O mais tomentoso Dia do Professor

Por Moisés Mendes - 15 de outubro de 2019

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Quem imagina que existe saída sem professores e sem estudantes faz o jogo do fascismo (Foto: Wikimedia Commons)

Esse talvez seja o mais tomentoso Dia do Professor. Na ditadura, o professor propagava e acolhia inquietações, sempre apontando para a redenção de todos os males pela retomada da democracia.

Professores e estudantes misturavam militância, sonhos e atrevimentos. Foram cassados e caçados. Perderam o direito de lecionar, ficaram sem renda e sem voz. Muitos perderam o direito de estudar.

Mas a democracia viria logo ali. Hoje, a democracia é um bem de significado vago, sem força substantiva e adjetiva, sequestrada pelos déspotas aqui e em toda parte.

O projeto bolsonarista avança, para se apossar do comando das universidades públicas, antes de destruí-las.

Meu abraço aos professores do ensino fundamental, do ensino médio e das universidades, que enfrentam as ameaças dos milicianos do Ministério da Educação e dos governos da direita e ainda resistem. Sem esquecer dos professores de escolas particulares, acossados por pressões às vezes mais insuportáveis do que as das escolas públicas.

Quem imagina que existe saída sem professores e sem estudantes faz o jogo do fascismo.

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