desses transtornos não são as mesmas então não podem ser tratados da mesma forma. Transtornos alimentares graves como obesidade mórbida, anorexia e bulimia, tem origem psíquica e devem ser tratados por profissionais da área médica e muitas vezes com medicamentos, além de tratamento de terapia.

Quanto a pequenos problemas de alimentação em certas fases especificas da infância, muita coisa pode ser feita. Na criança que come muito, deve ser observado o seguinte:

Baixa auto estima

Carência afetiva

Insegurança

Autopiedade

Ausência de controle

Vergonha

Não aceitação de problemas

Desamparo

Culpa

Alimentação

Sedentarismo

Fatores genéticos

Não adianta os pais acharem que amam o seu filho o suficiente, e que lhe transmite segurança. Uma coisa é o que você passa para o filho, a outra coisa é o que ele assimila. Fique atento para que o seu filho realmente assimile o que você está tentando passar.

Crianças inseguras, com baixa autoestima geralmente não conseguem perceber situações de desconforto que não esteja relacionada a fome, por exemplo, frio, cansaço, calor, tudo é traduzido em fome, e o alimento traz o conforto esperado.

Já crianças que não comem ” nada”, ou comem muito pouco ou somente determinado alimento, são crianças que estão querendo demonstrar controle, querem desafiar os pais naquilo que elas percebem que os afeta, para eles é uma forma de diálogo onde eles estão no controle da situação, onde eles mandam.

Nos dois casos, os pais ficam desesperados tentando encontrar uma solução mágica para resolver o “problema” alimentar do filho, só que a solução mágica não existe, o que existe é paciência, exemplo e regras.

Se a criança não come, ou come demais, cabe aos pais refletirem o que está causando isso, muitas vezes os pais ja sabem, só não colocaram para fora.

Você sabe quando seu filho está bem e quando não está, se esta depressivo, ansioso, triste, claro que não vai comer bem ou parar de comer, depende do que a alimentação representa para ele, se for conforto, vai comer muito, se for controle, vai comer pouco.

Converse com o seu filho, procure descobrir o que o está incomodando, mostre a ele a importância do alimento estar dissociado das emoções, comida não é amor, brigadeiro não é um carinho da mãe, sorvete não é um abraço do pai, comida é alimento para o corpo, amor é alimento para a alma.

Coloque a criança para fazer exercícios, oferece alimentos diferente com apresentações inusitadas, ocupe um pouco do seu tempo demonstrando atenção ao que seu filho come, isso também é uma forma de mostrar a ele que você se importa.  Distúrbios alimentares iniciam-se na infância, melhor se forem tratados na infância também.

Fonte: Delas – iG

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