Os postos definirão os preços finais aos consumidor (Foto: Divulgação)

A Petrobras anunciou, como esperado, um reajuste médio (o valor depende do ponto de entrega) de 4% no preço da gasolina.

Ainda é pouco para – como defende a companhia – restabelecer-se a paridade do preço interno com o preço internacional, considerado o valor da moeda norte-americana.

Diminui a perda, não mais que isso.

Mas é curioso como os pregoeiros da “gestão técnica” da Petrobras não dão um pio sobre a manutenção do valor cobrado pelo óleo diesel, de referência no preço internacional tanto quanto aquele.

Está evidente que se previne um novo movimento de insatisfação dos caminhoneiros, que anda em banho-maria.

A menos que se creia que Jair Bolsonaro pudesse querer iniciar, informalmente, os limites alargados de suas operações de “garantia da lei e da ordem” justamente com seus eleitores, o fato é que o preço dos combustíveis está, de forma inseparável, agregado à política.

Vingando, porém, o projeto do governo de entregar as refinarias à iniciativa privada, adeus controles.

Se, com eles, vai ficar difícil segurar os preços do diesel e deixar o dólar como o ministro Paulo Guedes quer. E mais difícil ainda segurar a turma que Bolsonaro açulou contra Dilma.

Como fica

A Petrobras reajustou nesta quarta-feira 27, o preço da gasolina em 4% em suas refinarias. Na semana passada, a empresa já havia aumentado o preço do combustível em 2,8%. Não houve reajuste no preço do óleo diesel.

O aumento vale para o combustível vendido nas refinarias para os distribuidores, ou seja, os postos de gasolina. O valor final que o motorista pagará para abastecer o carro dependerá de cada posto.

O anúncio foi feito um dia após o dólar atingir uma alta histórica de R$ 4,24.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina nos postos do país ficou em R$ 4,413 na última semana – alta de 0,14% em relação ao período anterior. (AB)

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